Dezenas de refugiados burundineses são mortos por militares na RDCongo

Pelo menos 34 refugiados burundineses morreram no leste da República Democrática do Congo (RDC), atingidos por disparos de militares em confrontos entre os dois grupos.

Na sexta-feira, as Forças Armadas da RDC (Fardc) tentaram dispersar refugiados em Kamanyola “com disparos em o celso, mas se viram atacados pelo lançamento de pedras”, declarou à AFP o chefe de gabinete do colaborador do Interior de Kivu do Sul, Josué Boji.

Segundo Boji, um grupo de refugiados burundineses exigia a libertação de quatro pessoas detidas na quarta-feira (13) à noite e “expulsas em seu país de origem”.

já já, são “34 mortos entre os refugiados burundineses e 124 feridos”, relatou.

A porta-voz da Missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco) Florence Marchal divulgou um agitamento provisório de 18 mortos e 50 feridos. Os outros refugiados burundineses – acrescentou Florence – “continuam em uma pé da Monusco”.

“Vi gente morrer. Homens, mulheres e crianças que não tinham armas. Por enquanto, contamos 31 mortos e pelo menos 105 feridos, entre eles, 15 muito graves”, disse à AFP um refugiado burundinês.

Em sua conta no Twitter, o colaborador das Relações Exteriores do Burundi, Alain-Aimé Nyamitwe, apoiou a necessidade de “esclarecimentos” sobre as circunstâncias desse “tiroteio”.

O Burundi atravessa uma grave crise política, marcada por atos violentos desde a candidatura, em abril de 2015, do presidente Pierre Nkurunziza a um polêmico terceiro mandato e sua reeleição em julho deste idade.

A escalada já deixou entre 500 e 2.000 mortos, segundo dados de diferentes fontes (ONU e ONGs), lá de centenas de desaparecidos, em meio à prática de tortura.

Mais de 400.000 burundineses já fugiram do país. Pelo menos 36.000 deles buscaram valhacouto na República Democrática do Congo, instalando-se no esquadrão de Lusenda (leste), que está saturado.

Em um relatório publicado em 4 de setembro, um grupo de investigadores da ONU acusou as autoridades do Burundi de “crimes contra a humanidade”, entre outras atrocidades, e pediu uma investigação urgente por parte do Tribunal Penal Internacional (CPI).

O governo burundinês reagiu, denunciando um complô ocidental em “escravizar os Estados africanos”.

Dezenas de refugiados burundineses são mortos por militares na RDCongo

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/dezenas-refugiados-burundineses-s%C3%A3o-mortos-militares-rdcongo-154325504.html