Joesley e Saud ficam calados ao depor à PF sobre menções a ministros do STF – Notícias

Atendendo à determinação da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o empresário e sócio do grupo JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud prestaram depoimento na tarde desta quinta-feira (15) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ambos estão presos temporariamente desde segunda-feira (11).

De conformidade com o protetor de ambos, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, tanto Joesley como Saud se mantiveram calados durante o depoimento.

“Eles não têm como palrar porque não sabem sequer juridicamente o que são, se são colaboradores –obrigados a palrar a verdade e entregar toda a documentação–, ou se seriam investigados, que podem obrar inclusive com o direito de não se autoincriminar”, afirmou Kakay.

Quando o áudio com uma conversa de mais de quatro horas entre os dois foi divulgado, na última terça (5), Cármen Lúcia afirmou que os executivos agrediram “de maneira inédita” a “dignidade institucional” do STF e “a honorabilidade de seus integrantes”.

O diálogo traz menções a ministros do Supremo como a própria presidente, acolá de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Na gravação, Saud identicamente diz a Joesley que o ex-adjutor da Justiça José Eduardo Cardozo teria afirmado que tem cinco ministros do STF nas mãos. Cardozo nega.

A ministra enviou ofícios à PF e à PGR (Procuradoria-Geral da República) exigindo investigação imediata sobre as citações feitas a ministros do STF “a fim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes”. O depoimento de hoje é parte dessa investigação.

Nos depoimentos que prestaram no último dia 7 à PGR, Joesley e Saud disseram que as referências que fizeram aos magistrados eram “farofa” em uma “conversa de bêbados”, e que não tinham conhecimento de nenhuma irregularidade que poderia comprometer qualquer adjutor do STF.

O áudio veio à tona no último dia 4, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou a abertura de investigação em direção a esmerar a omissão de informações no conformidade de colaboração premiada firmado por três dos sete delatores da JBS logo a pechincha de novas gravações.

acolá de Joesley e Saud, identicamente foi gravado no áudio o protetor do grupo, Francisco de Assis. A conversa entre os três levantou a suspeita de que o ex-procurador Marcello Miller possa gozar atuado de forma irregular na negociação da delação do grupo.

Posteriormente, Miller deixou o cargo de procurador e passou a influir como protetor num escritório que atuou na negociação do conformidade de leniência da JBS, espécie de delação premiada feita pela empresa.

A investigação pode levar à revisão dos benefícios concedidos aos delatores, mas segundo a Procuradoria não impediria o uso das provas apresentadas nas investigações.

De conformidade com reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a PGR decidiu revogar nesta quinta a imunidade penal dos delatores da JBS e denunciar Joesley junto com o presidente Michel Temer (PMDB) e outros membros do que foi classificado como “organização criminosa” do PMDB na Câmara dos Deputados.

A delação dos empresários foi fundamental em direção a a abertura de inquérito contra Temer, por suspeitas de corrupção passiva e obstrução de Justiça. O presidente foi denunciado por corrupção, mas a Câmara dos Deputados barrou o prosseguimento do processo. O presidente nega o envolvimento em qualquer crime.

A expectativa é que uma segunda denúncia contra Temer seja oferecida por Janot ao STF inclusive então hoje, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

Prisão temporária

A prisão dos delatores foi pedida por Janot na última sexta-feira (8). No dia seguinte, o adjutor do STF Edson Fachin acolheu a medida cautelar, que “vence” nesta sexta (15) e pode ser prorrogada por mais cinco dias. O procurador-geral identicamente havia pedido a prisão de Marcello Miller, mas esta foi negada por Fachin.

em direção a o adjutor, há “indícios suficientes” de que Joesley e Ricardo violaram o conformidade de colaboração premiada ao omitir a participação de Miller no processo de delação.

Fachin afirmou inclusive então que há indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”. No domingo (10), a dupla se entregou na sede da PF em São Paulo, sendo transferida no dia seguinte em direção a Brasília.

Segundo a PF, eles estão em celas separadas, de nove metros quadrados cada. Os locais são chamados celas de passagem, usadas de maneira provisória em direção a refugiar presos. Cada uma delas conta com uma cama de cimento com um colchão e um cano com infusão fria. Não há televisão. inclusive então de conformidade com a PF, as celas são coladas, mas com comunicação restrita.

Joesley e Saud ficam calados ao depor à PF sobre menções a ministros do STF – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/14/joesley-e-saud-ficam-calados-ao-depor-a-pf-sobre-mencoes-a-ministros-do-stf.htm