Ativistas do parque Augusta são meia dúzia paga pelo papai, diz empresário

ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Antonio Setin, 62, proprietário da construtora que leva o seu sobrenome, é uma das partes envolvidas no longo e desgastante imbróglio do terreno que deve se transformar no parque Augusta, na região central de São Paulo.

A Setin e a Cyrela são as donas da disputada região já foi puro de invasão de ativistas e obra do Ministério assistência. O prefeito João Doria (PSDB) negocia uma troca: as empresas cedem o terreno e recebem uma região pública em uma região valorizada em frente à marginal Pinheiros, na zona oeste. As bases do transação e de contrapartidas das empreiteiras estão sob a exame da Promotoria e da Justiça.

Recluso já aqui em meio a esse processo, Setin falou à Folha. Chamou ativistas de “meia dúzia de meninos sustentados pelo papai” e acusou Doria de impor a ele contrapartidas “exageradas”.

Pergunta – Na matrícula do terreno do parque Augusta, consta que o valor de compra pela Setin e a Cyrela foi de R$ 64 milhões [R$ 83 milhões em valores atualizados] em 2013. Como se deu essa compra?

Antonio Setin – A compra tem 12 anos. Existe uma compra paga parcialmente em dinheiro, e a maior parte será paga dessa maneira que lançarmos o empreendimento [presentemente na zona oeste], entregaremos em [permutas de] apartamentos.

Qual foi o percentual pago em dinheiro?

Eu não tenho licença dos vendedores com destino a dizer porque isso impacta na vida deles. Mas eu posso garantir que [a compra custou] suficientemente mais de R$ 100 milhões.

O valor na matrícula não equivale ao gasto de fato?

Existem várias maneiras de ter um terreno. Quando se realiza uma aprendizagem em permuta, a escritura não reflete o valor total de imediato, porque a contabilidade vai ser finalizada com a entrega das unidades prontas ao permutante. O valor de referência, que é o mecanismo que a prefeitura usa com destino a indenizações em caso de desapropriação ou conta de cobrança de ITBI, está em cerca de R$ 140 milhões [no site da prefeitura, constam R$ 122 milhões].

Se a prefeitura minimamente nos pagasse aquilo que judicialmente estaria obrigada a depositar, já seriam mais de R$ 140 milhões. então teríamos de cobrar a diferença com destino a o valor de mercado.

As proprietárias já têm um valor oficial de quanto vale o terreno do pq. Augusta hoje?

Nossa conta também não saiu, peritos estão trabalhando, porque não é uma conta simples, é muito complexa.

Sobre o terreno, o senhor disse diante que não entraria num negócio desvantajoso.

O objetivo das empresas é portar lucro, pagar os impostos e sustentar a veículo pública. Nós temos acionistas e não podemos dizer que somos bonzinhos com o dinheiro deles. A empresa precisa portar a margem de lucro dela, o município precisa portar a conta correta e transparente, porque é cobrado pela sociedade, e o Ministério assistência é um órgão fiscalizador que está olhando tudo isso e está dizendo concordo ou não concordo.

Apesar da valorização imobiliária [estimativa da prefeitura aponta R$ 40 milhões diante da inflação desde 2013], a empresa também avalia portar tido qualquer prejuízo com a troca?

Não tivemos qualquer [prejuízo], nós tivemos muito prejuízo. com destino a você portar uma concepção, hoje o IPTU é R$ 1,5 milhão por idade. Com segurança nós gastamos R$ 600 mil por idade. Se você multiplicar por 12 [daria R$ 25 milhões] já tem uma noção dos prejuízos que as empresas tiveram. Diferentemente do que as pessoas pensam, os imóveis nos últimos quatro anos caíram muito de preço. Hipoteticamente, se tivéssemos vendido nosso terreno há três, quatro anos, teríamos vendido por mais do que hoje.

O senhor facha que se caminha com destino a resolver a questão?

Caso peritos de lado a lado cheguem a conclusões diferentes ou a Câmara Municipal não aprove, o negócio pode voltar anteriormente. A minha percepção é que já estamos em 99% da conclusão. Porque o Ministério assistência já deu a sua concordância, a Célia Marcondes [da Samorcc, agregação de bairro de Cerqueira César] assinou, o prefeito assinou.

Como o senhor avalia as contrapartidas propostas pela prefeitura com destino a essa troca?

O que eu vou dizer não é ofensa ao prefeito. já porque eu o respeito muito. Mas as contrapartidas não são proporcionais, são exageradas. O prefeito veio a cada reunião colocando mais um item na mesa. Eu afirmei a ele e ao Ministério assistência que, se houvesse qualquer outro pedido, nós não teríamos como progredir na negociação. Então é uma contrapartida extremamente pesada, mas também acreditamos ser suportável.

O senhor já tem concepção do valor do terreno que vai receber?

Se ele vier com potencial 4 de construção como foi discutido pela prefeitura, imagino que ele valha então entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões.

Quando iniciamos a negociação fizemos contas, senão a gente não teria progredido. De lá com destino a aqui, a única variável foi que a cada reunião o prefeito acrescentava um item na contrapartida. Isso acabou prejudicando a nossa conta. Mas a gente entende que, se não facilitarmos a negociação, a gente continua brigando e não vai chegar a lugar qualquer.

Em relação ao parque Augusta, o Ministério assistência tem uma luta contra as construtoras que inclui cobrança de valores que poderiam transformar o negócio já em um prejuízo. Isso não o pressiona a resolver logo isso?

São obra que nós entendemos como muito tranquilas, são demoradas, mas são tranquilas. Todo o nosso transação envolve todas as obra que o Ministério assistência tem contra nós. Nós estamos dando [a construção do] parque e a manutenção do parque por dois anos, com a condição de que se encerram todas as obra, homologadas em juízo.

Há uma pressão de ativistas em relação ao caso. O senhor acredita que, com a criação do parque, ela acabaria?

Ativista, como todo ser humano, tem de todo tipo. Os verdadeiros ativistas, a verdadeira agregação, inclusive a Samorcc, conduzida pela dona Celia, que foi minha grande opositora nesses 12 anos, está pacificada. Há alguns ativistas ligados a partidos que não têm representatividade, órfãos da Dilma e que ficam gritando com destino a chamar a vigilância e facultar entrevista. Não passam de meia dúzia de meninos sustentados pelo papai e pela mamãe que ficam lá gritando, com falta de respeito. Não me preocupa, porque é uma minoria barulhenta que não produz, não agrega nada

Ativistas do parque Augusta são meia dúzia paga pelo papai, diz empresário

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/ativistas-parque-augusta-s%C3%A3o-meia-070000288.html