Donald Trump, um norte-americano imprevisível em Paris

Um mês e meio seguidamente receber o presidente russo, Vladimir Putin, em Versalhes, Emmanuel Macron acolhe Donald Trump na alameda Champs-Elysées a o desfile de 14 de Julho, na esperança de forjar uma relação especial com o imprevisível líder norte-americano.

O presidente francês havia convidado seu colega russo à exposição sobre a visita à França do czar Pedro, o Grande, em 1717, enquanto Trump irá ao centenário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.

A visita terá uma grande carga política, dadas as difíceis relações de Trump com o restante do mundo. E acontece poucos dias depois de um G20 tenso, onde Washington reafirmou sua determinação de remeter sozinha, especialmente sobre a questão climática.

Esperado na quinta-feira em Paris, Trump se reúne com militares e civis americanos na parte da manhã, anteriormente de ser recebido por Macron. Em seguida, os dois se encontram no Palácio do Eliseu.

Um jantar no famoso restaurante Jules Verne na Torre Eiffel, oferecido por Emmanuel Macron e por sua mulher, Brigitte, ao casal Donald e Melania Trump, encerrará a noite.

No dia seguinte, Trump e Macron vão assessorar ao tradicional desfile militar de 14 de julho, na famosa alameda parisiense, onde soldados americanos e franceses desfilarão lado a lado. Cerca de 11.000 policiais e gendarmes serão mobilizados a a ocasião.

A Presidência francesa insiste na importância diplomática desta visita. Trata-se, de concórdia com Macron, de não “romper” com os Estados Unidos, não “isolá-lo”, deste modo como de reafirmar os “laços históricos” entre os dois aliados.

Ao convidar Trump, Paris quer “estender a mão” ao presidente norte-americano, insiste o porta-voz do governo, Christophe Castaner.

– ‘Política do espetáculo’ –

Na recente cúpula do G20, o presidente francês tratou seu colega norte-americano de forma cortês, contrastando com outros europeus, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, muito crítica em relação a Trump.

“Não desistirei de convencê-lo”, reiterou Macron, que acredita ser provável um retorno dos Estados Unidos ao concórdia de Paris sobre o clima.

“A relação é ótima”, indicou a comitiva do presidente dos Estados Unidos.

Especialistas e diplomatas alertam, nada obstante, a a imprevisibilidade total de Trump e a as dificuldades de se trabalhar com os Estados Unidos desde que o magnata chegou à Casa branca.

“Putin em Versalhes, Trump a o 14 de julho: trata-se mais de uma política do espetáculo, emocional, do que de uma verdadeira linha de Política Externa”, considera o especialista em Relações Internacionais Bertrand Badie.

“De qualquer modo, os Estados Unidos continuam sendo os Estados Unidos, e nós precisamos deles em muitos temas. Não podemos simplesmente dizer: Trump está lá, vamos esperar que ele vá embora”, avalia o diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores, Manuel Lafont Rapnouil.

“Embora seja difícil confiar em alguém tão imprevisível quanto Trump, devemos deparar soluções a salvar o que deve ser salvo”, acrescenta.

Durante o encontro ambilateral, Trump e Macron vão discutir questões como a Síria, o Iraque e a luta contra o terrorismo.

Contrariamente à Grã-Bretanha, onde a perspectiva de uma visita de Trump provocou polêmica, sua visita a Paris despertou poucas reações.

O líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon considerou que o presidente norte-americano “não é muito-vindo”, enquanto o ecologista Yannick Jadot criticou “um prêmio simbólico indigno” a um presidente norte-americano que “fez da Humanidade e do clima uma queda de poder”.

Donald Trump, um norte-americano imprevisível em Paris

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/donald-trump-norte-americano-imprevis%C3%ADvel-paris-154936140.html