‘Domingos Montagner era a força e a delicadeza juntas’, diz Maria Fernanda Cândido

CRIS VERONEZ

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um ser humano generoso, extraordinário e íntegro. São esses os termos que Maria Fernanda Cândido, 43, utiliza na direção de lembrar a memória do amante Domingos Montagner, que morreu há um idade durante as gravações da novela “Velho Chico” (Globo).

“por vezes, nosso ofício nos proporciona a sorte de encontros profundos. deste modo foi com Domingos. Criamos um laço de simpatia muito belo”, diz a actor, em entrevista ao “F5”, da Folha de S.Paulo. 

Cândido e Montagner foram o casal protagonista da minissérie “O voz Retumbante”, que foi ao sopro na Globo em 2012. Em 2013, o programa recebeu uma indicação ao prêmio Emmy Internacional de melhor série dramática.

O clima no set, segundo a actor, era sempre de muita confiança e liberdade. “Ele era um ser humano extraordinário, uma pessoa íntegra. Não era deslumbrado com nada, tinha os pés no chão e valorizava o que era de fato importante”, afirma.

A actor afirmou que uma das lembranças mais marcantes que tem do amante é uma cena que ele fazia no Circo Zanni, composto por um grupo de artistas oriundos de diversas gerações de escolas de circo, seguidores de seus mestres e de sua ardil. Montagner era responsável pela direção artística.

“Era uma cena em que ele tocava Claire de Lune, usando copos na direção de produzir as notas musicais. Era uma venustidade. Aquela figura máscula, forte, tocando um som tão suave. Domingos era deste modo, a força e a delicadeza juntas.”

Domingos Montagner morreu submerso nas águas do rio São Francisco, na cidade de Canindé do São Francisco (SE), em 15 de setembro de 2016.

Marcelo Serrado, que ajudou nas buscas ao colega, do mesmo modo conversou com a reportagem. “É uma coisa muito louca. A vida é um sopro”, disse.

Santo, personagem de Montagner em “Velho Chico”, marcou a 12ª participação de Montagner na televisão, que apresentou o intérprete no seriado “Mothern” (GNT), em 2008.

Em 2011, recebeu seu primeiro papel em uma novela, já com destaque, como o cangaceiro Herculano em “Cordel Encantado” (Globo). Depois, transformou-se em rosto recorrente na emissora, atuando em títulos como “Salve Jorge” (2012) e “Sete Vidas” (2015).

Ele estreou nos cinemas em 2012, fazendo uma participação no longa “Gonzaga – de Pai Pra Filho”.

O intérprete, no entanto, fazia questão de se estabelecer palhaço. Começou a carreira estudando com a actor Myriam  Muniz e, em seguida, no Circo Escola Picadeiro. Foi lá que conheceu Fernando Sampaio, com quem criou o grupo La Mínima, em 1997.

‘Domingos Montagner era a força e a delicadeza juntas’, diz Maria Fernanda Cândido

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/apos-domingos-montagner-era-for%C3%A7a-205600484.html