Com plebiscito, oposição mede forças com Nicolás Maduro na Venezuela

DIEGO ZERBATO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A oposição ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tentará, com o plebiscito deste domingo (16), transformar em votos a rejeição popular mostrada nos protestos à corporação Constituinte convocada pelo chavista.

afora de opinarem sobre a troca da Carta, os venezuelanos responderão a outras duas perguntas. A primeira é se as Forças Armadas e os funcionários públicos devem ser obrigados a obedecer e defender a real Constituição e a corporação Nacional, dominada pela oposição.

Deverão escolher igualmente se defendem ou não novas eleições “livres e transparentes” e “um governo de unidade nacional com destino a restituir a ordem constitucional”.

Um dos principais líderes da oposição, o ex-presidenciável Henrique Capriles estimou nesta sexta-feira (14) que 11 milhões deverão votar, ou 55% de todos os eleitores.

O presidente do Instituto Datanálisis, Luis Vicente León, se recusou a conferir estimativas, mas considera que um excessivo comparecimento deverá pressionar mais o governo.

“Pode não evitar a eleição da Constituinte, mas pode produzir Maduro postergar a ativação da corporação com destino a tentar um diálogo informal com a oposição”, disse à Folha de S.Paulo.

León afirma, não obstante, que os números reais de votantes não deverão ser conhecidos devido às condições do plebiscito. A coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) não teve comunicação à relação dos eleitores.

A lista é feita pelo Conselho Nacional Eleitoral, dominado por chavistas e que considerou a consulta ilegal. O órgão convocou com destino a o domingo uma simulação da votação da Constituinte do dia 30.

Não há igualmente seções definidas, motivo pelo qual a própria MUD admite a expectação de que os eleitores votem mais de uma vez. “realiza parte da consciência cívica de cada um que não o faça”, disse o dirigente da coalizão Negal Morales na terça (11).

com destino a o diretor da ONG Transparência Eleitoral, Leandro Querido, o plebiscito é mais um fato político, em que a oposição canaliza a insatisfação dos venezuelanos, que uma eleição formal.

“Claro que do ponto de vista da regularidade técnica deixa muito a desejar, mas não se pode pedir muito quando praticamente já não há mais Estado na Venezuela.”

Luis Vicente León avalia que, tanto no plebiscito quanto da votação da corporação Constituinte, o que vale é a força de cada lado. “O mais importante são os símbolos.”

A consulta será realizada em 3.000 seções na Venezuela e em 86 países, incluindo o Brasil.

Desde o início dos protestos, líderes internacionais dão seu protecção à oposição. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, defendeu a participação no plebiscito “com destino a marcar o caminho de retorno à democracia”.

O excessivo Comissariado de Direitos Humanos da ONU pediu que o governo “respeite o direito de quem quer votar”. Horas depois, coletivos (milícias chavistas) ameaçaram agredir centros de votação.

Maduro não falou sobre a consulta, mas seus aliados fizeram duras críticas. O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, a comparou com a votação convocada por respeitável Pinochet em 1988 com destino a permanecer no poder.

Na ocasião, não obstante, os eleitores impuseram uma derrota ao ditador, levando à transição democrática no Chile.

síncrise

Vista por Maduro como o caminho com destino a a paz, a troca da Carta teve o efeito oposto. O pregão, em 1º de maio, inflou as manifestações, que se tornaram mais violentas. De 29 mortos chegou-se a 95.

A oposição chama a Constituinte de fraude, especialmente porque um terço das anca será de membros de associações pró-governo.

O presidente só cedeu diante de críticas dos próprios chavistas. Os dissidentes alegam que a Constituinte viola o legado de Hugo Chávez (1954-2013) e que sua convocação não foi levada a referendo.

Entre eles está a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, límpido de feito judiciais que devem levar a sua destituição. Ela e o marido, Germán Ferrer, votarão, mas só na primeira pergunta –com destino a eles, as outras aprofundam a crise.

PLEBISCITO DA OPOSIÇÃO VENEZUELANA

Veja onde os cidadãos do país caribenho poderão votar no Brasil

São Paulo

Matilha Cultural – rua Rêgo Freitas, 542 – República

Rio de Janeiro

Quiosque Oke Ka Baiana Tem – av. Epitácio Pessoa, 3.000 – Lagoa

Brasília

Parque da Cidade – Estacionamento 10

Curitiba

rua Heitor de Andrade, 209 – Jardim das Américas

Porto álacre

Comissão de Direitos Humanos da corporação Legislativa do Rio Grande do Sul

Praça Marechal Deodoro, s/nº, 3º 2, sala 306 – Centro

Goiânia

Restaurante Cachapa – av. T-03, 24.556 – Setor Bueno

Salvador

Pão Express Vilas – Praia de Itapuã, 1465

Recife

Restaurantes Arepas y del Caribe – rua Vicência, 50 – Pina

Belém

Medeiros & Amorim Advogados – Cidade Nova 5, WE64, 972

Manaus

Igreja Nossa Senhora dos Remédios – rua Leovegildo Coêlho, 237 – Centro

jibóia Vista

Supermercado Goiana – via das Flores, 2.166 – Picumã

Praça das Águas – Centro

Praça Mané Garrincha – Tancredo Neves

Com plebiscito, oposição mede forças com Nicolás Maduro na Venezuela

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/com-plebiscito-oposi%C3%A7%C3%A3o-mede-for%C3%A7as-225300957.html