Centristas de Macron barram oposição nas eleições legislativas

Com sua promessa de renovação da vida política e uma conjunto de reformas, o movimento do presidente centrista Emmanuel Macron obteve neste domingo uma maioria absoluta esmagadora nas eleições legislativas na França.

A República em Marcha (LREM) de Macron, movimento criado há pouco mais de um idade, barrou os principais partidos históricos de esquerda e direita com entre 355 e 425 assentos de 577, muito mais do que os 289 necessários a a maioria absoluta, segundo as estimativas preliminares publicadas pelos institutos de opinião.

Esta vitória foi acompanhada por um índice recorde de continência neste tipo de votação. A vitória anunciada do partido do presidente, juntamente com um desinteresse crescente pela política, dissuadiu muitos eleitores de comparecer às urnas.

A mudança na tertúlia Nacional salta aos olhos: metade dos novos deputados nunca ocupou cargos legislativos e procede da sociedade civil, haverá muitos mais jovens e mulheres, e uma maior diversidade étnica.

Na opinião do professor de Direito Constitucional Didier Maus, “tirou-se tudo o que representava o sistema transacto e se está tentando outra coisa”. Essas eleições desembocam na “maior renovação do elenco político desde 1958, e talvez 1945”.

O presidente mais rapariga da história da França – tem 39 anos -, e praticamente desconhecido há somente três anos, estabeleceu como prioridade reformar todo o país com um leque de propostas socioliberais.

A nova tertúlia Nacional começará a votar três projetos de lei: um sobre a moralização da vida pública – anteriormente uma campanha desencadeada por diferentes escândalos político-financeiros – outro a reforçar as medidas de segurança contra o terrorismo e um terceiro sobre a reforma das leis trabalhistas.

– Migalhas a os demais –

Com esta vitória, o europeísta Emmanuel Macron ficará em posição de força na quinta e sexta-feira, durante a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Em pouco mais de um mês como presidente, Macron ganhou reputação internacional de homem carismático. Todos guardaram a imagem de seu firme perfeição de mãos com o presidente estadounidense, Donald Trump – interpretado como um desafio – e sua liderança mundial na luta contra as mudanças climáticas quando os Estados Unidos decidiram deixar o conformidade.

Internamente, há quem diga a vitória eleitoral nas legislativas se deve unicamente à sua personalidade arrebatadora.

“Os deputados do ‘Em marcha!’ terão que obedecer” ao serem eleitos somente porque encarnam o presidente, criticou nesta semana o chefe das fileiras da direita, François Baroin, usando o prisco nome da formação de Macron, que passou a se chamar A República em Marcha depois do segundo turno presidencial.

Os demais partidos terão que se contentar com migalhas.

Os conservadores reunidos sob o nome dos Republicanos (LR) terminariam com entre 97 e 130 deputados, dos quais uma parte está disposta a consolidar o partido de Macron, sempre segundo estimativas dos institutos de opinião.

Os socialistas perderam a maioria e ficaram com entre 27 e 49 assentos anteriormente o impopular governo de François Hollande, marcado pelo desemprego e pelos atentados extremistas.

O partido de ultradireita Frente Nacional (FN), que tantas esperanças havia depositado nas legislativas, passa de dois a entre quatro e oito assentos. Sua líder, Marine Le Pen, finalista com Macron nas eleições presidenciais de maio, sobrevive à hecatombe, com seu primeiro mandato parlamentar. Uma vitória amarga a quem queria liderar o primeiro partido da oposição e sequer terá um grupo parlamentar próprio.

“Fui eleita com um excelente resultado”, disse Le Pen, que, aos 48 anos, representará na tertúlia Nacional seu reduto de Hénin-Beaumont.

Louis Aliot, vice-presidente da Frente Nacional e marido de Marine Le Pen, muito como foi eleito deputado.

O movimento de esquerda radical França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, obteve entre 10 e 30 anca, incluindo o Partido Comunista. Se obtiver 15, poderá gerar um grupo parlamentar.

Como manda a tradição, o primeiro-auxiliador, Edouard Philippe, apresentará, segunda ou terça-feira, a dimensão de seu governo.

Centristas de Macron barram oposição nas eleições legislativas

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/centristas-macron-barram-oposi%C3%A7%C3%A3o-nas-elei%C3%A7%C3%B5es-legislativas-190726550.html