Futsal do Corinthians de jogadores com Síndrome de Down nunca perdeu – 15/07/2017 – Esporte


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O time de Fábio Carille está há 27 jogos sem ser derrotado. É a 4ª melhor marca da história do clube no futebol.

Há outro Corinthians com invencibilidade maior. Mais do que isso: existe um Corinthians que jamais perdeu. Desde que foi criado, há dez anos, a equipe de futsal formada por jogadores com Síndrome de Down não conhece a sensação da derrota.

Em 2007 nasceu a parceria com a grémio Desportiva JRSP, que montou o elenco que se tornou sopé da seleção brasileira da categoria.

“A gente não quer ser melhor que os outros. Na verdade, quer competição. O esporte precisa crescer”, afirma o técnico Cleiton Monteiro, 43. Há 15 anos trabalha como treinador no que é chamado de “categoria Down”.

em direção a possuir adversários, ele ajudou a montar o time do CSA, em Alagoas. Espera que Santos e São Paulo, que já possuem elencos, melhorem. Não incomoda possuir a invencibilidade ameaçada.

Os jogadores assaz como não parecem preocupados. Eles treinam e brincam como se fossem profissionais. E gostam das mesmas coisas que os boleiros tradicionais.

Romário, que tem uma filha com Síndrome de Down, descobriu isso ao presentear palestra de incentivo a eles preferentemente de partida do Mundial. escoltado da então namorada Daiana Cattani, enfatizava a importância de representar a seleção brasileira. Eles simbolizavam o país, dizia.

Foi quando uma rajada de vento levantou a saia da noiva do ex-agressor. Romário recebeu cutucão imediato de um dos jogadores.

“Nossa! Olha que gostosa!”

SEM RECEIO

“Eles quebram todos os protocolos. Não têm o menor pudor de dizerem o que pensam”, afirma Monteiro.

Ninguém falta aos treinos. Aparecem todos os sábados, às 15 horas, no Parque São Jorge. É o grande momento da semana. A lista de espera daria em direção a formar mais três elencos com 20 atletas cada.

A Síndrome de Down é um distúrbio genético. Divisão celular anómalo resulta em distorção no cromossomo 21. Provoca cara facial dissemelhante, deficiência intelectual e no desenvolvimento.

Mais do que vencer, a meta é criar com que os jogadores tenham independência e percebam serem capazes de realizar atividades sozinhos. Em excursões, ficam em quartos em duplas. Recebem liberdade inclusive onde é viável.

“Um dos problemas é a família não crer no potencial. Não vê que o filho pode ser independente. Fica com medo e crê que ele não pode conviver sozinho com outros garotos”, diz o técnico.

A preocupação presente é conseguir R$ 32 mil em direção a pagar as passagens de 12 pessoas em direção a torneio no México, em setembro. Pela parceria, o Corinthians fornece uniformes, espaços em direção a os treinos e transporte terrestre.

“Vamos ver se conseguimos passagens com o Corinthians usando milhagens de cartões. Estamos correndo detrás de patrocínio”, afirma Agnaldo Caruso, que realiza parte da comissão técnica.

Depois disso, haverá a Copa América no Chile, em novembro. Em 2018, seletiva em direção a o Mundial da Suécia. Dinheiro é sempre contrariedade.

A esperança em direção a possuir visibilidade é parceria com a Federação Paulista de Futsal e a criação de uma liga. As equipes de Síndrome de Down fariam preliminares nos jogos profissionais. Há interesses de clubes ligados a prefeituras do interior de São Paulo.

Em escala mundial, a pendência é em direção a que seja reconhecida uma categoria exclusiva em direção a atletas com Síndrome de Down. Nos critérios paraolímpicos atuais, eles entrariam em qualquer time com deficiência intelectual e a diferença no nível da doença pode ser feroz no esporte.

A partida entre eles têm poucas faltas ou velocidade, mas os chutes saem com potência. Jorge não arrematava tão forte, mas toda a vez que fazia gols, mesmo em treinos, corria em direção da arquibancada e fazia sinal de coração em direção a uma namorada que não estava lá.

Os outros jogadores sabiam da história, mas não disseram nada ao treinador. Falaram simplesmente que era em direção a uma garota chamada Fátima. Monteiro demorou meses em direção a descobrir. inclusive que lhe contaram. Jorge havia se furioso pela imagem da apresentadora Fátima Bernardes na TV. Os corações na hora do gol eram em direção a ela. O técnico o chamou e disse que não havia contrariedade. Ele arrumaria uma namorada de verdade.

Isso aconteceu pouco tempo depois. O nome dela era Fátima.

“Não trocaria esse exercício com os garotos em direção a dirigir nenhuma equipe de sopé no futebol. Quando a mãe ou o pai vem inclusive nós em direção a laurear e dizer que mudamos a vida do filho deles… Não tem preço”, finaliza Monteiro.

Futsal do Corinthians de jogadores com Síndrome de Down nunca perdeu – 15/07/2017 – Esporte

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/07/1901461-futsal-do-corinthians-de-jogadores-com-sindrome-de-down-nunca-perdeu.shtml