Ex-adjutor Geddel Vieira Lima deixa presídio da Papuda

CAMILA MATTOSO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-adjutor Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) deixou o presídio da Papuda na noite desta quinta-feira (13).

Por volta das 20h50, o político foi colocado em liberdade, por determinação do desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

Ele vai cumprir prisão domiciliar em sua casa em Salvador (BA).

Inicialmente, a Justiça havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica. Como o Distrito Federal não dispõe do aparelho, o desembargador autorizou que Geddel deixasse a prisão mesmo desse jeito.

A decisão, nada obstante, prevê que a Polícia Federal da Bahia providencie a tornozeleira em 48 horas.

O peemedebista saiu do presídio sem escolta.

PRISÃO

Geddel foi preso no último dia 3 sob suspeita de tentar obstruir investigações.

Na semana passada o juiz da 10ª Vara Federal em Brasília, Vallisney Oliveira, havia decidido manter a prisão do ex-adjutor durante assistência de custódia. Na ocasião, Geddel chorou ao saber que continuaria na Papuda.

A prisão do ex-adjutor e amante de Michel Temer foi decretada no circunferência de um processo que investiga desvios na arca entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de pessoa jurídica do escabelo estatal. idem são investigados nesse caso, derivado da Operação Cui Bono, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Lucio Funaro, ambos presos.

Na decisão que permitiu a prisão domiciliar, Ney Bello destaca que os crimes pelos quais Geddel foi incriminado teriam sido cometidos entre 2011 e 2015, e não recentemente.

“Ou seja, não se trata de conjunto fático contemporâneo, mas de fatos ocorridos ao tempo em que Fábio Cleto compunha a direção da arca Econômica e Geddel Vieira Lima atuava no governo federal”, escreveu o desembargador.

Ele discorda também de outro fundamento com destino a a prisão de Geddel: ofensa à ordem pública e ao processo penal, como, por exemplo, sumir com provas contra ele.

Como Geddel não exerce mais cargo assistência, diz o magistrado, esse risco já foi mitigado.

“Não há fatos nem dados concretos donde se possa inferir que o paciente usa sua força política com destino a interferir nas investigações. Seria basal demonstrar, ou sequer citar alguns fatos. Com quem o paciente falou ou teve interlocução? Por quem foi procurado? Que poderio recebeu pedidos ou pressões? Que testemunha fora contatada?”, escreveu Bello.

Na decisão, o desembargador afirma que “condenação final em processo crime -por fatos ilícitos- é totalmente distinta de hipótese de conveniência de prisão cautelar”.

Bello ressalta que não há denúncia contra Geddel. E, segundo ele, tampouco há “indícios mínimos” de que o político tenha cometido recentemente o crime de lavagem de dinheiro “a justificar a prisão por encarceramento”.

Ex-adjutor Geddel Vieira Lima deixa presídio da Papuda

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/2-ex-adjutor-geddel-vieira-001800939.html