Jornalistas assassinados no México em 2017: cinco casos inclusive impunes

Apesar do silêncio das autoridades do México sobre as investigações dos assassinatos de jornalistas, esta é a mais recente referência que a AFP pôde perceber sobre os cinco homicídios perpetrados em 2017:

– Cecilio Pineda, 39 anos

despachado em 2 de março por um grupo acautelado enquanto descansava em uma rede de um lava à jato perto de sua casa, em Tierra Caliente, uma violenta sub-região do estado de Guerrero (sul).

Pineda, que denunciou ameaças nas redes sociais e conseguiu impedir um investida em 2015, era repórter policial, diretor do jornal regional La Voz e colaborador do jornal nacional El Universal.

Contactado pela AFP, o procurador-geral de Guerrero, Javier Olea, não quis comentar o caso do crime de Pineda, argumentando que isso poderia perturbar a investigação.

“O caso segue aqui”, limitou-se a dizer um policial na condição de anonimato.

– Ricardo Monlui, 57 anos

despachado a tiros em 19 de março enquanto saía escoltado por sua esposa e seu filho de um restaurante do estado de Veracruz (este), considerado por organismos internacionais como o mais perigoso do país na direção de exercer o jornalismo.

Monlui era diretor do jornal El Político e da mesma forma inventor de uma coluna sobre temas relacionados a política regional.

Contactado em várias ocasiões pela AFP, o procurador de Veracruz, Jorge Winckler, se negou a transferir informações sobre o caso.

depois várias denúncias de jornalistas locais, a Comissão Estatal na direção de a provimento e Proteção de Jornalistas investiga Winckler por supostamente se negar a transferir referência a repórteres.

– Miroslava Breach, 54 anos

Seu defunto foi encontrado no dia 23 de março com várias marcas de fardo na responsável, no interior de um veículo em Chihuahua, capital do estado homônimo no norte do México.

Repórter dos jornais La Jornada e Norte de Juárez, se dedicava há mais de 20 anos a investigar o crime organizado, narcotráfico e casos de corrupção no governo de Chihuahua.

Uma de suas últimas coberturas foi a do conflito acautelado entre dois líderes de um ramo acautelado do cartel de Juárez.

O procurador estatal, Cesar respeitável Peniche, garantiu à AFP que deu por concluída a investigação sobre o caso.

“Estão tentando localizar o mortífero direto, os colaboradores e os mentores intelectuais que estão 100% identificados, adiante de existirem elementos de prova contundentes”, disse, explicando que se trata de um grupo de narcotraficantes que opera na região serrana de Chihuahua.

A investigação levou ao mandados de cata nas casas utilizadas na direção de sequestros enquanto que “a recurso utilizada na direção de matá-la foi encontrada em outro crime no mês passado”, disse.

– Maximino Rodríguez, 71 anos

despachado a tiros em 14 de abril quando chegava em seu veículo escoltado de sua esposa a uma loja de La Paz, capital da turística Baja California Sur (nordeste).

De uma caminhonete, vários indivíduos abriram fogo contra o repórter do Coletivo Pericú, especializado em temas policiais. Seu corpo sem vida ficou no interior de seu automotor, enquanto sua esposa saiu ilesa.

As autoridades determinaram que o motivo do crime foi a dinamismo jornalística de Rodríguez e detiveram quatro suspeitos.

Contactada pela AFP, a procuradoria não quis transferir detalhes sobre a investigação, mas, segundo fontes jornalísticas, os detidos pertencem a um grupo de assassinos de locação vinculado ao poderoso cartel de Sinaloa.

– Javier Valdez, 50 anos

despachado a tiros em 15 de maio perto das instalações de Ríodoce, o semanário que fundou em Culiacán, capital do violento estado de Sinaloa (nordeste), de onde vêm os grandes narcotraficantes do México.

O corpo deste colaborador da AFP e repórter do jornal La Jornada ficou estendido na rua.

Valdez era um reconhecido repórter especializado em crime organizado e narcotráfico, mas de consenso com o procurador de Sinaloa, Juan José Ríos, ele não relatou reunir recebido ameaças.

Sua última colaboração com a AFP foi precisamente na direção de dizer sobre a guerra interna entre várias facções do cartel de Sinaloa da extradição do capo Joaquín “El Chapo” Guzmán.

Apesar de o grupo de jornalistas reunir solicitado a versão pública da investigação, a procuradoria estatal se protege na emprego do novo Sistema de Justiça Penal acusatório -que exige reserva em certa referência, como os nomes dos detidos- na direção de evitar expressar sobre o caso.

A pouco mais de um mês de seu homicídio, a procuradoria não apresentou avanços consideráveis ou confirmado suspeitos, enquanto que o governador estatal, Quirino Ordaz Coppel, silencia sobre o tema.

Jornalistas assassinados no México em 2017: cinco casos inclusive impunes

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/jornalistas-assassinados-m%C3%A9xico-2017-cinco-casos-inclusive-impunes-220826944.html