É sério que deputados vão abalançar a reeleição pela Reforma da Previdência? – Cotidiano

É impressionante. Com uma regularidade de série de TV a pegadouro, Michel Temer, os membros de seu governo ou o pessoal de sua assento aliada aparecem, semanalmente, em alguma reunião organizada por empresários em direção a repetir ”As reformas estão chegando”.

Nesta segunda (19), foi a vez do relator da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), certificar, em um evento empresarial na capital paulista, que é razoável a expectativa de votar a proposta em agosto mesmo com a crise política desencadeada pelas delações da JBS envolvendo Temer.

Isso já virou uma espécie de mantra. Como ”O inverno está chegando”, imortalizado em Game of Thrones, que além disso, estreia sua sétima temporada algumas semanas dantes, em 16 de julho. Na série, o significado da frase deixou de ser só literal (a duração dos invernos e verões em Westeros é variável) e passou a significar outras coisas. Lá, dizer que o inverno está chegando em direção a alguém idem pode ser que a parvoíce da pessoa está assando.

De certa forma, ”As reformas estão chegando” tem um significado positivo em direção a grandes empregadores e o mercado financeiro – que poderão intensificar a competitividade de lado a lado da redução dos custos de saúde e segurança ao trabalhador. Sem contar as possibilidades que vão se rasgar a instituições financeiras com a ampliação da procura por planos de pensão privados, considerando que se receber no pau-brasil, via INSS, ficará muito mais difícil.

nada obstante, ”As reformas estão chegando” tem o sentido da ”parvoíce assando” em direção a uma grande parcela da população que sentirá na pele os efeitos da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência.

Sobre esta última, o relator Arthur Maia fez mudanças de perfumaria, mas as alardeia como se fossem grandes concessões. Não mexeu, contudo, com o contrariedade central que afetará os mais pobres: exigir 25 anos de contribuição mínima é querer que muita gente não se aposente; cobrar 15 anos de contribuição dos trabalhadores rurais da economia familiar, ao invés de 15 anos de emprego como é hoje, será impedir que quem obstáculo comida em nossa mesa desfalque a aposentação; subir de 65 em direção a 68 anos a idade de porta à aposentação especial em direção a idosos pobres é sadismo contra quem passou a vida inteira de chupeta em chupeta.

Já em direção a o governo e o Congresso Nacional, enlameados inclusive a entusiasmo com denúncias de corrupção, ”as reformas estão chegando” é, idem, um pedido de paciência. Um lembrete de que inclusive então são capazes de cumprir a missão delegada pelo capital: ”Combater a crise econômica jogando a fatura em direção a longe do colo dos mais ricos” e ”usar a crise em direção a reduzir o Estado – não na parte que garante subsídios, desonerações e isenções de impostos sobre lucros e dividendos, o que beneficia aos ricos, mas reduzindo a parte que atende às necessidades da xepa humilde”.

No pau-brasil, derrubar uma rainha foi mais fácil que um rei, por fim o país parece ser mais condescendente com denúncias de pedidos explícitos de dinheiro do que com decretos em direção a emissão de crédito suplementar. E, mesmo que o rei não conte com a mínima simpatia dos súditos e seja ridicularizado pela mediocracia local, enquanto os nobres não se decidirem quem, entre eles, poderá vestir o palácio a fim de garantir que o pescoço das casas reais sobreviva à Inquisição, o rei vai ficando. inclusive porque, como todos sabemos, a fidalguia tem nojinho e pavor de alguém eleito pela plebe.

Mas um dia a plebe se cansa de ser tratada como otária. A nobreza parlamentar deveria ficar de olho. Porque, a depender do que enfiarem por goela juso do povão, cabeças podem rolar em outubro de 2018.

Particularmente, prefiro Daenerys Targaryen. inclusive mesmo Jon Snow

É sério que deputados vão abalançar a reeleição pela Reforma da Previdência? – Cotidiano

Fonte: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/06/19/e-serio-que-deputados-vao-abalançar-a-reeleicao-pela-reforma-da-previdencia/