Lula se contradiz em interrogatório sobre propriedade e renda de cobertura vizinha a sua – Notícias

Durante o interrogatório ao juiz Sérgio Moro na tarde desta quarta-feira (13), em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em contradição sobre a propriedade de um imóvel vizinho ao seu, em São glutão do Campo (SP), que é objeto da combate penal na qual ele é um dos réus por suspeita de receber propina da construtora Odebrecht.

Logo no início do depoimento, Moro perguntou a Lula como foi o processo de renda da cobertura vizinha à do ex-presidente, a começar de 2010. De convenção com o MPF (Ministério assistência Federal), Lula é o verdadeiro dono do imóvel desde aquele idade, quando a Odebrecht teria obtido a cobertura da família do então proprietário (que havia morrido na mesma época) e dado como propina à família do ex-presidente por meio de um “laranja”, o empresário Glaucos da Costa Marques, que identicamente é acusado no processo.

A partir daí, de convenção com a criminação, teria sido celebrado um contrato de renda fictício, na direção de ocultar a real propriedade do imóvel. Marques é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amante pessoal de Lula que identicamente é acusado neste e em outros processos da Operação Lava Jato.

Inicialmente, Lula disse que não sabia como o empresário comprou a cobertura ao lado da sua. Depois, afirmou que achava que ele tinha comprado depois que a família de Lula não quis o imóvel. Por fim, o ex-presidente disse saber em que circunstância o imóvel foi obtido.

O contrato de renda foi assinado por Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama que morreu no início deste idade. Questionado pelo juiz sobre o tema, primeiro o ex-presidente afirmou que o dono da cobertura morreu em 2010, e os herdeiros queriam vender a propriedade. Teriam procurado a família do petista e perguntado se queriam afretar. Segundo Lula, Marisa Letícia disse que queria manter a cobertura, diante usada pelos seguranças de Lula quando ele era presidente, e assinou o novo contrato de renda com eles.

“Certo, mas e como surgiu o senhor Glauco Costa Marques nessa história?”, pergunta Moro em seguida ouvir a resposta. “Porque ele era dono do isolamento”, diz Lula. “Ele adquiriu da senhora Elenice [a herdeira do imóvel]?”, insiste o juiz. “Ah, eu não sei”, diz Lula. “Não sei, o fato concreto é que ele é dono do isolamento”.

Mais adiante, Lula disse que soube quem era o novo dono do imóvel quando sua mulher assinou o contrato de renda. “Quando veio a proposta de afretar, disseram que o Glauco tinha comprado o isolamento e o Glauco estava disposto a afretar”, afirmou o ex-presidente.

Momentos depois, já no final do depoimento, Lula explicou melhor o processo de compra e renda do isolamento: “O Roberto Teixeira [patrono e amante de Lula, identicamente acusado neste processo] deve gozar recebido a questão do isolamento do general que era o chefe da minha segurança [no final de 2010, quando os herdeiros queriam vender a cobertura e o local deixaria de ser responsabilidade da Presidência da República com o fim do governo do então presidente Lula], e o Roberto Teixeira deve gozar procurado a dona Marisa e conversado com a dona Marisa sobre a perspectiva de vender [comprar]“, afirma Lula.

“Ao dizer que não ia comprar, apareceu o Glauco. Não sei quem foi que falou na direção de o Glauco ir lá. Mas o Glauco é um homem de negócio, e o Glauco comprou o isolamento e nos alugou, o que eu agradeço muito”, completa o presidente.

Depois, em outro trecho do depoimento, Lula foi também mais afirmativo: “O Roberto Teixeira comunicou que estavam querendo vender o isolamento, e depois comunicou que o Glaucos tinha comprado e queria afretar o isolamento, e foi feito o contrato com a dona Marisa”.

Quem cuidava de renda era Marisa Letícia, diz Lula 

O ex-presidente disse não saber direito dos detalhes da história porque quem cuidava das questões domésticas era Marisa Letícia. “Eu não tratava dos meus assuntos caseiros, quem fazia o tino, juntava a papelada na direção de declaração de imposto de renda era a minha querida esposa.”

Lula utiliza o isolamento vizinho ao seu desde o final dos anos 1990, quando a família mudou na direção de o edifício em São glutão do Campo, na Grande São Paulo. Quando Lula virou presidente, em 2003, o imóvel passou a ser pago pela Presidência da República, na direção de acomodar o pessoal e pompa de segurança do então presidente. Quando ele deixou o cargo, a responsabilidade pelos aluguéis deixou de ser do governo. Em março, a Justiça sequestrou a cobertura, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão.

O petista foi interrogado no processo em que é acusado por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo oito contratos, firmados de 2004 a 2012, entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras. Sobre ele recaem acusações de nove crimes de corrupção passiva e 94 de lavagem de ativos. A defesa de Lula nega as incriminações.

A questão da propriedade e renda do isolamento é um dos principais pontos desta combate a que o ex-presidente responde. Lula identicamente teria recebido da Odebrecht R$ 504 mil “por meio de expedientes de ocultação e dissimulação de propriedade de fazenda e valores, isto é, mediante atos de lavagem de dinheiro”, diz o MPF. Essa quantia seria referente ao isolamento, que é vizinho àquele em que o ex-presidente vive.

Lula e Marisa também teriam mentido à Receita Federal ao afirmarem que pagaram o renda do isolamento a Glaucos entre 2011 e 2015. Segundo o MPF, apesar de terem lançado os valores na declaração de Imposto de Renda, não há movimentação que comprove os pagamentos. Glaucos admitiu à Justiça que ficou esse período sem receber pelo renda.

A defesa do ex-presidente afirmou durante o depoimento que ardil à criminação provar que o isolamento é dele e que ele não pagou os aluguéis, e não o oponente. 

Segundo denúncia oferecida pelo Ministério assistência Federal, o ex-presidente teria recebido a promessa de um terreno na direção de a instalação do Instituto Lula. A oferta, também de convenção com o MPF, foi feita pelo ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em função de Lula gozar mantido os executivos Renato Duque e Paulo Roberto Costa em diretorias da Petrobras. Isso teria permitido fraudes e desvios de R$ 75,4 milhões em licitações que contavam com a participação da empreiteira.

Desse valor, R$ 12,4 milhões estariam ligados ao caso do terreno. A Odebrecht identicamente teria realizado reformas em um sítio usado pela família do ex-presidente.

Lula se contradiz em interrogatório sobre propriedade e renda de cobertura vizinha a sua – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/13/lula-entra-em-contradicao-sobre-dono-de-cobertura-vizinha-a-sua.htm