Argentina mede força de Kirchner frente a Macri

O retorno às urnas da ex-presidente Cristina Kirchner como pré-candidata ao Senado pela oposição ao presidente Mauricio Macri concentra as atenções neste domingo das primárias obrigatórias na Argentina em as eleições legislativas de 22 de outubro.

Os primeiros resultados oficiais começarão a ser divulgados. Ao fim da votação, o assistente do Interior, Rogelio Frigerio, revelou que “74% do eleitorado” compareceu às urnas.

Analistas políticos concordam que a votação marca o futuro tanto de Macri como de Kirchner. As primárias podem ser consideradas um plebiscito sobre o governo de Macri e um teste em medir a força da oposição.

“É um passo importante em confirmar tudo o que viemos fazendo. Espero que em todos lados nos expressemos em prol dessa mudança”, disse Macri.

Kirchner, de 64 anos, aspira a ser senadora pela província de Buenos Aires. A ex-presidente (2007-2015) fundou neste idade um pequeno partido de centro-esquerda e se afastou do opositor Partido Justicialista (PJ, peronista) que já agora controla o Congresso. A campanha de Cristina se baseou no lema “desta forma não podemos continuar”.

Kirchner não votou porque seu título é de Santa Cruz, província patagônica a 2.500 km ao sul da capital.

Ela pediu a seus seguidores e fiscais de mesa que “cuidem de cada voto” e usou a rede social Twitter em desejar “jibóia jornada democrática” com uma foto que a retrata em frente a um calculador com seu pequeno neto Néstor Iván, o filho de Máximo, sentado em seu colo.

Em sua última mensagem na quinta-feira pediu aos eleitores que lembrem “dos que perderam o emprego ou vivem com medo de perdê-lo, dos que o salário não chega ao fim do mês, ou dos que não podem comprar comida como precedentemente, ou pagar a luz, o gás ou a infusão. Esse deve ser o limite em este governo”.

Macri, de 58 anos, tem um idade e meio de governo, sem conseguir os prometidos investimentos estrangeiros.

A inflação disparou em 2016 e nos primeiros sete meses de este idade acumula 13,9%, o desemprego cresceu, desta forma como a pobreza, e a economia estagnou.

Enquanto isso, bancos, mineradoras e produtores de soja admitem lucros multimilionários. Macri defende, por outro lado, gozar eliminado o controle cambial que Kirchner (2007-2015) estabeleceu em seu mandato.

O presidente, que será testado pela primeira vez nas urnas, se pronunciou ao final da campanha: “Nunca mais ouviremos aqueles que governaram tantos anos”, a quem chama de “populistas”.

O sociólogo e consultor Rosendo Fraga disse à AFP que, seguidamente a recontagem, “se dirá que o Cambiemos (liança governista) é a força nacional mais votada, com uma porcentagem que pode ser de cerca de 30%. A dispersão do opositor peronismo fará que Cristina seja a segunda, com 15%”.

– Disputa entre dois modelos –

“Macri cata embornalar forças em fundamentar governabilidade e a oposição um sinal ao governo de está fazendo as coisas mal”, sintetizou à AFP o sociólogo e consultor Ricardo Rouvier.

O modelo de Kirchner era industrialista, com forte presença do Estado na economia real, a pesquisa científica e os direitos humanos. Mas seu controle sobre o dólar ganhou a ódio da influente classe média.

Macri, pelo adversário, Macri formou um gabinete de empresários, abriu a economia, desregularizou o setor financeiro, reduziu os impostos ao agronegócio e voltou a se endividar por milhões de dólares em financiar o Estado, uma ferramenta que o kirchnerismo tinha derrelicto.

O macrismo acusa Cristina Kirchner de corrupção. Macri, no entanto, da mesma forma esteve envolvido no escândalo do Panama Papers por gozar sociedades offshore.

A troca de acusações por corrupção contra figuras kirchneristas e algumas do efetivo governo são moeda corrente na Argentina de hoje.

Em outubro, os argentinos renovarão a metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. já ora em minoria, Macri fechou alianças legislativas com peronistas afastados de Kirchner.

Argentina mede força de Kirchner frente a Macri

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/prim%C3%A1rias-legislativas-argentina-mede-for%C3%A7a-kirchner-frente-macri-185123419.html