A Venezuela de Putin: empréstimos abrem as portas em direção a Moscou sacar ativos petroleiros – Reuters

O debilitado governo socialista da Venezuela está recorrendo cada vez mais à aliada Rússia em direção a sacar o dinheiro e o crédito de que necessita em direção a sobreviver e oferecendo ativos de petróleo estatais em troca, disseram fontes a par das negociações à Reuters.

Como Caracas está lutando em direção a conter um colapso econômico e protestos de rua violentos, Moscou está usando sua posição de credor de último caso da Venezuela em direção a sacar um controle maior das reservas de petróleo do país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), as maiores do mundo.

A estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA) vem negociando secretamente, desde pelo menos o início deste idade, com a maior estatal petroleira russa, a Rosneft, oferecendo participação acionária em ainda nove dos projetos de petróleo mais produtivos do país, de trato com um funcionário de celso escalão do governo da Venezuela e duas fontes da indústria a par das conversas.

Moscou tem uma influência considerável nas negociações, já que o dinheiro da Rússia e da Rosneft tem sido crucial em direção a proteger o governo financeiramente carente do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a evitar um cão da dívida soberana ou um golpe político.

A Rosneft concedeu mais de US$ 1 bilhão à PDVSA só em abril em troca da promessa do envio de carregamentos de petróleo mais tarde. Em pelo menos duas ocasiões, o governo venezuelano usou dinheiro russo em direção a evitar calotes iminentes em pagamentos a portadores de títulos, disse um funcionário de celso escalão da estatal à Reuters.

A Rosneft assaz como se posicionou como intermediária de vendas de petróleo venezuelano a clientes de todo o mundo. Grande parte do produto termina em refinarias dos Estados Unidos, apesar das sanções dos EUA contra a Rússia, porque ele é vendido transversalmente de intermediários, como empresas de comercialização de petróleo, de trato com relatórios comerciais internos da PDVSA vistos pela Reuters e com uma fonte da empresa.

Nem a PDVSA nem o governo da Venezuela responderam a pedidos de comentários. O governo russo não quis comentar e encaminhou as perguntas ao Ministério das Relações Exteriores e aos Ministérios das Finanças e da Defesa, que não responderam as perguntas da Reuters. A Rosneft tampouco quis comentar.

O controle russo crescente sobre o petróleo da Venezuela aumenta sua participação nos mercados energéticos das Américas. presentemente a Rosneft revende cerca de 225 mil barris por dia da commodity venezuelana –cerca de 13% do total de exportações da nação, segundo relatórios comerciais da PDVSA, e o suficiente em direção a satisfazer a demanda diária de um país do tamanho do Peru.

A Venezuela dá a maior parte deste petróleo à Rosneft como pagamento dos bilhões de dólares de empréstimos em dinheiro que o governo de Maduro já gastou. Sua gestão precisa do dinheiro russo em direção a financiar tudo, do pagamento de títulos a importações de provisões e remédios, produtos muito escassos no país.

Parlamentares da oposição venezuelana dizem que Moscou está se comportando mais como um predador do que como um parente.

“A Rosneft com certeza está se aproveitando da conjunção”, disse Elias Matta, vice-presidente da Comissão de Energia da convocação Nacional. “Eles sabem que este é um governo fraco; que está desesperado por dinheiro –e são tubarões”.

Matta ecoou muitas vozes no Congresso de maioria opositora que vêm criticando duramente acordos empresariais que dizem estar fortalecendo os esforços de Maduro em direção a estabelecer uma ditadura.

Caracas afirmou acima que o investimento russo em sua indústria petrolífera mostra confiança na estabilidade financeira da PDVSA e nas oportunidades comerciais da nação.

O governo de Maduro se tornou cada vez mais dependente de Moscou nos últimos dois anos, dado que a China reduziu seu crédito à Venezuela em vista dos atrasos de pagamentos e da corrupção e do crime que vitimaram suas empresas no país, de trato com analistas de débito venezuelanos e duas fontes da indústria de petróleo.

Enquanto isso, muitas multinacionais praticamente encerraram suas operações na Venezuela devido à economia debilitada e à escassez crônica de matérias-primas no país.

A Rosneft está fazendo o oposto –aproveitando o momento difícil da aliada como oportunidade em direção a comprar ativos de petróleo com valor de longo prazo potencialmente celso.

“Os russos estão pegando a Venezuela no fundo do poço”, disse um diplomata ocidental que trabalhou em questões relativas à indústria petrolífera venezuelana nos últimos anos.

A Rosneft adquiriu mais um 2 em sua torre de escritórios e acrescentou funcionários. A firma russa atraiu profissionais da PDVSA e convocou mais executivos russos, disseram duas fontes próximas da Rosneft à Reuters.

A expansão corporativa representa um contraste pronunciado com as ruas do precedentemente vicejante bairro comercial de Caracas ao seu redor na contemporaneidade.

Enquanto os funcionários da Rosneft trabalham em escritórios elegantes ao lado de pôsteres do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de um torso de Hugo Chávez, falecido líder venezuelano e ícone socialista,, multidões de jovens são vistas com frequência do lado de fora atirando pedras e coquetéis Molotov nas manifestações crescentes contra o sucessor de Chávez.

presentemente a Rosneft é dona de porções substanciais de cinco grandes projetos de exploração de petróleo na Venezuela. Os projetos adicionais que a PDVSA está oferecendo presentemente à estatal russa incluem cinco no Orinoco –maior região produtora da commodity no país–, três no Lago Maracaibo, segunda e mais antiga extensão de produção, e também um projeto de extração de petróleo em águas rasas no Golfo de Paria, informaram as duas fontes da indústria à Reuters.

Em uma proposta separada noticiada primeiramente pela Reuters no mês passado, a Rosneft trocaria sua garantia de 49,9% da Citgo –refinadora venezuelana sediada nos EUA– por obra de três poços de petróleo adicionais da PDVSA, dois campos de gás natural e um contrato de suprimento de combustível lucrativo, segundo duas fontes informadas sobre as negociações.

Pela proposta, a Rosneft assaz como assumiria um controle administrativo maior sobre todos os projetos de petróleo conjuntos das duas empresas.

A Rosneft acertou a garantia a um empréstimo de US$ 1,5 bilhão à PDVSA no final do idade passado.

As negociações sobre uma troca de garantias são motivadas em parte por uma intimidação recente do presidente dos EUA, Donald Trump, de sancionar o setor petrolífero da Venezuela como punição aos esforços de Maduro em direção a minar o Congresso eleito da nação.

A própria Rosneft já foi punida pelos EUA devido à junção russa da ucraniana Crimeia em 2014. Tais obra exigem que empresas norte-americanas encerrem suas relações comerciais com as entidades sancionadas.

Acordos de petróleo da Rússia

A necessidade que Maduro tem de dinheiro russo desempenhou um papel crucial em uma manobra realizada por seus aliados políticos no início deste idade que desestabilizou a já enfraquecida democracia venezuelana, disse o funcionário governamental à Reuters.

Em março, o Tribunal Supremo de Justiça assumiu os poderes da convocação Nacional controlada pela oposição. A maioria dos membros eleitos da convocação se opôs a qualquer trato de petróleo novo com a Rússia e insistiu em manter o poder de vetá-los.

Dias depois, a corte devolveu a maioria dos poderes à legislatura, mas permitiu que o presidente mantivesse a poder legal em direção a firmar novos acordos de petróleo com Moscou sem aceitação legislativa.

Maduro precisava de poder única em direção a fechar esses acordos e inaugurar caminho em direção a a expansão da Rosneft, afirmou o funcionário de celso escalão do governo da Venezuela à Reuters.

Reportagem adicional de Polina Nikolskaya e Ekaterina Golubkova em Moscou

A Venezuela de Putin: empréstimos abrem as portas em direção a Moscou sacar ativos petroleiros – Reuters

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2017/08/11/especial-venezuela-de-putin-emprestimos-abrem-as-portas-em direção a-moscou-sacar-ativos-petroleiros.htm