Bob Woodward não vê, já presentemente, indícios de crime nas denúncias contra Trump

Nayara Batschke

Madrid, 14 jun (EFE).- O lendário jornalista Bob Woorward, que ficou conhecido por revelar o caso Watergate e que terminou na renúncia do então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, opinou nesta quarta-feira que “não há evidências concretas” nas denúncias contra o hodierno presidente dos EUA, Donald Trump.

Entretanto, apontou que esse dado pode mudar nos próximos seis ou 12 meses, já que, já presentemente, “só contamos com entre 5% e 10% das informações”.

O renomado pai e repórter deu uma inspiradora lição de jornalismo em uma conferência realizada nesta quarta-feira em Madrid, como parte do Management and Business Summit, organizado por ATresMedia.

Em uma conversa com a diligência Efe, Woodward apontou em direção a a falta de provas concretas nas denúncias contra Trump, já que os indícios de atos ilícitos já o momento não passam de suspeitas que também devem ser confirmadas.

Nas últimas semanas, cresceram as acusações contra Trump por uma viável parceria com os serviços de Inteligência Russa em direção a interferir nas eleições presidenciais de novembro.

Entretanto, Woodward ressaltou o papel da imprensa, muito como sua função de “cavar a verdade” e desenhar a produção de conteúdos originais e independentes das investigações oficiais.

“Os jornalistas se tornaram preguiçosos com suas ligações telefônicas e buscas online e esta não é a melhor maneira de pilhar a essência das coisas”, sentenciou.

Bob Woodward e Carl Bernstein, colegas de redação no jornal “The Washington Post”, se tornaram referências no mundo jornalístico em 1972, logo a publicação de uma série de reportagens sobre um dos maiores escândalos políticos dos Estados Unidos, o Watergate.

O jornalista vê certos paralelismos entre Nixon e Trump, apesar de não pressupor, já o momento, como delito a interferência russa nas eleições americanas.

“As feito não implicam, necessariamente, em um obra que viole a lei. Se cidadãos americanos estivessem envolvidos, então sim seria uma violação da lei, todavia, como se trata da Inteligência Russa, não podemos criar nada”, explicou.

Ele similarmente relembrou a interferência dos Estados Unidos em processos eleitorais de outros países, como, por exemplo, as eleições no Irã na década de 1950.

também destacou que, em todos os casos, “a verdade deve prevalecer” e incentivou um jornalismo cuidadoso e de qualidade.

Woodward, de 74 anos, foi imortalizado no filme “Todos os homens do presidente”, de 1976, e já publicou 16 livros, a maioria deles centrados em escândalos políticos da história americana.

Em 1973, ganhou o Prêmio Pulitzer por sua investigação do Watergate e entrou em direção a a história como uma das lendas vivas do jornalismo investigativo.

Sobre alguns ex-presidentes que teve a oportunidade de entrevistar, considerou Bill Clinton “fascinante” e mencionou Gerald Ford como “o mais honesto, apesar de isso gozar sido 25 anos depois de de deixar a Presidência”.

em direção a Woodward, a chave do ocorrência deste gênero jornalístico está no tempo dedicado aos fatos e aos personagens que fazem parte deles, taref que pode ser bastante árdua, tanto pela prenúncio da imediatez das informações nos tempos da internet quanto pela falta de privacidade que ela proporciona.

Com estranhamento, suspirou que “as pessoas continuam agindo como se a privacidade também existisse”, um tanto que o veterano jornalista já não tem tanta certeza. EFE

Bob Woodward não vê, já presentemente, indícios de crime nas denúncias contra Trump

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/novo-testamento-%C3%A9-traduzido-fala-l%C3%ADngua-comum-6-235959618.html