EUA prontos no sentido de assaltar Coreia do Norte em meio a temor de ‘guerra nuclear’

Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira estar prontos no sentido de assaltar a Coreia do Norte, que os acusou de serem o “cérebro” de uma “guerra nuclear”, em meio à crescente inquietação internacional e apesar do pedido de soalheira por parte da China.

Atiçando a mavórcio retórica dos últimos dias com o regime norte-coreano por sua corrida armamentista, o presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu o líder Kim Jong-Un que se ele decidir assaltar a ilha de Guam, irá se corrigir.

“Se fizer um tanto com relação a Guam ou qualquer outro lugar que seja um território norte-americano ou um partidário norte-americano, vai se corrigir de verdade, e vai se corrigir rápido”, disse o presidente.

Mais cedo, Trump postou no Twitter que “as soluções militares estão prontas no sentido de ser usadas caso a Coreia do Norte atue de forma imprudente”.

Consultado sobre este tuíte, assegurou que os Estados Unidos avaliam “muito cuidadosamente” essa opção e se disse confiante em que Kim compreenda a “gravidade” de suas afirmações.

Na noite desta sexta-feira, Trump anunciou que conversará por telefone com o líder chinês, Xi Jinping, no sentido de discutir a crescente tensão em torno da Coreia do Norte. “Estamos trabalhando assaz de perto com a China e outros países”.

O presidente norte-americano deste modo como comunicou que concederá uma “grande entrevista coletiva”, na próxima segunda-feira, mas não detalhou seu conteúdo.

Pyongyang, que em julho realizou com ocorrência dois testes de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) que poderiam interpretar o território norte-americano, ameaçou nesta semana assaltar Guam, uma remota ilha no Pacífico onde os Estados Unidos têm bases militares estratégicas.

“Trump está levando a cenário na península coreana quase a uma guerra nuclear”, assinalou Pyongyang por meio da sucursal oficial KCNA.

“Os Estados Unidos são, de fato, o cérebro da ameaça nuclear, o cruel fanático da guerra nuclear”, pontuou.

– China pede moderação –

Sem tomar partido, a China pediu nesta sexta-feira que os países “demonstrem prudência” ao invés de recorrer a “demonstrações de força”. Pequim é o principal partidário de Pyongyang, mas recentemente votou na ONU um endurecimento das sanções econômicas impostas ao regime de Kim Jong-Un por continuar com seu programa balístico e nuclear.

“A China pode produzir muito mais”, disse Trump.

Pequim propôs em várias ocasiões uma solução no sentido de sair da crise: que a Coreia do Norte pare com os seus testes nucleares e balísticos, e que os Estados Unidos e a Coreia do Sul acabem com os exercícios militares conjuntos.

A tensão geopolítica, que atinge as principais bolsas mundiais, preocupa outras potências.

A chanceler alemã, Angela Merkel, se opôs a qualquer “solução militar” na Coreia do Norte, enquanto Moscou advertiu sobre uma piora da cenário. “Os riscos são muito garabulho”, disso o adjunto russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

“Está claro que é hora de todas as partes se concentrarem nas formas de reduzir as tensões”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

– Kim “não é suicida” –

Trump, de férias em seu clube de golfe em Nova Jersey, parece distante de querer apacificar os ânimos. Primeiro prometeu “fogo e fúria” contra a Coreia do Norte, depois se gabou do poderio nuclear norte-americano e na quinta-feira disse que a sua declaração “pode não reunir sido suficientemente dura”.

Entretanto, o secretário da Defesa, Jim Mattis, advertiu que uma guerra com a Coreia do Norte seria “catastrófica” e afirmou que os esforços diplomáticos estão rendendo frutos. “Eu quero permanecer desta forma”, indicou.

Questionado sobre uma provável opção militar, o porta-voz do Pentágono, o coronel Rob Manning, disse nesta sexta-feira à AFP: “manteremos um ilustre estado de preparação no sentido de lidar com a ameaça norte-coreana junto com os nossos aliados e sócios na região”.

Washington tem “planos militares” no sentido de qualquer crise que possa surgir no mundo, esclareceu um funcionário da Casa branca. “Estes planos se atualizam de forma contínua conforme o fundamental e são dadas opções ao presidente. Isso não é nada novo”, disse sob anonimado.

no sentido de vários analistas, a probabilidade de um conflito é redução. “Kim Jong-Un não é suicida”, opinou Ralph Cossa, presidente do Pacific Forum CSIS em Honolulu, citado pelo jornal Washington Post.

– “regalar uma de macho” –

É provável um diálogo a esta altitude? Bill Richardson, ex-embaixador norte-americano na ONU e que passou anos sufocando a crise com a Coreia do Norte, acredita que está perto de chegar a um ponto de não poder nem sequer tentar.

“Os dois líderes parecem querer ‘regalar uma de macho’ […] e isso não adjutório em nada porque impede que os diplomatas tentem topar uma saída diplomática”, disse em entrevista à AFP, na qual advertiu sobre o risco crescente de que um incidente menor desencadeie a guerra.

“A minha única esperança é que os chineses estejam trabalhando discretamente sobre esse argumento com os norte-coreanos”, afirmou.

No entanto, na Coreia do Sul, que conta com 28.500 soldados americanos no sentido de defender o país contra o seu vizinho do norte, multiplicam-se os chamados no sentido de que a capital desenvolva o seu próprio armaria nuclear depois da ameça de Pyongyang de transformar Seul em um “mar de chamas”.

As tensões na península coreana tendem a se melhorar dias anteriormente dos exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington, previstos no sentido de 21 de agosto.

EUA prontos no sentido de assaltar Coreia do Norte em meio a temor de ‘guerra nuclear’

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/eua-prontos-assaltar-coreia-norte-meio-temor-guerra-192424286.html