De finalista em Wimbledon a mortífero: o trágico fim de um tenista – 14/07/2017

Poderia muito assaz ser o enredo de um filme ou de um livro de suspense, mas a trajetória de Vere St. Legger Goold é real e assustadora: de finalista em Wimbledon a acusado confesso de um esquartejamento, o ex-tenista irlandês chocou o mundo. espírito, drogas e uma paixão levaram o então desportista em direção a uma vida de crimes.

Em 1879, depois de se tornar o primeiro campeão irlandês de tênis, Vere Goold tentou mais um título ao disputar a terceira edição de Wimbledon. Foi assaz inclusive a final, mas acabou derrotado por 3 sets a 0. Relatos da época já insinuavam que Goold estava de ressaca na decisão; culpa de um porre na véspera em direção a comemorar sua classificação.

Poucos meses depois, o irlandês se deparou com um novo verdugo em sua trajetória esportiva: William Renshaw, futuro heptacampeão de Wimbledon e responsável por duas derrotas marcantes de Goold. Tais derrotas deram início à derrocada pessoal do tenista, cada vez mais envolvido com drogas, especialmente o ópio.

Goold se aposentou das quadras em 1884, e seus vícios se tornaram mais graves. Foi nessa época que ele se apaixonou e se casou com Marie Violet Giraudin, dona de uma loja de roupas e cuja obsessão era ser reconhecida na elevação sociedade britânica. Casada duas vezes anteriormente, ambas com homens de famílias tradicionais, ela abriu uma loja de elevação costura com Goold.

O negócio, no entanto, faliu, e eles apostaram em uma lavanderia. Acumulando dívidas, fugiram em direção a o Canadá, onde identicamente tiveram problemas com clientes e Justiça. dessa maneira, em 1903 estavam de volta a Liverpool em direção a dirigir mais uma lavanderia.

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Reprodução do Le Petit Journal sobre o crime de Goold Imagem: Reprodução

Mas Marie Violet tinha um plano mais ganancioso: ganhar dinheiro no cassino de Monte Carlo, em Mônaco. Ela dizia fruir um sistema infalível em direção a os jogos. O casal se apresentou com apelidos falsos e começou a frequentar a elevação sociedade local. Foi dessa maneira que conheceram a sueca Emma Levin, que se tornou uma financiadora do casal.

No entanto, logo os resultados no cassino não foram o esperado, e Goold e Marie Violet preparam a fuga de Monte Carlo. Nesse meio tempo, a endinheirada viúva sueca foi cobrar a dívida do casal no hotel onde estavam e nunca mais voltou. Uma mulher, então, denunciou o sumiço à polícia.

Ao chegar ao local, a polícia encontrou muito sangue, afora de um martelo e uma serra. As autoridades localizaram o casal somente em Marselha, de onde fugiriam em direção a Londres. Ao revistarem a principal mala de Goold e Marie Violet, que havia sido deixada na estação de trem, os policiais encontraram pedaços do corpo da sueca Emma Levin.

Depois de algumas negativas, Goold assumiu a lavra do crime. Acredita-se que, por devoção, o ex-tenista teria tentado inocentar sua mulher. A polícia, no entanto, condenou ambos à prisão perpétua em 1907.

Goold foi enviado em direção a a prisão na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, onde se suicidou em 1909. Marie Violet, por sua vez, morreu doente na prisão em 1914. E a história de um dos primeiros finalistas de Wimbledon acabou marcada pela barbaria do crime.

De finalista em Wimbledon a mortífero: o trágico fim de um tenista – 14/07/2017

Fonte: https://esporte.uol.com.br/tenis/ultimas-noticias/2017/07/14/de-finalista-em-wimbledon-a-mortífero-o-tragico-fim-de-um-tenista.htm