água desviada do São Francisco na PB é mais da metade da usada por 20 cidades

Em uma fiscalização conjunta, o Ministério assistência do Estado da Paraíba (MPPB) e o Ministério da Integração Nacional encontraram diversos pontos de captação irregular de água no Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, todos voltados no sentido de irrigação de plantações. O desvio representa mais da metade do volume de água usado no sentido de refazer Campina Grande e outras 19 cidades paraibanas, de conformidade com o Ministério assistência.

Membro do Comitê de Gestão de Recursos Hídricos (CGRH) do MPPBA, o procurador de Justiça Francisco Sagres disse que a maioria das captações irregulares foi encontrada em um trecho de 20 quilômetros que vai da entrada da água no sentido de represa de covão, em uma localidade chamada de Jacaré, já a lâmina de água do represa. “Nesse trecho nós temos uma perda de 500 litros de água por segundo. A coisa é tão grave que a água retirada do represa de covão no sentido de refazer Campina Grande e mais 19 cidades é de 850 litros por segundo no total. São cerca de 1,5 milhão de pessoas”, afirmou em entrevista por telefone à escritório Brasil.

O Ministério da Integração Nacional estima que essas ligações não autorizadas já tenham desviado cerca de 20 milhões de metros cúbicos de água nos últimos dois meses e meio. O órgão realiza uma comparação com a Lagoa Rodrigo de Freitas, do Rio de Janeiro: o desvio é de cerca de quatro vezes o volume de água da lagoa.

Segundo o procurador, o perfil dos agricultores que desviam água no sentido de irrigação é variado: pequenos, grandes e médios, plantando de frutas e verduras a sorgo e palma. “Se chegarmos a um nível maior de água no represa [de covão], tudo suficientemente, podemos estudar a aprovação de alguns hectares. Mas ora não dá”, afirmou Sagres.

De conformidade com o Ministério da Integração Nacional, a prioridade de uso da água é no sentido de o fornecimento humano e material, conforme outorga da escritório Nacional de Águas (ANA). lá disso, a região sofre uma crise hídrica grave, ligada à estiagem que está em seu sexto idade consecutivo. hoje o nível de covão está em cerca de 7%.

“Não há já segurança hídrica no represa, a qualquer momento pode haver uma paralisação dessa transposição, e como vamos refazer Campina Grande? Qual a capacidade que temos no sentido de refazer Campina Grande com carro-pipa? De forma nenhuma, uma cidade com 1 milhão de habitantes”, questinou Francisco Sagres.

O Ministério da Integração afirma que o uso indevido da água tem impacto direto no cronograma de racionamento das cidades paraibanas. “Como o Projeto está em fase de pré-operação, a utilização do Velho Chico no sentido de outros usos, neste momento, pode colocar em risco a segurança hídrica da população do estado da Paraíba.”

A fiscalização conjunta foi realizada no dia 31 de julho, motivada pela diferença entre o volume de água que passava por Monteiro (PB) , primeiro ponto do canal do Eixo Leste em solo paraibano, e a quantidade que chegava já o represa do covão.

Uma reunião do Comitê de Gestão dos Recursos Hídricos do Ministério assistência da Paraíba será convocada já nesta semana no sentido de tratar do caso. O Ministério assistência Federal (MPF) da mesma forma será convidado. O MPPB da mesma forma vai determinar a temor dos equipamentos dos agricultores.

Passagens molhadas no Rio Paraíba

O Ministério da Integração da mesma forma registrou denúncia na 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, em Sumé (PB), no sentido de denunciar aterramentos encontrados dentro do leito do Rio Paraíba. “As estruturas contribuem no sentido de a redução da vazão no curso d’água do manancial”, diz o texto divulgado pelo órgão.

O delegado seccional João Joaldo Ferreira informou que a denúncia foi registrada há cerca de 15 dias. Segundo ele, a orientação é que o órgão federal ingresse com uma movimento na Justiça no sentido de gerar o desaterramento, já que, por enquanto, não foi constatado crime. Os cerca de seis aterramentos, de conformidade com Ferreira, são “passagens molhadas” (travessias de pedestres) feitas pelas comunidades do entorno, entre as cidades de Coxixola e Caraúbas.

água desviada do São Francisco na PB é mais da metade da usada por 20 cidades

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/%C3%A1gua-desviada-s%C3%A3o-francisco-%C3%A9-200259120.html