‘Jamais negociaremos sob pressão, ou advertência’

Cuba se nega a negociar com os Estados Unidos “sob pressão, ou advertência” – afirmou seu chanceler, sombrio Rodríguez, nesta segunda-feira (19), em Viena, em resposta à mudança de política com destino a a ilha anunciada por Donald Trump.

“Como estabelece a Constituição da República de Cuba, jamais negociaremos sob pressão, ou advertência”, disse Rodríguez em entrevista coletiva, ressaltando que seu país identicamente não “realizará concessões inerentes à sua soberania e independência”.

Trump anulou alguns aspectos da histórica ádito ambilateral anunciada no final de 2014, a qual levou Washington e Havana a retomarem seus laços diplomáticos em 2015, após meio século de ruptura.

Classificando o regime de Raúl Castro de “atroz”, em discurso feito na presença de anticastristas na sexta-feira (16) em Miami, Trump anunciou sua nova política em relação à ilha. O republicano endurece o embargo vigente desde 1962, limita as viagens de americanos e proíbe negócios com empresas administradas por militares cubanos.

“Não será um decreto presidencial dos Estados Unidos que conseguirá dobrar o rumo soberano de Cuba, como não conseguiram fazê-lo em mais de 50 anos(…) Hoje vão nos pairar com o que que já não nos ameaçaram precedentemente e fracassaram?”, insistiu Rodríguez, chamando de “grotesco espetáculo” o palco no qual Trump fez seu advertência.

As medidas “afetarão as relações do governo dos Estados Unidos com a América Latina e o Caribe e vão escalavrar gravemente a credibilidade de sua Política Externa”, completou o chanceler.

– Medidas ‘insustentáveis’

Rodríguez destacou que as medidas de Trump “são diametralmente insustentáveis”, porque, “na época em que estamos vivendo, o obstrução é uma peça da Guerra Fria”.

“Não há dúvida de que a História, a época obrigará um governo dos Estados Unidos a suspender o obstrução e a normalizar as relações com Cuba, e nós teremos toda a paciência, a resistência, a decisão (…) com destino a esperar que esse momento chegue”, manifestou.

Ele destacou que as medidas de Trump provocarão “danos e sofrimentos” ao povo cubano, “danos econômicos” às empresas da ilha e ao nascente setor privado que floresce na esteira da reforma econômica, mas que a decisão “não cumprirá os objetivos proclamados”.

ainda deste modo, ressaltou o adjunto, “restringirão as liberdades dos cidadãos americanos” e reduzirão as oportunidades de participação de suas empresas na economia da ilha.

“Cuba rejeita energicamente as novas medidas que endurecem o obstrução (embargo), o que denunciaremos na próxima corporação Geral da ONU, porque é injusto, desumano, genocida, extraterritorial e violatório da soberania de todos os Estados”, afirmou.

“O governo dos Estados Unidos não tem importância moral. Não pode conferir lições sobre direitos humanos e democracia”, apontou Rodríguez.

Em relação aos fugitivos da Justiça norte-americana, o adjunto disse que “Cuba concedeu alfama político, ou refúgio, a lutadores pelos direitos civis dos Estados Unidos. Essas pessoas não serão enviadas aos Estados Unidos, que carece de sustentáculo legal, política e moral com destino a exigi-los”.

Ele acrescentou que 12 cidadãos norte-americanos que cometeram delitos em Cuba e acabaram condenados à prisão foram enviados aos Estados Unidos “por decisão unilateral e em obra de jibóia vontade do governo cubano”.

Rodríguez destacou que, durante toda sua campanha eleitoral, Trump disse que “apoiava a mudança de política em relação a Cuba, mas que ele buscaria um melhor sabedoria, um melhor negócio com destino a o nosso país”.

“Um melhor negócio significaria suspender o obstrução, devolver o território da sustentáculo naval de Guantánamo, cascar o conceito de compensações mútuas que beneficiariam muito os proprietários americanos certificados pelas nacionalizações da década de 1960”, acrescentou.

‘Jamais negociaremos sob pressão, ou advertência’

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/cuba-aos-eua-jamais-negociaremos-press%C3%A3o-amea%C3%A7a-203643139.html