Franceses questionam status de primeira-dama de Brigitte Macron

Mais de 270 mil pessoas assinaram uma petição contra um eventual status de primeira-dama em direção a Brigitte Macron, mulher do presidente francês, cujo “papel assistência” a Presidência quer esclarecer e tornar mais transparente.

“Brigitte Macron desempenha um papel. Tem responsabilidades. Queremos transparência e delimitar os meios dos quais dispõe”, tuitou o porta-voz do governo, Christophe Castaner, em meio à polêmica gerada pelo lançamento de um abaixo-assinado contra esse status oficial.

Eleito em maio, Macron já havia notificado durante a campanha presidencial que desejava instituir um “verdadeiro status” de primeira-dama em direção a encerrar com a “hipocrisia francesa”.

“Terá um papel e não será escondida, porque compartilha minha vida e porque sua opinião é importante […] Acredito que seja importante esclarecer esse papel”, declarou ele diante de chegar à Presidência.

Em um momento de proibição da contratação de familiares por parte de ministros e de parlamentares, a vontade de tornar oficial o papel da esposa do chefe de Estado irrita uma parte da opinião pública.

Lançado há duas semanas, o abaixo-assinado “contra o status de primeira-dama em direção a Brigitte Macron” contava na manhã desta terça com 270 mil assinaturas.

“Em um momento em que o governo quer economizar […] não podemos consolidar a iniciativa de um status específico em direção a a mulher” do presidente, afirma a petição, apresentada no site change.org por Thierry Paul Valette, que se apresenta como “pintor e inventor” e “cidadão comprometido”.

“Com esse status, a primeira-dama exercerá seu papel como melhor lhe parecer e ela terá reconhecida uma existência jurídica que permitirá gozar de um orçamento”, alega o texto.

Em resposta, o gabinete de Macron anunciou ontem que o Palácio Eliseu especificará nos próximos dias qual será sua “função pública”. Brigitte Macron não receberá uma remuneração e não se prevê qualquer modificação da Constituição, acrescentam as mesmas fontes.

No papel, não está definido o circuito de movimento do cônjuge do chefe de Estado, nem os meios de que dispõe. Na prática, há tempos já se conta com gabinete, colaboradores e um serviço de proteção subordinados ao orçamento do Eliseu.

O gabinete de Valérie Trierweiler, a ex-mulher de François Hollande, ancestral de Macron, teve 400.000 euros em 2013.

“A conceito é que os franceses possam saber quanto esse posto custa. É imprescindível que exista essa transparência”, defendeu a porta-voz da maioria governista do Parlamento, Aurore Bergé, em entrevista nesta terça.

Franceses questionam status de primeira-dama de Brigitte Macron

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/franceses-questionam-status-primeira-dama-brigitte-macron-135824737.html