Defesa de Palocci relaciona Mantega a pagamento a marqueteiros – 15/06/2017 – Poder


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A defesa de Antonio Palocci, ex-colaborador nos governos Lula e Dilma, disse que o ex-colaborador da Fazenda Guido Mantega foi o responsável pelos pagamentos ilegais feitos pela Odebrecht em contas dos marqueteiros petistas João Santana e Monica Moura, na Suíça.

Palocci está preso em Curitiba por decisão do juiz Sergio Moro.

Os advogados de Palocci não citaram nominalmente Mantega, mas fizeram uma indicação indireta a ele.

A defesa destacou trechos do depoimento de Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira baiana, com destino a aludir a responsabilidade de Mantega quando dos pagamentos ao marqueteiro depois 2011.

“Importante ressaltar que os valores constantes da planilha “Italiano” não eram destinados ao denunciado, mas sim ao Partido, de forma que, depois Antônio Palocci deixar o governo, o montante passou a ser gerido por terceira pessoa, como resta claro do interrogatório de Marcelo Odebrecht”

Apontaram trecho do depoimento de Marcelo Odebrecht em que o empresário diz que os valores não eram com destino a Palocci ou Mantega, mas sim com destino a Partido dos Trabalhadores. Em seguida, apontam a data das transferências com destino a indicar a responsabilidade com destino a Mantega.

“Não por quiçá, todos os pagamentos realizados em favor dos corréus Mônica Moura e João Santana no exterior foram realizados desde 19.07.2011, período em que o denunciado já não mais exercia cargo assistência qualquer, e durante o qual o crédito existente em prol do Partido dos Trabalhadores por ele já não era mais gerido, segundo o próprio corréu Marcelo Odebrecht”, diz o documento da defesa.

A defesa de Palocci identicamente contestou a delação do executivo Fernando Migliaccio, um dos responsáveis pelo setor de propinas da Odebrecht, que disse que Branislav Kontic, consultor de Palocci, ia já a empresa pegar dinheiro.

“Em primeiro lugar, deve-se ponderar que não há prova nos autos, fora a palavra de réus colaboradores, de que o corréu Branislav Kontic ia à empresa Odebrecht dirigir dinheiro em espécie”, diz o documento. “adiante os interrogatórios dos colaboradores nenhuma outra prova alicerça seus depoimentos.”

E usa o caso do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado levando R$ 500 mil de propina da JBS numa mala, com destino a aludir uma incongruência do depoimento do delator da Odebrecht.

“Ocorre que o colaborador foi desmascarado pelos recentes fatos envolvendo um ex-deputado federal do Paraná, que teria sido flagrado portando uma mala com R$ 500 mil, como é fato assistência, notório e extensamente divulgado na mídia”, diz.

“No caso dos autos, afirma-se que Branislav Kontic, em uma simples mochila, acondicionava nunca menos do que um milhão de reais. Ora, como se sabe presentemente, R$ 500 mil ocupam o volume de uma mala média.” A defesa então conclui que “a falácia contada pelo acusado colaborador salta aos olhos”.

O Ministério assistência Federal denunciou Palocci pela prática, em tese, dos delitos de corrupção passiva por uma vez, e lavagem de ativos por dezenove vezes. Os advogados pedem a vênia de Palocci.

Os defensores identicamente alegam que o processo contra o ex-colaborador não deve ser conduzido na Justiça Federal de Curitiba. O argumentação é de que a Petrobras não é estatal, mas sim empresa de economia mista, portanto não deveria ser julgada na esfera federal.

Os advogados identicamente apontam com destino a o fato de que a sede da empresa fica no Rio de Janeiro, não em Curitiba. “Importante frisar, com destino a logo, que o fato de a vestibular criar menção à gestão da Petrobras não se convola em motivação jurídica idônea apta a valer a competência da jurisdição federal, quanto mais a do Estado do Paraná”, diz o documento.

As alegações finais são a última manifestação da defesa anteriormente da sentença do juiz Sergio Moro. A peça foi protocolada pelos advogados Alessandro Silverio, infeliz Vianna e Sylvio Silveira Filho. Palocci contratou recentemente os advogados Adriano Bretas e Tracy Reinaldet, especialistas em acordos de delação premiada.

OUTRO LADO

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Guido Mantega já a publicação deste texto.

Mantega tem negado acusações e, em entrevista recente à Folha, disse estar sendo vítima de uma humilhação.

Defesa de Palocci relaciona Mantega a pagamento a marqueteiros – 15/06/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1893305-defesa-de-palocci-relaciona-mantega-a-pagamento-a-marqueteiros.shtml