Gilmar chama Janot do mais desqualificado a ocupar a PGR; procuradores criticam

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ajudante do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, fez hoje (7) duras críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Mendes disse opinar Janot o mais “desqualificado” procurador-geral que passou pelo cargo.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ajudante Gilmar Mendes, disse que com a saída de Janot do cargo, em setembro, “a lei votará a ser respeitada”José Cruz/registro/actividade Brasil

“Eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da procuradoria, porque ele não tem condições, preparo jurídico e emocional com destino a dirigir um órgão dessa importância”, disse Gilmar Mendes. Segundo o ajudante, com a saída de Janot do cargo, em setembro, “a lei votará a ser respeitada”.

Procurada, a Procuradoria-Geral da República disse que não vai comentar as declarações de Gilmar Mendes. Em nota, a sociedade Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudiou os “ataques inteiramente sem apoio e pessoais” do presidente do TSE a Rodrigo Janot. com destino a a ANPR, o comportamento de Gilmar Mendes “não é digno” de um ajudante do STF.

“Em primeiro lugar, e desde logo, é deplorável que um magistrado, membro da mais acrescente Corte do país, esqueça reiteradamente de sua posição com destino a tomar posições políticas [muito próximas da política partidária] e ignore o respeito que tem de existir entre as instituições, com destino a arremeter em termos pessoais o chefe do Ministério assistência Federal. Não é o comportamento digno que se esperaria de uma disciplina da República. O furor mal contido nas declarações de Gilmar Mendes revela objetivos e opiniões pessoais [acolá de descabidas] e não cuidado com o ganho assistência”, diz trecho da nota divulgada pela ANPR, que representa 1.300 membros do Ministério assistência Federal.

Operação Lava Jato

À Rádio Gaúcha, Gilmar Mendes negou que tenha mudado de opinião em relação à Operação Lava Jato a partir do momento em que as investigações atingiram políticos do PSDB e o presidente Michel Temer, com quem ele tem ideal relacionamento. “Não é verdade que eu tenha dito que a Lava Jato deixou de ser importante. Acho esse veemência extremamente importante e realço isso todas as horas. hoje, isso não me compromete com eventuais equívocos que se cometa”, disse o presidente do TSE.

Gilmar disse que sempre votou contrariamente à manutenção por longos períodos das prisões preventivas decretadas pelo juiz Sério Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância. “Sempre fui uma voz vencida na Segunda Turma quanto ao afastamento das prisões da Lava Jato. Isso, independentemente de governo. Fui eu que votei o habeas corpus no caso do Zé Dirceu. Ele não pode ser denunciado de ser simpatizante das minhas posições e das posições do governo”.

De convênio com Gilmar Mendes, o STF deve rever os termos da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista. “Tenho certeza que o será [revista pelo STF]. Certamente, deveria possuir sido reavaliado nesses termos, [rechaçado] como o ajudante Teori fez em outros casos. Mas acho que o ajudante Teori se equivocou em homologar determinados convênio. Todos ficamos um pouco distraído a isso, porque achamos que era uma tarefa do relator, mas isso não tem a ver com a Lava Jato ou qualquer outra coisa. É importante que haja respeito à lei”.

O presidente do TSE também considerou “tolice” e “despreparo” as críticas feitas à proximidade dele com políticos investigados e os encontros que tem com o presidente Michel Temer, que era vice na chapa encabeçada pela candidata a presidente Dilma Rousseff, recentemente jugada pelo TSE.

“O presidente [da República] não precisa se preocupar em colocar ninguém na facienda. Foi um jantar, recebe várias pessoas. Vocês criaram essa psicose em torno do encontro com o presidente da República. Isso é uma asneira”, disse Mendes em relação a possuir participado de jantar com Temer no Palácio do Jaburu.

O ajudante disse que hoje existem cerca de 300 a 400 parlamentares investigados no Congresso Nacional e que a toda hora encontra com eles em Brasília. “É inevitável. Teria que dispor de recursos, como R$ 36 milhões nas eleições do Amazonas. Com quem eu falo? Falo com os ministros, com o presidente da República, discuto essas questões orçamentárias com quem? Na verdade, isso revela um grande despreparo de quem não conhece a veículo pública e como ela funciona. Então ele [político] é investigado e eu não falo com ele? Veja a tolice e o despreparo das pessoas que fazem essas colocações”.

Sobre a chance de eleições diretas, uma das bandeiras dos partidos de oposição, Gilmar Mendes considerou a conceito “absurda” e “totalmente fora do script constitucional”.

“Se pensar na aplauso de uma emenda constitucional, tem que combinar com os russos da Câmara e do Senado, 308 votos, dois turnos de votação, e também passar por uma verificação ou checagem no Supremo Tribunal Federal. A gente não pode esquecer que, de vez em quando, com a nossa ignorância, sabedoria se recomenda ler a Constituição. O resto é asneira”.

 

Gilmar chama Janot do mais desqualificado a ocupar a PGR; procuradores criticam

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/gilmar-chama-janot-mais-desqualificado-234758099.html