Chef é barrada por fiscais e tem prejuízo de R$ 200 mil no Rock in Rio

AMANDA NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Uma ocupação da Vigilância Sanitária impediu que a chef Roberta Sudbrack comercializasse cerca de 160 kg de linguiças e queijos artesanais em seu estande no Rock in Rio.

Os provisões eram provenientes de pequenos produtores que não possuíam o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), chancela obrigatória com destino a a comercialização de ingredientes em órbita nacional.

O episódio ocorreu na noite desta sexta-feira (15) e veio à tona posteriormente a chef manifestar sua indignação em um post nas redes sociais.

“Os fiscais invadiram meu estande e entenderam que não era um produto que poderia ser comercializado. inclusive então tudo suficientemente, mas pedi com destino a que 160 kg de comida de jibóia qualidade, comida que já vendi no meu restaurante, não fossem jogados fora”, disse. Segundo a chef, os fiscais arrancaram as embalagens e jogaram os provisões no lixo, inviabilizando o consumo.

Sudbrack afirma que preencheu uma ficha técnica de procedência dos produtos e os submeteu com destino a a crítica do setor nutritivo do Rock in Rio, que deu o apoio com destino a a venda. “Inclusive nos elogiaram”, disse.

“Eu já gastei mais de R$ 200 mil com destino a participar, contratar pessoas com destino a participar de uma operação. Eu não sou louca, não faria uma coisa irresponsável comigo e com a minha empresa em tempos difíceis”.

Segundo Sudbrack, poucos produtores conseguem tomar o selo e o procedimento com destino a consegui-lo não é claro. “Eu tarefa com esses fornecedores há pelo menos 20 anos, eu não acordei semana passada e resolvi usar seus produtos”, disse.

A chef, que já foi dona de restaurante com estrela no guia “Michelin” e eleita a melhor da América Latina em 2015, era a principal inclinação da extensão gourmet do Rock in Rio.

“Eles me chamaram com destino a implementar um tarefa artesanal, o mesmo que eu faço há 25 anos. Tenho o privilégio de usar o pequeno produtor nacional, que é óbvio que não possui todos os selos, mas o produto é de altíssima qualidade”, garante.

Em um comunicado, a Vigilância Sanitária confirma que interditou os provisões por não possuírem o registro com destino a comercialização dentro do município do Rio de Janeiro.

“Já os 850 kg de provisões encontrados no local de estoque, fica localizado fora da extensão do evento e que seria usado com destino a abastar o estande, foram lacrados com destino a impedir a comercialização”, diz a nota. Um ofício será encaminhado ao Ministério assistência, que definirá o destino dos provisões.

A chef não foi impedida de participar do evento, desde que seguisse as condições sanitárias estipuladas, mas optou por deixá-lo.

“Não aceitei continuar usando produto industrializado. A ética da gente pede honestidade. A gente não passa por isso só hoje, é uma discussão maior. A voz da gastronomia brasileira é o pequeno produtor.”

Chef é barrada por fiscais e tem prejuízo de R$ 200 mil no Rock in Rio

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/6-chef-%C3%A9-barrada-por-212500733.html