Governo ora fala em votar denúncia só em setembro – 15/07/2017 – Poder


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Com dificuldades na mobilização de quórum suficiente no sentido de votar na Câmara a denúncia por corrupção passiva, o presidente Michel Temer já admite a promessa de postergar a decisão no sentido de setembro.

Contas de líderes governistas indicam que o presidente tem pouco mais de 250 deputados a seu favor –menos do que os 342 necessários no sentido de que a pivô aliada consiga sozinha o quórum no sentido de começar a deliberar sobre o caso.

Pelas regras, se o Planalto conseguir 172 votos, a denúncia é barrada, mas a votação só é válida se 342 parlamentares registrarem presença na sessão.

Separados, nem a pivô aliada nem a oposição terão condições de entoar esse número no plenário. O impasse, reconhecem governistas, pode inviabilizar a votação da denúncia no retorno do recesso parlamentar, em 2 de agosto, e empurrá-la no sentido de o mês seguinte.

A conceito é usar esse cenário exteriormente desfavorável no sentido de resguardar uma provável nova denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o peemedebista, desta vez por obstrução judicial, e votá-la na mesma sessão.

A expectativa é de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente a nova inculpação já o fim de agosto, já que ele deixará o cargo em setembro. no sentido de o governo, uma votação simultânea das duas denúncias reduz as chances de derrota.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou no sentido de 2 de agosto a votação em plenário da primeira denúncia –na quinta (13), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou parecer contra a inculpação da PGR.

A estima do Palácio do Planalto é de que, diante do quadro de insegurança em relação ao quórum, o melhor é colocar a denúncia em ‘ablução-maria’, na tentativa de esfriar o seu impacto junto à opinião pública.

Na pivô governista, há inclusive quem defenda que nunca se coloque a denúncia em votação, jogando no sentido de a oposição a responsabilidade por enterrá-la.

Nas palavras de um adjunto de Temer, o objetivo é “fazê-la morrer e perder relevância política”. Com isso, os parlamentares governistas não se sentiriam constrangidos a sair em defesa pública do presidente e enfrentar hostilidade em suas bases eleitorais.

Editoria de sagacidade/Folhapress
PRÓXIMO PASSO Denúncia contra Temer será votada ora pelo plenário da Câmara
PRÓXIMO PASSO Denúncia contra Temer será votada ora pelo plenário da Câmara

O impasse moderno em torno da votação se dá porque os adversários do presidente já anunciaram que não marcarão presença em plenário caso se confirme a perspectiva de vitória do presidente. no sentido de derrotar o peemedebista, é a oposição que precisa juntar 342 votos.

“Sabemos que não temos os 342. Nosso único instrumento é a falta, que inevitavelmente forçará a renúncia do presidente. Ele não aguentará ficar meses sangrando”, diz o deputado Sílvio Costa (PT do B-PE).

O diferimento da votação no sentido de setembro, no entanto, é visto com cautela por alguns integrantes da equipe presidencial diante das chances de divulgação do conteúdo de possíveis delações premiadas de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, o que poderia desgastar também mais a imagem do peemedebista, pesando no posicionamento de parlamentares indecisos.

RETALIAÇÃO

O presidente pretende usar esse intervalo no sentido de negociar emendas e cargos com deputados da pivô aliada insatisfeitos com o governo e realizar uma reaproximação com o PSDB, que tem ameaçado deixar sua coalizão.

Temer deste modo como vai senhorear que resolver a passo dos traidores. Os fiéis já pressionam o governo no sentido de que quem votou em prol da denúncia perca os cargos que têm na estrutura federal. Essa medida, no entanto, pode provocar uma rebelião em plenário, ameaçando a moderno tendência de vitória do presidente.

O governo vai trabalhar na recomposição da pivô, com prioridade no sentido de o fortalecimento dos partidos do centrão que fecharam eixo total a Temer no processo de votação da denúncia.

Em conversas com dirigentes dessas siglas, o presidente já ofereceu cargos que ora são ocupados pelo PSDB, em troca de votos no sentido de a derrubada da denúncia.

Colaborou LUIZA FRANCO, de Brasília

Governo ora fala em votar denúncia só em setembro – 15/07/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1901463-governo-ora-fala-em-votar-denuncia-so-em-setembro.shtml