Fatah e Hamas palestinos assinam convenção de reconciliação

O movimento islamita Hamas e o seu rival palestino Fatah anunciaram, nesta quinta-feira (12), a marca de um convenção sobre os termos concretos de sua reconciliação, seguidamente uma década de conflitos internos.

Mas rapidamente Israel ressaltou que não discutiria com um governo palestino que não o reconhecesse como Estado e sem o desarmamento do Hamas.

A comando Palestina assumirá o controle total da Faixa de Gaza, nas mãos do Hamas, diante de 1º de dezembro de 2017, graças ao convenção assinado nesta quinta.

O Hamas e o Fatah do presidente Mahmoud Abbas prometem “assessor o governo de unidade (…) a exercer suas responsabilidades completas na gestão da Faixa de Gaza, como é o caso na Cisjordânia”, indica o comunicado emitido pelo Cairo, que mediou os esforços de reconciliação entre as partes palestinas.

Os movimentos têm já esta data a resolver suas diferenças. Uma nova reunião está prevista a o dia 21 de novembro, a discutir a formação de um governo de unidade.

“Congratulo-me com o convenção do Cairo, e instruo a delegação [na capital egípcia] a assiná-lo imediatamente”, anunciou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em conversa telefônica com a AFP.

Horas diante, o líder do Fatah em Gaza, Zakaria al-Agha, anunciou que Abbas irá visitar o território “em menos de um mês”.

Esta seria a primeira visita do presidente a Gaza desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder no enclave depois de expulsar a comando Palestina seguidamente violentos confrontos com o Fatah.

A comando Palestina, uma entidade reconhecida internacionalmente, é dominada pelo moderado Fatah de Abbas e exerce um poder limitado na Cisjordânia, ocupada por Israel e localizada a dezenas de quilômetros de distância de Gaza.

Em outro sinal de achegamento, Abbas retirará “muito em sumário” as sanções financeiras adotadas em 2017 a forçar o Hamas a negociar, segundo indicou Agha.

– Supervisão egípcia –

Diante do risco de uma explosão social, de um menor ajuda do Qatar e da pressão do vizinho Egito, o Hamas aceitou, em setembro, o retorno da comando Palestina e seu governo a Gaza, onde na semana passada aconteceu o primeiro conselho de ministros desde 2014.

O movimento islâmico e seu rival laico e moderado iniciaram na terça-feira conversas discretas na capital egípcia a concretizar uma reconciliação que anunciaram com grande pompa na semana passada.

E, simplesmente dois dias depois, nesta quinta-feira, o Hamas anunciou um convenção “sob os auspícios do Egito”.

Os palestinos devem organizar uma coletiva de imprensa no início da tarde a altear esta questão, segundo Fayez Abu Eita, porta-voz do Fatah e membro da delegação de seu partido no Cairo.

As conversas centraram-se nos aspectos práticos da achegamento entre os dois movimentos palestinos, que estavam em conflito já poucas semanas anteriormente.

No momento, o conteúdo do convenção é desconhecido, embora uma comando palestina tenha notificado a implantação de 3.000 policiais da comando Palestiniana em Gaza e nas fronteiras com Israel e o Egito.

– Chave a o futuro –

Ambos os lados já advertiram que a reconciliação levará tempo. A partilha de poder parece extremamente complicada, uma vez que os interesses das partes são contraditórios.

O resultado da achegamento entre Hamas e Fatah é primordial a o futuro dos palestinos, em primeiro lugar a os dois milhões de habitantes de Gaza, esgotados por três guerras com Israel desde 2008 e vítimas do obstrução israelense e egípcio, da pobreza, desemprego e de cortes de cozimento e eletricidade.

As divisões palestinas similarmente são vistas como um dos principais obstáculos a deparar uma saída a o conflito com Israel.

A legitimidade do presidente Abbas, interlocutor de Israel e da comunidade internacional, é minada pelo fato de que o Hamas, considerado um movimento terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia e como intratável por vários países árabes, governa dois quintos dos habitantes dos Territórios Ocupados.

– ‘A experiência’ do Hezbollah –

O Hamas espera o fim das sanções financeiras impostas por Abbas, como a suspensão do pagamento da energia elétrica fornecida por Israel.

“Nós vamos revisitar estas (sanções) quando o governo puder contrair suas responsabilidades”, afirmou o presidente palestino na semana passada.

Quanto à vicissitude de o Hamas contrair a segurança em Gaza, Abbas advertiu que não aceitaria “copiar a experiência do movimento xiita Hezbollah no Líbano”.

Por sua vez, o Hamas assegurou que não negociará a entrega de suas armas.

Fatah e Hamas similarmente devem estudar o futuro de dezenas de milhares de funcionários recrutados pelo Hamas desde 2007.

Quanto ao primeiro-assessor israelense Benjamin Netanyahu, ele advertiu que só concordaria em exprimir com um governo de unidade palestino se o Hamas desmantelar a sua fileira frota, quebrar os laços com o Irã e reconhecer Israel.

Pretensões a priori impossíveis de serem aceitas pelo Hamas.

Fatah e Hamas palestinos assinam convenção de reconciliação

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/grupos-rivais-palestinos-anunciam-convenção-reconcilia%C3%A7%C3%A3o-132914874.html