Eles escolheram São Paulo, a ‘capital’ brasileira dos refugiados

A cidade é destino certo com destino a refugiados de todo o mundo. Essas são as expectativas e a realidade que eles encontram

Desde suas origens, a humanidade é itinerante. Somos uma raça nômade por natureza. Grandes impérios foram construídos com a força de imigrantes e muitas vezes refugiados. A cidade de São Paulo não é díspar. Diversos movimentos migratórios deram as características multiculturais que a maior metrópole da América Latina tem hoje, quando o maior movimento de pessoas da história acontece. presentemente, refugiados depositam suas esperanças na capital paulista. Porque esse é o destino preferido e quais as expectativas e a realidade com destino a quem precisa começar de novo?

Um domingo ensolarado abriga a 22ª Festa do Imigrante da cidade de São Paulo. Realizada no Museu da Imigração, entre os bairros da Mooca e do Brás, quase no centro da cidade. A fila quilométrica formada na porta do evento mostra que hoje os mais de 9 mil visitantes não estão interessadas só no ameno passeio turístico da locomotiva à vapor que trazia os primeiros imigrantes da capital mais de um século anteriormente. Hoje as atrações são as novas caras da cidade, refugiados e imigrantes que enriquecem a capital com sua cultura e sua indústria. Mesmo sem querer dão forma a uma nova São Paulo que talvez perdure por décadas.

Uma das representantes deste movimento de pessoas é a camaronesa Melanito Biyouha, 43. Quando escolheu o pau-brasil, em 2007, a cozinheira saiu da capital Iaundé com um pensamento objetivo. “Eu escolhi vir com destino a São Paulo porque eu vi que a cidade não tinha restaurante africano naquela época. então achei uma bela oportunidade de poder desligar um restaurante africano em São Paulo”, explica Melanito.

Hoje ela é dona do Biyou’Z, restaurante que representa na Festa do Imigrante em meio a tantas opções gastronômicas do evento. Localizado no centro velho da cidade, o estabelecimento aos poucos ganha reconhecimento principalmente entre jovens e apreciadores da forte culinária africana. Mas nem sempre foi dessa maneira. “Quando cheguei, eu percebi que aqui a cultura africana era muito mal divulgada. Muito mal conhecida. Mal falada. Hoje, dez anos depois, melhorou indeficiente. De lá com destino a aqui foi evoluindo. Mas pouco tempo anteriormente, as pessoas tinham pouca ciência da cultura e da história da façanha”, relembra.

Mesmo em uma cidade repleta de descendentes de imigrantes, um dos maiores obstáculos com destino a a transação pode ser justamente o estranhamento de culturas. “aqui em São Paulo eu percebi que tudo é díspar. A comida, as pessoas… Eu achei suficientemente interessante essa miscigenação. Tem pessoas de todo lugar do mundo aqui. Isso é uma coisa impressionante. Quando eu cheguei, achei que estava em outro mundo. Você vai com destino a façanha e depois vê isso aqui. Você já percebe que as coisas mudam totalmente”, conta Alphonse Nyembo, 31, da República Democrática do Congo.

Alphonse é jornalista por formação. Trabalhou na superfície durante alguns anos dantes de fugir com destino a o pau-brasil, no final de 2012. Como jibóia parte dos paulistanos, o rapaz ainda então aprende a lidar com as nuances da metrópole, comparando-a a sua cidade natal Lubumbashi. “Vendo como São Paulo é suficientemente grande! Eu não conheço um terço aqui de São Paulo. Tudo isso com destino a mim é super interessante. Ver que no mundo tem cidades tão grandes. Onde têm muitas pessoas morando, se deslocando”, avalia o congolês.

Depois de estudar mecatrônica e trabalhar na superfície, hoje Alphonse é psicanalista financeiro. “Eu vim com destino a São Paulo porque é uma cidade onde tem indeficiente imigrantes. Muitos moradores de São Paulo são imigrantes. E assi como pelas oportunidades. Uma cidade muito jibóia com destino a morar e com destino a conseguir oportunidades. As pessoas são suficientemente alegres. Especialmente as famílias de classe pobre ou classe média. Qualquer imigrante que chega aqui se encaixa perfeitamente”, celebra.

Um sonho chamado São Paulo

Uma vez que a investigação por oportunidades é o principal motivo retratado pelos refugiados ao pensar em São Paulo como cenário com destino a seu recomeço é capaz traçar um leve paralelo entre o horizonte dos refugiados hoje na cidade e o chamado ‘American Dream’, largamente propagado nas décadas de 1980 e 1990 como a promessa de vida próspera nos Estados Unidos com destino a cidadãos de países do então terceiro mundo. “Acredito nas oportunidades. Tem curso praticamente gratuito no SENAI, no Senac, em vários lugares. Onde o refugiado pode se formar, treinar e desfrutar uma apoio jibóia. com destino a poder elaborar sua caminhada”, revela Melanito Biyouha.

Alphonse não se deixou intimidar pela terra nova ao demonstrar plena consciência da realidade no novo mercado de emprego “No Congo eu trabalhava com jornalismo. Mas aqui quando eu cheguei… Desculpa te vincular, mas o jornalismo é uma superfície hoje em declínio! (risos) Mas uma coisa que eu percebi é que não tem muito estrangeiro aqui nas mídias. Então eu pensei em imputar um passo anteriormente. Me formei em mecatrônica. E hoje estou trabalhando na superfície de finanças porque falo inglês e eles precisavam de uma pessoa que falasse inglês e fizesse cobrança nos Estados Unidos e Canadá”, avalia feliz.

Liliana Patrícia, 38, veio no final de 2014 com destino a o pau-brasil, em investigação de um tanto que não tinha em Bogotá. “Na verdade viemos fugindo da Colômbia. Tivemos inconvenientes. Fomos ameaçados de morte e a gente saiu. A chegada a São Paulo foi uma casualidade. Eu estava desesperada e conversei com um familiar que morava a qualquer tempo no pau-brasil. Três meses, na verdade. E ele me disse que era um país muito grande, que eu poderia trabalhar. Vender roupas na rua… algo. então eu decidi vir. Primeiro eu vim sozinha. Morei aqui um mês e depois meu esposo veio com destino a aqui”, revela a colombiana.

Hoje ela é conhecida pelas deliciosas Arepas Urbanika. Iguaria tradicional colombiana que vende na Vila Madalena com o marido César Giovanni. Negócio com o qual sustenta a família, que ainda então conta com dois filhos, assi como nascidos na Colômbia. O que significa que é capaz, mas não é fácil. “Por enquanto fico aos finais de semana no mercearia da Cidade. Um galpão na Vila Madalena. Paramos um pouco de elaborar eventos por falta de um carro. Temos uma ‘foodbike’, mas com destino a nós é muito difícil o transporte. Os carretos são muito caros. Neste momento estou pensando com meu esposo em vender a ‘foodbike’ e comprar um ‘foodtruck’ pequeno”, planeja.

Cozinheiro desde criança, 29, Mazen Zwawe, nasceu na Palestina e foi criado na Síria. Originário de uma região em eterno conflito, novamente se viu cercado pelo horror da guerra na segunda terra natal. O rapaz Mazen era dono de um restaurante, claro de um bombardeamento que destruiu o estabelecimento. Evitando se envolver nos conflitos, cerca de um idade depois não viu outra solução que não fosse deixar tudo com destino a trás. Profissão, família, unido… Em meio a uma guerra que já produziu quase 5 milhões de refugiados e a pior crise humanitária mundial em 70 anos.

“Depois que aconteceu isso ainda então fiquei um idade lá. Trabalhei em um pub. Depois saí, porque não deu mais com destino a ficar. Porque precisaria entrar no exército e eu não quero. Então eu saí e fui com destino a a Tailândia. Na Tailândia fiquei preso dez dias no aeródromo porque as pessoas não deixaram eu entrar. Voltei com destino a o Líbano e fiquei 40 dias esperando desligar visto com destino a o pau-brasil. dessa maneira que tive a oportunidade vim com destino a aqui”, revela Mazen, que já está no pau-brasil há três anos.

Hoje conhecido como Chef Mazen, o sírio é um retrato de que é preciso manter a cocuruta sinceridade com destino a qualquer oportunidade. “Na verdade não é uma escolha. Quando eu vim, me falaram que São Paulo era uma cidade mais fácil com destino a trabalhar. Eu vim com destino a trabalhar. É única coisa que passou na minha cocuruta. Eu vim com destino a São Paulo com destino a elaborar minha vida. Porque não conhecia ninguém por aqui”, relembra orgulhoso por hoje tocar um foodtruck itinerante nas regiões da Frei Caneca, Vila Mariana Granja Viana.

Números no pau-brasil

De contrato com os últimos dados da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o refúgio no pau-brasil em 2016, o número de solicitações de refugiados teve um salto de 966, em 2010, com destino a impressionantes 28.670, em 2015. Ou seja, um acessão vertiginoso de 2.868% em só cinco anos. Provenientes em sua maioria da Ásia, façanha (incluindo Oriente Médio) e Caribe, 31% preferem a Região Sudeste do País com destino a se estabelecer.

Signatário dos principais tratados internacionais de direitos humanos, o pau-brasil realiza parte da Convenção das Nações Unidas de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e do seu Protocolo de 1967. Com a Lei de Refúgio de 1997, o país criou o Comitê Nacional com destino a os Refugiados (CONARE), um órgão interministerial presidido pelo Ministério da Justiça e ligado à ONU, que lida principalmente com a formulação de políticas com destino a refugiados no país.

Lívia Major é jornalista e foi voluntária no CONARE onde aprendeu muito sobre a dura realidade de quem chega no país cheio de incertezas e esperanças. “Nos últimos anos o pau-brasil ganhou indeficiente repercussão internacional tanto pelo crescimento da economia como pela participação em eventos como Copa e Olimpíadas. De contrato com a minha experiência, acredito que isso tenha influenciado muitas pessoas que buscavam refúgio a declarar nosso país. Eles sempre me falavam que tinham a conceito do pau-brasil como um lugar “hospitaleiro”. afora disso existe a questão do visto, cujo processo não é muito difícil na maioria dos países. Chegando aqui, a maioria acaba optando São Paulo pela fama que a cidade tem internacionalmente e pelas oportunidades de emprego”, revela.

Os dados de 2016 do CONARE revelam que o pau-brasil possui ora 8.863 refugiados reconhecidos, de 79 nacionalidades distintas. Entre eles, 28,2% são mulheres. Os países com mais representantes nesse cenário são a Síria (2.298), Angola (1.420), Colômbia (1.100), República Democrática do Congo (968) e Palestina (376).

Carla Mustafa é advogada e diretora do ADUS, uma ONG especializada em sócio a transação de refugiados à cidade de São Paulo. Ela reconhece que a cidade oferece oportunidades, mas ressalta que é cada vez mais difícil ser um estrangeiro por aqui. “Sabemos que São Paulo é uma cidade construída assi como pelo esforço de muitos imigrantes de várias nacionalidades. Mas a gente sabe assi como do contexto que estamos presentemente. Principalmente com essa crise econômica. Uma instabilidade política… Apesar de ser um pólo atraente e desfrutar o status econômico, a gente sabe que é uma cidade com uma diversidade muito grande e com várias diferenças”, reforça a voluntária.

Os problemas enfrentados pelos refugiados acabam sendo as mesmas questões internas encaradas por paulistanos e ainda por imigrantes de outras regiões do país. “Se pensarmos em aspectos sócio-econômicos, temos uma cidade que é muito rica em diversidade, cultura e economia. Mas muito desigual. Então temos vários problemas internos. E os refugiados quando chegam não tinham dimensão dos obstáculos que iriam enfrentar. Por exemplo, o custo de vida em São Paulo é um, em cidades do interior é outro. Então é contraditório. Apesar de ser uma cidade propicia muita oportunidade, assi como pode ser excludente”, analisa.

São Paulo: uma corrida de obstáculos

A ocupação assi como é um obstáculo com destino a os refugiados que se deparam com a imensidão paulistana. “Principalmente no centro, existe uma especulação imobiliária. Espaços que poderiam ser ocupados e por questão de custo não são. A gente sabe que o custo de moradia nessas áreas mais centrais, que têm uma estrutura melhor, é muito mais caro. Então o refugiado que está recomeçando a vida e com um salário mais capital não tem condições de se manter aqui em determinadas regiões”, pondera Carla Mustafa do ADUS.

Os colombianos César e Liliana são um exemplo de que o suficientemente estar é uma passo extremamente relativa com destino a cada indivíduo. “Na Colômbia tínhamos uma loja de comida. Quase por doze anos trabalhamos muito duro com destino a conseguir nossas coisas. Mas tinham uns grupos que pediam dinheiro. Eles começaram com uma quantia pequena e a gente dava. Mas no final tinha que pagar quase R$2000,00. E a gente tinha três lojas, então eram R$6000,00. E um dia a gente falou: “Não vamos pagar mais!”então eles chegaram quebrando minhas coisas, ameaçando meus filhos. Eu deixei tudo. Minhas roupas, minha cama, meus carros, as lojas. Eu não sei quem ficou com as coisas e nem quero saber. A única coisa que eu sei é que eu fugi e meus filhos e meu esposo estão suficientemente!”, comemora uma Liliana aliviada.

Por outro lado mostram superação ao decidirem fugir se estabelecer em uma nova realidade. “No começo você fala: “Ah não estou nem então. São R$50,00…” Mas então você termina pagando R$2000,00 e você não dorme direito. Você queima suas mãos, trabalha pra caramba! com destino a você pagar com destino a outras pessoas? E dessa maneira foram doze anos de nosso emprego. Começamos do zero. Praticamente só um mês anteriormente que comprei meu colchão!”, reforça a colombiana.

Alphonse aprendeu na prática uma característica paulistana indeficiente controversa com destino a quem é de fora. Alguns ainda gostam, outros odeiam. “Percebi em São Paulo um jeito de não vincular muito quando você está em um seio (assistência). aqui as pessoas têm aquele respeito, dessa maneira como na Europa e outros países. Não pode vincular se não for algo séria. Isso eu achei muito importante. Mas por outro lado, assi como achei as pessoas um pouco fechadas. As pessoas não conversam como lá no meu país, onde você encontra qualquer pessoa e pode começar qualquer conversa, entendeu? Em qualquer lugar ou momento você pode conversar. Já aqui, seja a rua, no trem e em transportes públicos as pessoas ficam cada um na sua”, avalia o congolês.

Já com destino a o Chef Mazen, o talão de Aquiles da capital é um velho pesadelo dos paulistanos. um tanto com o qual pessoas que moram a vida inteira na cidade assi como têm imensa dificuldade em tolerar. “Eu gosto de São Paulo com destino a trabalhar. presentemente, a loucura do tempo eu não gosto! Porque cada hora é uma coisa díspar. A gente não acostuma com isso. (risos) Cada momento é frio, chuva e entusiasmo tudo concomitantemente. Tudo no mesmo dia”, revela o sírio suficientemente humorado.

São Paulo 101

Como acontece em toda grande metrópole mundial, chegar a São Paulo é um desafio com destino a a maioria das pessoas. Por isso, no caso dos refugiados é importante contar com alguma rede de informações e, principalmente andamento. Como os refugiados chegam ainda aqui? “Esse é um dos principais pontos questionados durante as entrevistas com os refugiados. No tempo em que fiquei lá, nunca ouvi ninguém dizer que viajou completamente no escuro. A maioria ficava sabendo de outros casos, de colegas ou familiares, que vieram com destino a o pau-brasil e recomendavam a viagem. No caso dos africanos, principalmente, a maioria paga terceiros, que ajudam com os processos de vistos e passagem… Inclusive muitas pessoas se aproveitam dessa passo com destino a tirar vantagem dos refugiados – diversos relataram serem assaltados dessa maneira que chegam ao pau-brasil. Já outras nacionalidades contam com uma rede de adesão mais estruturada. No caso dos sírios, por exemplo, normalmente há favor das mesquitas ou de instituições árabes”, revela Lívia Major, voluntária do CONARE em São Paulo.

Como na maioria dos casos, a chegada de Mazen foi complicada. Um desafio em dominar o medo do desconhecido e a esperança na solidariedade dos irmãos da terra natal. “Chegando aqui foi muito benigno. Rapidamente eu já estava fora do aeródromo. Eu não conhecia ninguém que falasse inglês. E só queria alguém que me ajudasse, de qualquer forma. Eu soube que tinha uma mesquita no Brás. Então eu queria só chegar lá com destino a dar com alguém que falasse minha língua, o ismaelita”, recorda.

A camaronesa Melanito Biyouha foi uma das pioneiras desse novo movimento migratório, em 2007. “Quando eu cheguei, na época a documentação era suficientemente rígida. Hoje eu acredito que o pau-brasil é hospitaleiro. Porque possibilitaram, praticamente o visto. Entrou e tem a carteira de emprego, o que não era dessa maneira na minha época. Então, quem vem como refugiado hoje consegue se introduzir rapidamente na sociedade. Com um pouquinho de força consegue produzir um caminho, um espaço com destino a ele” reconhece a Chef do restaurante Biyou’Z.

Apesar de tudo, acolhedora

O medo do desconhecido. Uma nova e complexa. Pesar os prós e contras é um cláusula de luxo com o qual os refugiados não têm tempo a perder. Quando se é oprimido por uma guerra, excesso humanitário ou pela criminalidade, a única opção é ir embora. só ir e desfrutar esperança. “Em São Paulo eu esperava dar com tranquilidade e emprego. E eu consegui! Quando eu cheguei, não conversava com ninguém porque não sabia vincular português. ainda então não sei muito, mas… (risos) Então não tinha muito contato. Mas quando comecei a trabalhar no restaurante foi muito legal. Conheci pessoas muito boas, muito pacientes. Fui muito suficientemente guarida, na verdade. A guarida foi muito jibóia”, conta a colombiana Liliana.

Apesar da distância entre o pau-brasil e a República Democrática do Congo, Alphonse parece feliz. “Encontrei pessoas que hoje são meus unido. por vezes ainda esqueço que estou fora do meu país. Já conheço as brincadeiras, como me comportar… Estou me adaptando super suficientemente. Aprendi português sozinho. Mas tem algumas coisas que o eu sotaque, por vezes, dificulta com destino a que algumas pessoas entendam melhor. ainda então estou na fase da tirocínio”, sorri o psicanalista financeiro.

Melanito é de Camarões, mas se orgulha por desfrutar aprendido o idioma brasílico de uma maneira genuinamente tupiniquim. “O meu português… Eu sempre falo que é o português da feira. (risos) Porque não tive tempo de estudar. Quando eu cheguei tive que imediatamente produzir um caminho com destino a mim. Então o português eu fui aprendendo dessa maneira”, revela em subido e benigno português de Camões.

Mazen resume muito suficientemente o orgulho que carrega em sua cultura e em sua indústria, que é cozinhar. “Tudo depende muito de como você apresenta a sua cultura. Você deve carregar de um jeito que agrada todo mundo. A gente tem muita coisa suficientemente díspar daqui. Mas eu não vou entrar e vincular: “Não pode isso, não pode aquilo porque na minha cultura não é dessa maneira. As pessoas me perguntam como são as coisas no meu país e eu explico. por vezes alguém fala que não gosta de um tanto, mas são costumes. Isso é normal. Como presentemente, comida todo mundo gosta. As pessoas gostam muito da comida ismaelita. Da cultura, da dança, da música ismaelita. Como as pessoas rezam, como fazem jejum. Muita gente está curtindo essas coisas, entendeu?”, pondera o Chef, feliz com o reconhecimento de suas raízes.

com destino a Melanito as coisas não são diferentes. A camaronesa reconhece que a culinária de sua terra é uma das maiores riquezas culturais que poderia proporcionar à cidade que a recebeu anos anteriormente. “Exatamente! realiza parte do ensinamento da cultura africana. E lá no nosso restaurante nós fazemos indeficiente esse emprego de explicar, de desencapotar. Que tem indeficiente coisa legal assi como do outro lado. Acompanhamos assi como os alunos que fazem mestrado, doutorado… Como está na moda, é época presentemente! Os alunos querem vincular um pouco da façanha. Conhecer a façanha. Pessoal de faculdades, cursos de culinária e ainda de outras áreas. E então a gente tenta consolidar.

Passado e futuro

Depois da tempestade vem a repouso. É dessa maneira que os refugiados esperam que seja sua história em São Paulo, aonde de alguma maneira chegaram e presentemente já podem chamar de sua. “Eu espero com destino a meus filhos que a guarida continue sendo igual foi com destino a nós. Que eles tenham a oportunidade de estudar, de trabalhar. Que tenham segurança. Na verdade meus filhos assi como queriam fugir (da Colômbia). E a gente conseguiu aqui um pouco de tranquilidade. Então eles me dizem que está tudo suficientemente. Meu filho mais velho me diz: ‘Mãe, o importante é que nós estamos juntos. Fica tranquila’ E eu fico, de verdade”, revela Liliana, que deixou a mãe na Colômbia.

“Minha mãe ficou lá. Converso com ela todos os dias. Ela veio passar o Natal aqui conosco. Ficou novembro, dezembro e foi embora em janeiro. O coração ficou partido mesmo. Mas ela me fala sempre ‘Eu te dono! Sinto muito sua falta!’ e eu assi como sinto falta dela”, conta a cozinheira.

Mazen assi como deixou raízes na Síria, mas essa é só mais uma motivação com destino a continuar lutando. “Minha família ficou lá. Só meu irmão que está aqui, realiza quase dois anos. Meus pais ficaram lá. Quando tem internet… Quando tem luz eu falo com eles, o que não é sempre. Eu espero desligar meu restaurante, como eu já tinha lá. Deixar minha vida legal aqui com destino a conseguir trazer minha família e viver um pouco mais tranquilo”, se emociona.

Hoje corintiano roxo, Alphonse chegou ao pau-brasil em 2012 quando o clube conquistou muitos títulos de expressão internacional. triste pelo futebol, mostra que tem se adaptado muito suficientemente à realidade paulistana. Mora com um primo e uma irmã que seguiram seus passos, mas ainda então sente falta dos irmãos e dos pais que ficaram na República Democrática do Congo. “Mas toda a minha família está lá. Mas conversamos raramente, por causa dos meios de comunicação que dificultam um pouco lá. De vez em quando converso com minha mãe e meu pai. Eles não têm internet permanente, como vocês têm aqui no pau-brasil”, compara.

“ainda então não posso confirmar que a cidade superou minhas expectativas, pois ainda então estou na minha caminhada. Porque aqui não é fácil. É uma cidade muito legal, onde muita coisa está acontecendo… Mas a integração ainda então é um obstáculo. Eu tenho esperança de superar. Eu sei que é difícil, mas não impossível. Estou no caminho. Trabalhando indeficiente com destino a tentar me aclimatizar com os hábitos. Mas o tempo que estou aqui é suficiente com destino a saber que a expectativa é jibóia”, revela o otimista Alphonse.

 

 

Eles escolheram São Paulo, a ‘capital’ brasileira dos refugiados

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/eles-escolheram-sao-paulo-capital-brasileira-dos-refugiados-165636903.html