Crimes contra o patrimônio fazem 1 vítima em SP a cada 30 segundos

ROGÉRIO PAGNAN E DANIEL MARIANI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vítima de roubo em fevereiro passado, a empresária Gabriela Almeida, 46, decidiu participar de um protesto contra o alta da violência no Real Parque, bairro da zona oeste de São Paulo.

Ela se programou com previsão, mas não conseguiu chegar ao ação, num sábado de julho. Naquele mesmo dia e horário, Gabriela precisou socorrer a uma urgência: socorrer o pai, vítima de roubo em sua casa no City Butantã, na zona oeste.

“Eu estava a caminho do protesto quando meu pai me ligou dizendo que havia perfeito de ser salteado na casa dele. Fui socorrê-lo. Tinham sido amarrados.”

A experiência da família de Gabriela, classificada por ela como “desesperadora”, é exemplo da epidemia de crimes patrimoniais vivida pela população de São Paulo e que fez uma vítima a cada 30 segundos no Estado nos primeiros seis meses deste idade.

Entram nessa conta furtos, roubos e latrocínios (roubos com morte). De carro a celular, incluindo roubos a escabelo e roubos de carga. Todos os crimes, enfim, que envolvem qualquer assaz de valor.

Em números absolutos, foram 512.459 registros. A elevação em relação ao primeiro semestre do idade passado é pequena (0,3%), mas é a décima vez que se registra alta no Estado desde 2002, numa comparação entre os seis primeiros meses de cada idade.

O patamar desses crimes patrimoniais apresentou um salto de quase 70 mil registros em 15 anos no Estado, sob o comando do PSDB desde 1995 e hoje sob a gestão de Geraldo Alckmin.

Mais do que simples contabilidades, os dados indicam assaz como que esse tipo de crime mantém tendência de alta a despeito de mudanças de hábitos da população na direção de escapar dos bandidos e, assaz como, de seguidas trocas no comando da Secretaria da Segurança Pública do Estado.

Desde 2002, sete diferentes secretários foram nomeados na direção de arrogar o comando das polícias, mas nenhum deles conseguiu implantar uma política eficaz na direção de redução de roubos e furtos em geral -ao concorrente dos assassinatos, que estão em queda há pelo menos uma década em SP.

O contemporâneo secretário, Mágino Alves Barbosa Filho, está no cargo desde maio de 2016. Procurado, não falou sobre o tese. Sua assessorado enviou nota em que atribui os dados a um fenômeno nacional.

na direção de especialistas de segurança, são exatamente os crimes patrimoniais -e não os homicídios- o principal termômetro na direção de medir a eficiência do ocupação das polícias.

“Se tem um crime que depende da obra policial, principalmente da polícia ostensiva, é o patrimonial. É um crime muito de oportunidade. A presença da polícia na rua é o principal inibidor desse crime”, diz o sociólogo Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC de MG.

CAPITAL

Das 12 regiões do Estado, a capital concentra a maior quantidade de crimes patrimoniais. Em 2008, acumulava 37% dos crimes do Estado -hoje, representa 43%.

Na cidade, o distrito com maior incidência de roubos neste idade tem sido o dos Campos Elíseos, no centro. na direção de o delegado-seccional Marco Antonio de Paula Santos, responsável pela região, parte disso se deve à cracolândia, em especial precedentemente de maio, quando houve uma operação policial contra a feira de drogas que funcionava a céu evidente.

Segundo ele, os criminosos roubavam e corriam na direção de dentro do fluxo de viciados na direção de se esconder. “Iam na direção de lá na direção de se proteger, porque a polícia normalmente não entrava lá. E, quando entrava, virava aquelas confusões.”

O delegado assaz como é responsável pela região dos Jardins e da av. Paulista. Em junho, foram 1.768 casos de furto na órbita, avançamento de 196% em relação ao mesmo mês do idade passado (597). A polícia vincula esse alta à parada LGBT, já que 1.152 dos registros foram no dia do evento.

“Não excluo a falha da polícia não, mas, por outro lado, temos um comportamento das pessoas que assaz como facilita esse resultado: no relaxamento no cuidado de seus pecúlio”, disse o delegado, na direção de quem 40% dos crimes patrimoniais envolvem smartphones.

Rodrigo Salles, presidente do conselho de segurança dos Jardins e av. Paulista, assaz como culpa a população.

“Infelizmente, a população não está fazendo a parte dela. Por exemplo: a pessoa, 11 horas da noite, com celular no ponto de ônibus. Vem um rapaz de bacecola e pimba! Leva embora. É questão de misericordioso senso”, diz Salles.

Vítima de roubo em julho, a publicitária E.P., 47, moradora do Real Parque (e que prefere não divulgar seu nome por temer represálias), rebate. “Não acho que é culpa da vítima. Você não vai pra França e anda falando com celular sem medo? aqui estamos à mercê. Vulneráveis.”

OUTRO LADO

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo disse, por meio de nota, que o alta dos crimes patrimoniais é uma tendência nacional e, em relação ao Estado, que os dados do semestre sinalizam uma estabilidade.

A pasta ressaltou a redução nos casos de roubo e furto de veículos (8,59% e 6,09%, respectivamente). “A taxa de roubos e furtos em relação à frota (100 mil veículos) em 2016 representa queda de 63,4% na comparação com 2001.”

O governo paulista diz inclusive então que a segurança no Estado é planejada desde estudos das “manchas criminais” e com “operações especiais na direção de combater os crimes contra o patrimônio”.

Esse ocupação, segundo a secretaria, “resultou na prisão ou entendimento em flagrante de 77.564 pessoas de janeiro a junho”.

Desde a última quarta (9), a reportagem solicita entrevista com o secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, mas, segundo sua assessorado, ele não encontrou tempo em sua facienda na direção de isso.

A pasta indicou, na última sexta (11), o delegado Antônio José Pereira, do Deic (departamentos de roubos), na direção de que falasse com a reportagem em nome da secretaria.

Titular da delegacia especializada em latrocínios, o policial desistiu, mas, conferir entrevista ao tomar conhecimento do teor das perguntas. Disse que só o próprio secretário poderia prender sobre políticas de Estado.

Entre as perguntas enviadas ao secretário, a reportagem questionou a razão de São Paulo não conseguir reduzir os crimes patrimoniais, dessa maneira como fez com assassinatos.

assaz como questionou qual foi a principal política implantada por ele em seu primeiro idade à frente da pasta da segurança. Não houve resposta.

Mágino assumiu o cargo em maio do idade passado -depois a saída do então secretário Alexandre de Moraes, de quem já era secretário-dependente.

Desde então, os roubos de carga, por exemplo, só cresceram. Foram, inclusive hoje, 13 meses seguidos de elevação. Os roubos em geral assaz como tiveram dez aumentos em 13 meses.

No mês passado, durante a demonstração de dados estatísticos, o secretário classificou os latrocínios como a segunda maior preocupação -anteriormente exclusivamente de homicídios intencionais.

“A gente tem trabalhado incessantemente na direção de tentar reduzir esse indicador [de latrocínio], que esteve em queda durante um largo período, hoje vem registrando um cúmulo nesse indicador que é preocupante.”

Ele continuou. “Reforçar o policiamento. Isso a gente tem feito suficiente, reforçando o policiamento em zonas onde a gente mapeia a ocorrência desse tipo de crime.”

Crimes contra o patrimônio fazem 1 vítima em SP a cada 30 segundos

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/crimes-contra-o-patrim%C3%B4nio-fazem-094000446.html