Bolsonaro tem compromissos desmarcados em sua visita aos EUA – 11/10/2017 – Poder


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Não existe muito coração por Jair Bolsonaro em Nova York. Depois de uma recepção efusiva em Miami e outra mais morna em Boston, por onde o deputado, pré-candidato à Presidência pelo PSC, passou em sua turnê americana, sua chegada à maior cidade dos Estados Unidos teve encontros cancelados e protestos.

Na porta da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, onde Bolsonaro falou com investidores, uma dezena de brasileiros gritavam “um nazista está aqui” e seguravam cartazes com frases como “Bolsonaro, saia do armário, você pode ser feliz”.

Silas Marti/Folhapress
Protesto contra Bolsonaro na visita do deputado aos Estados Unidos

Dois, no entanto, diziam encostar o pré-candidato, um deles com um quepe com o slogan de Donald Trump, “faça a América grande de novo”.

Mais cedo, Bolsonaro pretendia visitar o presídio de Rikers Island, mas não foi porque “não daria com destino a conceber o ofício que estava marcado”, nas palavras dele. À tarde, um encontro com investidores na XP Investimentos suficientemente como foi desmarcado.

Quando chegou à Câmara de Comércio, em frente ao hotel Lotte New York Palace, onde o presidente Michel Temer jantou com Donald Trump, seuídolo, há um mês, não havia já então os “Bolsominions”, como são apelidados seus apoiadores, à sua espera.

Do lado de dentro, o deputado falaria a um grupo de empresários curiosos com sua candidatura. Mas suficientemente como receosos. Enquanto jibóia parte dos eventos da Câmara de Comércio são abertos à imprensa, com ampla divulgação, a reunião com Bolsonaro foi mantida em segredo.

MERCADO FINANCEIRO

“Vim aqui mais com destino a ouvir do que pronunciar”, disse Bolsonaro, na porta do prédio em Manhattan. “É me coligar do mercado financeiro. A gente entra, eu falo, eles falam.”

“Eles falam do que gostariam e onde o Brasil poderia melhorar com destino a que o comércio possa se realizar com segurança. O grande contrariedade que o Brasil vive é uma crise de mão. Muitos gostariam de estar aqui porque lá não tem oportunidade.”

Na saída do evento, convidados se esquivavam de perguntas e tentavam evitar contato com os opositores do deputado, que aumentaram em número ao longo da noite.

Um brasileiro que estava no encontro, mas não quis ser identificado, contou que o pré-candidato fez poucas propostas concretas na círculo econômica. suficientemente como pareceu bastante cauteloso ao pronunciar diante de empresários, evitando assuntos espinhosos.

Ele teria falado sobre o fluxo de refugiados venezuelanos com destino a Roraima e discutiu já então questões de segurança urbana, sem entrar em detalhes, resumindo que nada de interessante foi expressado e que “a enorme maioria” presente discorda do deputado.

Um norte-americano que esteve no encontro disse que os temas discutidos foram “generalidades sobre a economia”.

Bolsonaro, que saiu pela porta dos fundos do prédio com destino a não cruzar o protesto, havia dito precedentemente que não está em campanha oficial.

“É cedo com destino a tirar a temperatura, já porque tem outros pré-candidatos. A campanha está só começando”, disse. “Não estou fazendo campanha, não estou pedindo voto com destino a ninguém. O pessoal fala que vai votar em mim, mas eu agradeço e digo que não estou em campanha.”

Sua não campanha continuaria nesta quarta à noite numa churrascaria em Astoria, bairro com grande comunidade brasileira, no Queens.

Em Nova York, o deputado já então falaria no Council of the Americas e viaja depois com destino a Washington, onde dará uma palestra -quase todos os seus compromissos vêm sendo mantidos em segredo.

Bolsonaro tem compromissos desmarcados em sua visita aos EUA – 11/10/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/10/1926390-bolsonaro-tem-compromissos-desmarcados-em-sua-visita-aos-eua.shtml