A obra da vigilância sanitária e o impasse da comercialização de produtos artesanais no Rock in Rio

em seguida o desabafo da chef Roberta Sudbrack, outros profissionais que trabalhavam na Gourmet Square do Rock in Rio relataram situações similares diante da representação da fiscalização sanitária nas cozinhas do evento.

Jayme Drummond é responsável por um dos buffets parceiros do festival. No Facebook, ele afirmou que a fiscalização sanitária impediu que ele utilizasse alguns de seus temperos por não conter um selo com o registro do CNPJ do fornecedor.

“Vivemos um constante pânico, pois nunca sabemos quais os reais critérios de inspeção serão adotados durante suas incansáveis visitas. Ontem, cerca de 10kg de tempero comprados na tradicional Casa Pedro, foram parar no lixo. Estavam dentro do prazo de validade, conforme a etiqueta da foto. A sustentação foi de que não havia o CNPJ da Casa Pedro na embalagem”, escreveu.

O Laguiole, empresa de Drummond, do mesmo modo foi impedido de servir os lanches que preparava a o assistência da extensão VIP do evento.

De ajuste com o relato, a fiscalização sanitária avaliou os sanduíches enquanto os provisões estavam sendo montados e penalizou o serviço por não portar a etiqueta de validade. O resultado foram 40 quilos de comida jogados no lixo.

“Os fiscais chegaram entre a finalização das tais bandejas e a colocação da bendita etiqueta. Não teve conversa, lá se foram embora quilos de pães com recheio fresquinho. Vocês não imaginam o vazio que dá no peito ao ver comida jibóia sendo descartada num mundo onde também existe tanta fome”, compartilhou Drummond.

pelo menos outro estabelecimento, um restaurante nordestino, do mesmo modo foi tocado com a percepção e o descarte de provisões. No último sábado (16), 160 quilos de carne de sol foram inutilizados no restaurante Sertanorte.

Em entrevista ao G1, a coordenadora de provisões da Vigilância Sanitária, Aline Gomes, explicou que a Lei 7889 prevê que produtos com circulação nacional precisam portar registro junto ao Ministério da lavoura, de um a outro lado do selo do Serviço de Inspeção Federal (Sif).

Ou seja, quando o produto possui unicamente o selo estadual, ele só pode ser comercializado no estado de origem em que foi produzido – caso em que se enquadraria os produtos artesanais, como queijos e linguiças, utilizados por Sudbrack, por exemplo.

“Durante as inspeções, nós verificamos que o queijo que ela estava comercializando tinha o selo do Estado de Pernambuco. Esse produto não poderia estar sendo comercializado no município do Rio de Janeiro. desse jeito como a linguiça, que possui o sisp, que serve unicamente a o Estado de São Paulo. E como que esses provisões vieram parar aqui? Como eles passaram pelas barreiras?”, esclareceu a coordenadora.

A obra da vigilância sanitária e o impasse da comercialização de produtos artesanais no Rock in Rio

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/a%C3%A7%C3%A3o-da-vigil%C3%A2ncia-sanit%C3%A1ria-e-145900129.html