Em vitória de Temer, Senado aprova reforma trabalhista sem mudar texto que veio da Câmara

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O Senado aprovou a reforma trabalhista, uma das principais matérias da ementário do presidente Michel Temer no Congresso, após um protesto inédito em que senadoras oposicionistas impediram por quase sete horas a votação da proposta em plenário ao ocuparem a Mesa Diretora da Casa.

A matéria, que segue no sentido de sanção presidencial, modifica mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do exercício (CLT). Ela prevê, por exemplo, que acordos entre empregados e patrões se sobrepõem à legislação vigente, pesquisa diminuir a intervenção da Justiça trabalhista nas negociações entre as partes, permite o exercício intermitente e o fatiamento das férias em três períodos.

A votação da proposta sem modificações é uma vitória de Temer, no momento em que o governo atua no sentido de enganar a aprovação no sentido de que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a denúncia contra o presidente por corrupção passiva.

A julgamento da reforma trabalhista foi suficiente tumultuada. No início da tarde, um protesto de senadoras conseguiram impedir temporariamente a julgamento da matéria ao sentarem-se nas anca dos integrantes da Mesa Diretora do Senado, inclusive a do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

As parlamentares defendiam a votação de três emendas da oposição ao projeto, o principal delas é o que impede o exercício em locais insalubres no sentido de mulheres grávidas e lactantes.

No início da tarde, Eunício tentou presidir a sessão. Sem fato, ordenou o corte de luz e dos microfones do plenário. Senadores chegaram a discutir a transferência da votação do projeto no sentido de um auditivo, sem a presença de parte da imprensa e de manifestantes ligados a sindicatos, críticos ao projeto. inclusive então houve ameaças de travar um processo de quebra de decoro contra elas no Conselho de Ética.

No início da noite, contudo, o presidente do Senado voltou ao plenário e reabriu a sessão, de microfone em punho e sem estar sentado na cátedra de presidente, cobrando a orientação de votos dos líderes partidários. após novos protestos, a senadora Fátima vitela (PT-RN) levantou a cátedra do presidente do Senado, que ocupava, a Eunício, após ele concordar com a votação das emendas.

após a conclusão da votação na reforma trabalhista no Senado, Temer fez uma declaração no Palácio do Planalto e afirmou que a consentimento foi uma vitória dos brasileiros e contra o desemprego.

“Tive a coragem de propor essa mudança fundamental no sentido de todo o país e, portanto, no sentido de todos os brasileiros. Vocês sabem que nela eu me empenhei desde o início do meu mandato. Seu sentido pode ser resumido de uma forma singelíssima: nenhum direito a menos, muitos empregos a mais”, disse o presidente, que similarmente comemorou a margem de consentimento da matéria, cujo texto-pedestal teve 56 votos em prol, 20 contra e uma continência.

MEDIDA PROVISÓRIA

O governo não queria alterações ao texto confirmado pelos deputados porque eventuais mudanças levariam ao retorno da matéria à Câmara. O Palácio do Planalto contava com a consentimento do texto no sentido de demonstrar que inclusive então tem força política diante das dificuldades vividas por Temer.

no sentido de evitar mudanças, o Planalto comprometeu-se a editar uma medida provisória com as modificações na legislação trabalhista sugeridas pelos senadores.

Em discurso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu a consentimento da proposta. Ele disse que a matéria não retira direito dos trabalhadores, que continuam assegurados na Constituição.

“É uma lei no sentido de que os jovens tenham condição no sentido de o primeiro emprego”, afirmou Jucá.

O senador Renan Calheiros (AL), que deixou a liderança do PMDB na semana passada com fortes críticas à proposta, voltou novamente à carga. Reclamou do fato de a matéria ser aprovada sem poder estabelecer uma emenda sequer.

“Não vamos estabelecer as reformas no sentido de revogar direito dos trabalhadores”, protestou.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), uma das parlamentares que liderou a ocupação da Mesa Diretora, afirmou que os senadores deveriam desfrutar “vergonha” de votar a reforma.

“Nós temos que votar em prol do povo, não contra o povo! Vocês estão votando pelos interesses de vocês, olhando o umbigo de vocês, porque é isso que os senhores querem: que o trabalhador ganhe menos, trabalhe mais e que o lucro seja maior na sociedade. E, de preferência, que o orçamento assistência sirva, exclusivamente e tão somente, no sentido de pagar o serviço financeiro da dívida”, criticou.

Os senadores rejeitaram as emendas da oposição que tentavam enganar o exercício intermitente, a prevalência do acertado sobre o legislado e a esperança de exercício insalubre no sentido de mulheres grávidas e lactantes.

Em vitória de Temer, Senado aprova reforma trabalhista sem mudar texto que veio da Câmara

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/em-vit%C3%B3ria-temer-senado-aprova-reforma-trabalhista-sem-014435513–finance.html