Bolt sente lesão, cai e não completa sua última prova – 12/08/2017

Ninguém poderia imaginar que a carreira de Usain Bolt acabasse desta forma. Com a cara no chão, no meio da pista, precedentemente da linha de chegada. É como se o jamaicano não tivesse chegado onde queria. É como não tivesse ultimado. Na última prova da sua carreira, o lumieiro sentiu uma lesão desta forma que pegou o pau e parou no meio o revezamento 4x100m livre, vencido de forma impressionante pela Grã-Bretanha.

A dor de Bolt foi sentida por todo Estádio Olímpico de Londres, que não sabia se lamentava ver Bolt daquele jeito, jogando o pau no chão, chateado, irritado, triste, ou se comemorava a vitória dos britânicos, que venceram a fortíssima equipe dos Estados Unidos, que tinha o campeão mundial Justin Gatlin e Chris Coleman, medalhista de prata nos 100m. Méritos de Chijindu Ujah, Adam Jemili, Daniel Talbot e Nethaneel Blake, que fizeram 37s47, contra 37s52 dos americanos e 38s04 do Japão, que já presentemente não tinha ganhado medalha no Mundial.

Se no sábado passado Bolt se despediu das provas individuais com o bronze nos 100m e comemorando com a torcida, desta vez ele sentiu o queda. Ficou com a cara no chão por um tempo, já ser levantado pelos seus companheiros. Depois, deixou a pista pelo canto, direto em direção a o centro médico. Não pegou a partido da Jamaica, não deu volta olímpica. Parecia nem ser Usain Bolt e, de fato, não era.

Pela manhã, ele havia corrido as eliminatórias pela segunda vez na carreira, exclusivamente. Só nos Jogos da Comunidade Britânica de 2014 o lumieiro participou da etapa classificatória, mas naquela ocasião ele tinha muito menos pressão sobre os ombros. Desta vez, correu pela manhã em direção a deixar que Yohan Blake descansasse depois de sentir lesão na semifinal dos 200m.

Mas, ao que tudo indica, não houve relação entre a corrida pela manhã e a lesão sofrida na final deste sábado. Bolt demonstrou que estava um tanto errado depois de cerca de 30 metros, na reta de chegada, quando disputava o segundo lugar com Coleman, enquanto a Grã-Bretanha já corria em direção a o ouro. Na passada seguinte ele já não colocou o pé esquerdo no chão, deixando claro que não era nada leve. também não se sabe a gravidade da lesão. Bolt recusou acolhimento médico na pista, desta forma como a cátedra de rodas, saiu pelo canto e não deu entrevistas, indo direto em direção a o centro médico.

Kevin Jones, médico da delegação jamaicana no Mundial, confirmou o estiramento de Bolt. “É uma breca em seu isquiotibito esquerdo, mas a dor maior é pelo desapontamento de perder a corrida. As últimas três semanas foram difíceis em direção a ele. Esperamos o melhor em direção a Bolt”.

Esta foi exclusivamente a segunda vez que ele não foi ao pódio em uma grande competição. A outra foi nos 100m, no Mundial de Daegu, em 2011, quando ele queimou largada. adiante disso, Bolt teve retirado o ouro ganho com o revezamento 4x100m na Olimpíada de Pequim, porque Nesta Carter depois caiu no doping.

Bolt também volta ao Estádio Olímpico de Londres no domingo, quando vai receber uma homenagem especial da IAAF (Federação Internacional de Atletismo). Mas ele não tem nada a comemorar a respeito do Mundial, de longe o pior da sua carreira.

Bolt sente lesão, cai e não completa sua última prova – 12/08/2017

Fonte: https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2017/08/12/bolt-sente-lesao-cai-no-chao-e-nao-completa-sua-ultima-prova/