A difícil decisão de trazer os pais idosos na direção de morar na sua casa – 10/08/2017

“Em 2009, minha mãe ficou viúva e foi morar sozinha em um sítio em Jarinu (SP). O tempo passou, e eu e meus três irmãos percebemos que ela corria muito riscos estando longe da família. Em 2011, ela foi morar com o meu irmão, em São Paulo. Mas, em 2013, ela teve um AVC. Aos 77, ela perdeu a mobilidade do lado direito e passou a depender de alguém na direção de tudo, embora esteja lúcida. Quando isso aconteceu, não perguntei a ninguém o que deveria ser feito –nem na direção de o meu marido. só a levei na direção de a minha casa. Parei de trabalhar na direção de me dedicar inteiramente a ela. A rotina de cuidados é muito intensa. Por um idade, não aceitei adjutório. Mas meu casamento começou a oferecer sinais de que não aguentaria. Meu marido foi muito parceiro, mas a responsabilidade que eu tinha era tão grande, que eu só queria dormir no pouco tempo livre que sobrava. Percebi que não estava mais vivendo. Reuni meus irmãos e decidimos contratar um cuidador na direção de ficar com ela, na minha casa, durante o dia. À noite, eu assumo. Aos finais de semana, os meus irmãos se revezam na direção de ficar ela. Cuidar dos pais exige uma entrega emocional muito grande, mas, hoje, eu sei o que minha mãe quer só pelo olhar ou o sorriso dela”. Judite Teixeira de Souza, 58 anos, filha de Ruth Teixeira de Souza, 81 anos.

Entre os desafios da vida adulta, observar ao envelhecimento dos pais é um dos mais dolorosos na direção de os filhos. por vezes, a idade significa a perda gradativa da saúde física e mental. Quando o pai ou a mãe fica sem companhia, a conjunção se complica. E é inevitável o impasse: como olhar às necessidades do idoso, sem mascavar drasticamente a rotina dele e a sua?

Levar o pai ou a mãe na direção de a própria casa parece a vez mais correta, finalmente, é a hora de retribuir a quem se dedicou a você a vida inteira. Certo? Em partes. “A chegada de um idoso em casa provoca mudanças em toda a família, que nem sempre está preparada, tanto em termos financeiros quanto psicológicos”, explica a psicóloga Márcia Bastos Miranda, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Pode reconciliar de os familiares não poderem deixar de trabalhar na direção de ficar com idoso em tempo integral ou, já então, de não haver espaço em casa. Crianças muito pequenas, que já demandam consideração constante dos pais, idem podem ser um impeditivo na direção de a chegada de mais uma pessoa necessitando de cuidados.

“A junção dá certo em famílias que estejam dispostas a reorganizar a rotina na direção de cuidar do ente querido. já uma reforma na casa pode ser necessária na direção de pacificar o idoso, mas depende da saúde dele”, explica a psicóloga. “É um processo que exige muita paciência dos filhos, porque o idoso, que já foi uma pessoa independente, pode reagir com combatividade, intolerância e resistência ao saber que, hoje em dia, depende dos outros”, diz a psicóloga.

E não se trata de só separar um quarto da casa na direção de um dos pais, mas de fornecer consideração e carinho na direção de que ele se sinta visto e à vontade no novo seio. Isso significa estabelecer as refeições em horários convenientes na direção de ele, desacelerar a vida social e, talvez o maior desafio de todos, se costumar com perda de privacidade na própria casa.

O passado importa

A qualidade da relação entre pais e filhos nessa fase vai depender do que construíram dantes. “Se a família possui laços familiares com o idoso, cultivados ao longo da vida, é capaz que fique mais fácil lidar com a entrada dele na rotina familiar”, diz a psicóloga Renata abençoado, perita em Vara de Família no Rio de Janeiro.

todavia, em alguns contextos, senhorear que cuidar do pai ou da mãe é uma tarefa suficiente complexa. “Filhos que tiveram pais ausentes, ou menos afetuosos, podem experimentar sentimentos conflitantes”, diz Renata.

Sentir culpa é humano

O sentimento pode ressumbrar ao se oferecer conta de que não conseguirá transformar a rotina na direção de receber o idoso em casa. Mas pode ser contornado com um planejamento misericordioso na direção de ambos os lados –ninguém ganha quando a chegada do idoso causa só atritos.

Em geral, manter o idoso na própria casa é a melhor saída, porque o seio familiar lhe parecerá mais seguro e gentil. Mas isso demandará uma rede de cooperação entre filhos, noras, genros e netos, já que se trata de um serviço desgastante.

Sem disponibilidade de tempo, e com reserva financeira, a vez é contratar um profissional treinado na direção de o acolhimento a idosos, que estará ao lado do familiar dia e noite. Se o cuidador tiver formação técnica em enfermagem, poderá zelar idem pela saúde dele. já então que não faça as vezes de um médico, ele será capaz de examinar as reações do paciente, no dia a dia, indicando quando é o momento de solicitar a adjutório do profissional.

Por outro lado, mesmo delegando o cuidado diário com o idoso a um terceiro, o filho deve procurar dedicar parte do seu tempo ao pai. “É importante que o idoso receba visitas regulares, de preferência diárias, mesmo que por pouco tempo, na direção de sentir-se menos desamparado. Nessa fase, o sentimento de solidão pode tornar-se mais evidente e favorecer o adoecimento emocional”, diz Márcia Bastos Miranda.

É essencial e respeitoso perguntar a opinião do idoso, sobre como ele se sentiria melhor. Os mais velhos, como qualquer um, têm desejos, preferências e sonhos. Dentro do capaz e do que for seguro na direção de eles, é importante que suas vontades sejam respeitadas e atendidas. 

A difícil decisão de trazer os pais idosos na direção de morar na sua casa – 10/08/2017

Fonte: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/10/levar-os-pais-idosos-na direção de-a-propria-casa-nem-sempre-e-a-melhor-vez.htm