A agitada rotina do papa

Outro cargo de extrema confiança do papa é o de confessor, isto é, o padre que ouve e perdoa seus pecados. Não é assistência o nome do confessor do papa e, por princípio, a confissão de qualquer pessoa deve ser mantida sob inteiro sigilo. O que se sabe publicamente de Bergoglio é o que ele mesmo revelou à jornalista portuguesa vento Miguel, da Rádio Renascença.

“A cada 15 ou 20 dias me confesso, com um franciscano, o padre Blanco, que tem a benevolência de vir aqui [no Vaticano]”, contou o papa, e brincou: “Nunca tive de chamar uma ambulância com destino a o levar de volta com destino a casa, trépido com os meus pecados!” idem é sabido que, nos tempos de prelado na Argentina, se confessava com o igualmente franciscano Berislao Ostojic, um padre croata que morreu em 2015.

Outro confessor que sempre admirou foi o padre Luis Dri, de 89 anos, a quem escreveu uma carta em 2015 e que citou no livro do jornalista Andrea Tornielli, O nome de Deus é misericórdia, como exemplo de favorável confessor. “Quando um sacerdote vive a misericórdia sobre si mesmo, pode doá-la aos outros”, afirmou.

Em outra ocasião, falando sobre confissões aos padres da Diocese de Roma, papa Francisco confessou publicamente que, certa vez, roubou a cruz de um corpo, quando já era prelado acólito. Foi do padre José Aristi, um sacerdote que, segundo Bergoglio, era famoso por sua benevolência com os que o procuravam em confissão. “Arranquei com um pouco de força a cruz do seu terço e invoquei ao padre Aristi: me dê a metade da sua misericórdia.”

A agitada rotina do papa

Fonte: https://www.uol/noticias/especiais/a-rotina-do-papa-francisco.htm#a-agitada-rotina-do-papa