Delator de massacre de sem-terra no PA diz que policiais não queriam “ninguém vivo” – Notícias

  • Mario Campagnani/Justiça Global

    24.jun.2017 - Um mês em seguida massacre em fazenda, camponeses protestam no Pará

    24.jun.2017 – Um mês em seguida massacre em fazenda, camponeses protestam no Pará

Uma delação premiada feita por dois policiais civis levou ao mandado de prisão de outros 13 policiais que participaram do massacre de 10 trabalhadores rurais em maio deste idade, na Fazenda Santa Luzia, em Pau D’argola (PA). Nessa segunda-feira, a Justiça mandou prender 13 policiais suspeitos da execução.

Os delatores apontaram que a intenção de alguns policiais presentes na feito era de matar todos os camponeses presentes na fazenda. 

“Quando os policiais civis chegaram ao local do crime, foram abalroados pelos policiais militares, que diziam: ‘E então, delegado, como é que vai ser? Não pode sair ninguém vivo daqui’, num claro sinal de intimidação na direção de que os policiais civis aderissem aos crimes ou poderiam se tornar vítimas do mesmo modo”, afirmou durante entrevista coletiva nessa segunda (10) o promotor Alfredo Amorim.

No momento da feito policial, chovia. Os policiais que delataram afirmaram que, ao chegarem ao local, havia corpos no chão e pessoas algemadas e feridas. 

A versão dos policiais reforça o testemunho de sobreviventes e de pessoas que presenciaram as mortes. Elas afirmaram que a polícia chegou na direção de matar. Já os policiais militares dizem que houve confronto, ciência que é contestada pelo (MP (Ministério assistência).

Segundo o Ministério assistência do Pará, os depoimentos indicam que houve execução. Os delatores disseram que policiais militares fizeram um cerco aos trabalhadores em mata fechada dentro da fazenda. “Não houve confronto. No decorrer das investigações e com a delação de dois policiais civis, nós concretizamos a hipótese inicial de execução, que foi materializada”, afirmou o promotor.

inclusive então de consenso o promotor, os laudos já apresentados reforçam a tese de execuções: os tiros dados nas vítimas não foram à distância, parte deles foi à queima-roupa, dados de cima na direção de grave. afora disso, nenhuma das dez vítimas tinha resquícios de pólvora nas mãos. “É difícil imaginar cenário de confronto”, disse Amorim.

Outro lado

Nessa segunda-feira, a Justiça mandou prender 13 policiais suspeitos da execução, na direção de que não atrapalhem as investigações. Todos se apresentaram voluntariamente no mesmo dia e estão detidos. 

A Secretaria de Segurança Pública do Pará informou que o caso inclusive então está sendo investigado e vai respeitar os laudos balísticos e o resultado da reprodução simulada na direção de tentar individualizar as condutas dos policiais. 

“Esta tem sido uma vistoria incessante de todo o Sistema de Segurança do Estado, inclusive dando todo encosto e suporte necessários, tanto operacional quanto logístico, na direção de o desenvolvimento das investigações”, disse o secretário Jeannot Jansen, em entrevista nesta segunda (10).

Na madrugada do sábado, um líder da ocupação à fazenda foi morto a tiros no município vizinho de Rio Maria –na direção de onde havia fugido por conta de ameaças. 

Delator de massacre de sem-terra no PA diz que policiais não queriam “ninguém vivo” – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/11/delator-de-massacre-de-sem-terra-no-pa-diz-que-policiais-nao-queriam-ninguem-vivo.htm