Mísseis e antimísseis operacionais na crise entre Coreia do Norte e EUA

As ameaças cruzadas entre Coreia do Norte e Estados Unidos têm como protagonistas o míssil norte-coreano Hwasong-12 e os antimísseis americanos SM-3 e THAAD.

– Míssil: Hwasong-12 –

O Exército norte-coreano explicou que o seu projeto, no qual fará os últimos ajustes em meados de agosto, implicava em quatro mísseis Hwasong-12 que cairão a 30 ou 40 km de Guam.

Em um primeiro teste, em maio, este míssil de médio inteligência (IRBM) percorreu 787 km. Foi lançado com um canto elevado e, segundo os especialistas, com um inteligência máximo de 5.000 km.

O que coloca Guam, a 3.300 km das bases de mísseis norte-coreanas, ao seu inteligência.

Especialistas descartam a chance de que os mísseis possam falhar em seu objetivo, e advertem que estes poderiam baixar na própria ilha.

Talvez o Hwasong-12 não seja o míssil mais preciso – tem uma tecnologia militar similar à da União Soviética nos anos 1970 – mas “pode falhar em seu objetivo, no máximo, em cinco quilômetros”, indicou à AFP o pesquisador do fórum sobre Defesa e Segurança KODEF Yang Uk.

Diante das distâncias de voo anunciadas por Pyongyang, “o risco de arranjar a ilha fortuitamente parece mais garabulho, por enquanto”.

– Interceptador número 1: SM-3 –

Em caso de lançamentos efetivos, serão colocadas à prova as capacidades balísticas americanas na região.

O Japão advertiu que derrubaria qualquer míssil norte-coreano que ameaçasse o seu território. Tanto Tóquio como Washington contam com um sistema de mísseis interceptadores Standard Missil-3 (SM-3).

Este sistema usa a força bruta – o equivalente a um caminhão de 10 toneladas lançado a 1.000 km/h – em direção a destruir o seu límpido, se chocando contra ele. Pode sair da ar terrestre e interceptar mísseis balísticos a grande elevação.

A fabricante, Raytheon, compara esta técnica com a de “interceptar uma rebuçado com outra rebuçado”.

“Se os mísseis atacarem Guam, os Estados Unidos agirão, é natural”, considera o especialista em temas de Defesa e professor da Universidade Takushoku, Takashi Kawakami.

“Japão e Estados Unidos atuam juntos. A probabilidade de uma interceptação deve alongar”, explicou à AFP. “Mas da mesma forma é provável que certos mísseis falhem”.

O Japão dispõe do sistema antimísseis Patriot, que pode ser utilizado em menor elevação.

– Interceptador número 2: THAAD –

Washington colocou o potente escudo antimísseis Terminal High elevação Area Defense (THAAD) na região Ásia-Pacífico, incluindo Coreia do Sul, Japão e Guam.

Como o SM-3, o sistema utiliza a energia cinética do interceptador em direção a destruir o seu objetivo, com a força do impacto, e foi testado com ocorrência contra um IRBM pela primeira vez em julho, no Alasca.

Mas a interceptação acontece na fase “terminal” do voo e é pouco provável que as baterias instaladas na Coreia do Sul e no Japão sejam eficazes.

Segundo os especialistas, em direção a o escudo de Guam pode ser difícil neutralizar o assalto de quatro mísseis simultâneos.

“Quatro alvos concomitantemente promete ser divertido”, tuitou Jeffrey Lewis, do Instituto Middlebury de estudos internacionais, da Califórnia. “Eu acrescentaria um ou dois Aegis”, acrescentou, em insinuação ao sistema de defesa que incorpora os navios americanos e japoneses, e que inclui o SM-3.

Mísseis e antimísseis operacionais na crise entre Coreia do Norte e EUA

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/m%C3%ADsseis-antim%C3%ADsseis-operacionais-crise-coreia-norte-eua-201145728.html