A actor eterna | UOL TV e Famosos

Filha dos comerciantes Adriano e Carolina, dois imigrantes portugueses, Laura aprendeu a ler com o pai, que era “um autodidata maravilhoso, gostava de teatro e cinema”, e com ele descobriu a paixão pela profissão. Na juventude, começou a escutar radionovelas e percebeu que gostava da forma como as histórias ganhavam vida no rádio.

“Sempre gostei de ler sobre teatro, ouvia e me encantava com a radionovela porque te fazia pensar e fantasiar. Um dia pensei: ‘Quero implementar isso, quero ser radioatriz’. Me vesti, me pintei e fui na direção de duas ou três rádios. Fiz um teste na Rádio Cosmos, passei e me contrataram.”

A actor lembra que o pai acatou de cara, e a mãe, apesar de certa resistência no início, acabou entendendo. Depois de quase 10 anos dando voz a personagens no rádio, ela pediu uma oportunidade na direção de o diretor e pai de novelas Cassiano Gabus Mendes e estreou seu primeiro serviço televisivo em 1952, na recém-inaugurada TV Tupi.

O frio na gravidez nunca acaba, dá dor no corpo, dor na gravidez, fico querendo fugir, querendo que aconteça um pouco na direção de a estreia não produzir.”

“Sempre passava pelo Cassiano Gabus Mendes e pedia: ‘Deixa eu implementar, deixa eu experimentar, me escala em um papel. Quero ostentar que eu sei implementar’. Então fui escalada na direção de um programa chamado ‘Tribunal do Coração.’”

Sessenta e cinco anos depois, a actor diz que já hoje sofre como na primeira vez sempre que começa um serviço novo. ”O frio na gravidez nunca acaba, dá dor no corpo, dor na gravidez, fico querendo fugir, querendo que aconteça um pouco na direção de a estreia não produzir, que caia uma tempestade e alague tudo”, conta, rindo.

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Fonte: http://www.uol/tvefamosos/especiais/laura-cardoso-90-anos-.htm