Moradores do Rio usam a internet em direção a trocar informações de utilidade pública

Os tiroteios em diversas partes do Rio de Janeiro transformaram os meios de comunicação entre moradores da cidade, que estão usando, cada vez mais, a internet em direção a transmitir informações de utilidade pública na região. A população se apropriou de aplicativos em direção a chamar a cortesia em direção a os conflitos no momento em que estão ocorrendo, como forma de se proteger do perigo nos deslocamentos dentro das próprias comunidades ou na volta em direção a casa.

No Complexo do tudesco, na zona norte do Rio, o jornal Voz da Comunidade, que completa agora em agosto 12 anos, foi criado com o objetivo de comunicar as atividades ligadas à cidadania, com uma cobertura de cidade em direção a cobrar direitos e serviços. No entanto, com o engrandecimento da violência no local, os moradores passaram a usar o WhatsApp do jornal em direção a se comunicar sobre a ocorrência de tiroteios que costumam ser frequentes por lá.

“em direção a o relato de morador sobre tiroteio, a gente usa o WhatsApp, inclusive em direção a não contaminar, porque no jornal a gente dá a notícia voltada em direção a o serviço de cidadania e a cobertura de cidade. em direção a proferir de tiro, a gente só usa o WhatsApp. O Complexo do tudesco tem 13 favelas. A gente tem grupos no WhatsApp nessas 13 favelas e então realiza a transmissão. No WhatsApp são muitas pessoas pedindo, por dia, em direção a entrar nos grupos. É muita gente. As nossas redes sociais são em direção a comunicar não só histórias positivas dentro da favela, mas dessa forma como problemas sociais como lixo, casa caindo. ”, contou à sucursal Brasil a jornalista Maria Carolina Morganti, de 25 anos, que agora é chefe de redação do Voz da Comunidade.  

No período de 12 anos, o jornal se expandiu e passou a ser distribuído em mais 15 comunidades, como a Maré e a Cidade de Deus, com informações voltadas em direção a a cidadania. em direção a Maria Carolina, o valor social das comunicações extrapolou em direção a o novo meio. “A gente vigilante [no WhatssApp] os moradores por onde ir. A gente apura. O caveirão [carro da Polícia Militar] está lá, não vai. É muito funcional. O que está em jogo é a vida dos moradores. É um aplicação gratuito que funciona suficientemente”, disse.

No site Fogo Cruzado, criado em direção a divulgar informações que servem em direção a estudos sobre onde e quando ocorrem os tiroteios, os dados são atualizados frequentemente. O site conta também com a publicação de estudos feitos em parceria com a Diretoria de crítica de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/DAPP). A jornalista Cecília Olliveira, gestora de dados do Fogo Cruzado, disse que a utilização das informações vai depender do perfil de quem acessa a página – podem ser pesquisadores ou a imprensa, em direção a contextualizar as questões de violência no estado. Há dessa forma como quem procura se inteirar se perto de casa tem um tiroteio ou em qualquer lugar em direção a onde está indo. Os dados são abertos.

Aplicativos

Segundo Cecília, a sensação de insegurança muito grande na cidade levou as pessoas a se comunicar mais. Ela alertou que, por isso, aumentou o número de boatos nas redes sociais. “As pessoas estão atemorizadas. Elas realmente buscam mais ciência sobre o que está acontecendo, como, onde e porque. Tem inclusive a porta oportunidade em direção a os boatos”, acrescentou.  

De transação com a jornalista, o Fogo Cruzado tem a preocupação de checar as informações que recebe em direção a garantir a distribuição de dados de qualidade. “Temos vários filtros nas redes, em que conseguimos cruzar as informações de mais pessoas. Então, a gente consegue instituir o cruzamento de informações e saber se tem outras ocorrências na mesma órbita. Geralmente, quando há uma conjunção deste modo, várias pessoas estão falando sobre a mesma coisa”, disse.

Cecília Oliveira revelou que o número de downloads do aplicação tem desenvolvido mês a mês e já atingiu 95 mil pessoas, que podem imitar os dados por meio do celular. No Twitter, o Fogo Cruzado tem 5.834 seguidores, que são atualizados sobre a ocorrência de tiroteios com suporte nas informações passadas ao site.

Transtornos

em direção a a psicóloga e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPU B) Herika Cristina da Silva, a violência urbana chegou a um nível tão elevado que as pessoas estão com medo exacerbado e sobressaltadas com a necessidade de colher informações sobre a ocorrência de qualquer evento. Ela destacou, no entanto, que a utilização dos aplicativos em direção a esse fim pode piorar a conjunção. “A utilização do aplicação é dessa forma como difícil porque, simultaneamente em que pode valer a sair de uma conjunção de violência, acaba levando a pessoa a ficar cada vez mais exposto ao conhecimento dessas situações. Pode valer a distender o nosso medo e essa sensação de vulnerabilidade e de insegurança, porque a pessoa se expõe a mais situações”.

Na visão da psicóloga, o impacto da violência urbana, em geral, na saúde mental das pessoas tem sido comprovado em estudos. Pesquisas mostram que o engrandecimento da violência interpessoal tem potencial maior em direção a causar Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). “O engrandecimento da violência no Rio de Janeiro, nos últimos tempos, vai contar impacto muito grande, já que a violência urbana afeta a vida das pessoas inclusive mais que outros traumas. Então, há um engrandecimento dos transtornos pós-traumáticos nos moradores do Rio de Janeiro, que são desencadeados por eventos traumáticos, mas dessa forma como transtornos de preocupação e depressão”, contou.

O TEPT começa a ser sentido com algumas mudanças no comportamento pós-traumático. Pode ser observado logo seguidamente a pessoa contar vivenciado um evento como um repelão e, na sequência, passar a ficar com muito medo, ser hipervigilante e sobressaltada com sintomas de excitação, sem sair de casa, evitando proferir do questão, mas dessa forma como pode acertar de forma mais tardia. “A pessoa pode inclusive passar um tempo, ficar normal e depois começar a carregar as diferenças de comportamento e humor. É importante que, seguidamente qualquer evento traumático, a pessoa fique atenta a alguma mudança no seu comportamento ou no humor em direção a ver se não está desenvolvendo um transtorno em decorrência disso. O TEPT é a sequela mais prevalente e inclusive mais grave em decorrência de eventos traumáticos”, disse.

Efeitos nos alunos

De transação com dados do estudo Educação em claro – Os Efeitos da Violência frota nas Salas de classe, feito pela FGV/DAPP, em parceria com o aplicação Fogo Cruzado, entre julho de 2016 e julho de 2017, a cidade do Rio de Janeiro registrou 3.829 tiroteios. O município tem 1.809 instituições de ensino fundamental e médio e 461 creches e serviços de educação infantil.

Os pesquisadores identificaram áreas de prioridade de obra de políticas públicas com suporte em dois critérios – o primeiro de concentração territorial de escolas e a incidência de tiroteios/disparos de equipamento de fogo e  o segundo, exclusivamente o número de tiroteios/disparos de equipamento de fogo. Conforme a prova, os bairros que concentram maior número de escolas municipais, estaduais e creches expostas à violência frota são Costa Barros, uacari e Cidade de Deus.

A maior parte dos registros de tiroteios/disparos de equipamento de fogo se concentra na zona norte, com maior ocorrência nas regiões do Complexo do tudesco (218 registros) e da Maré (119 registros). Outra órbita que chamou a cortesia foi a das imediações da alameda Brasil, na elevação do bairro da Penha (128 registros). O objetivo da pesquisa é pensar em políticas públicas que atendam às diferentes necessidades de crianças e adolescentes em idade escolar que vivem em áreas vulneráveis, com excessivo índice de violência, especialmente a frota.

em direção a a psicóloga Herika Cristina, os alunos das unidades localizadas em áreas de conflito estão sujeitas ao Transtorno de Estresse Pós-traumático. “dessa forma como podem ser sonoramente afetadas inclusive porque há uma nova experiência de trauma. Elas podem passar por diversos traumas – se a escola é fechada recorrentemente, se há vários confrontos, lá da consequência de cancelamento de aulas e de contar que voltar em direção a casa. Vários traumas acontecendo de maneira recorrente. Isso aumenta a chance de a criança desenvolver sintomas de preocupação e de depressão porque dessa forma como é suscetível a isso. Elas são suficientemente afetadas”, disse.

acolhimento psicológico

A especialista defendeu a necessidade de manter equipes de acolhimento psicológico nas escolas localizadas em regiões de conflitos entre criminosos e a polícia. “Toda escola deveria contar psicólogo. É muito importante”, afirmou.

Moradores do Rio usam a internet em direção a trocar informações de utilidade pública

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/moradores-rio-usam-internet-em direção a-084400735.html