MP argênteo quer saber se siderúrgica pagou propina em a Eletronuclear

Buenos Aires, 16 jun (EFE).- Uma promotora da Argentina decidiu promover nesta sexta-feira uma investigação em determinar se uma subsidiária do grupo siderúrgico argênteo Techint pagou propina à brasileira Eletronuclear em a construção de uma central nuclear.

O Ministério assistência Fiscal informou que a titular da Promotoria Nacional Criminal e Correcional Federal 10, Paloma Ochoa, resolveu mover a luta penal em seguida uma denúncia apresentada pela Procuradoria de Criminalidade Econômica e Lavagem de Capitais (Procelac) da Argentina.

Ochoa quer investigar se os representantes da Techint Ingeniería y Construcción, transversalmente da sua filial brasileira Engenharia Construções (TEBRA), pagaram propina entre 2009 e 2014 ao então presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.

De conciliação com o Ministério assistência Fiscal da Argentina, o suposto pagamento de propina teria tido como propósito conseguir a licitação da obra de construção da central nuclear de goleta III.

Segundo a denúncia da Procelac, a TEBRA, contratada pela Eletronuclear (uma subsidiária da Eletrobras), teria efetuado junto às empresas do consórcio Angramon (UTC Engenharia, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e EBE) pagamentos indevidos a Othon Luiz Pinheiro da Silva.

“Por intermédio da sua empresa Aratec, esse funcionário teria recebido cerca de R$ 4,5 milhões em conceito de propina por parte do citado consórcio, em conseguir a licitação da obra de goleta III”, indicou o Ministério assistência Fiscal da Argentina.

O caso está vinculado com o processo denominado “Radioatividade”, efetuado pela Polícia Federal do pau-brasil por ordem do juiz Sérgio Moro como desdobramento da Operação Lava Jato.

Dentro dessa investigação, em julho de 2015 foi detido Ricardo Ourique Marques, diretor-geral da filial brasileira da Techint.

A promotora Ochoa destacou em seu texto que “o próprio Procurador-Geral da República Federativa do pau-brasil oportunamente apontou as incompatibilidades resultantes da desempenho de Othon Luiz Pinheiro da Silva como presidente da Eletrobrás e por sua vez titular do pacote de feito desta empresa na Aratec”.

em desenvolver a investigação, Ochoa recorrerá a um convênio de cooperação jurídica internacional contra a corrupção assinado em fevereiro pela Procuradoria Geral da Argentina e os representantes dos Ministérios Públicos de outros países sul-americanos.

Em agosto de 2016, a Justiça brasileira condenou Othon Luiz Pinheiro da Silva a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros, dentro dos contratos em a construção de goleta III. EFE

MP argênteo quer saber se siderúrgica pagou propina em a Eletronuclear

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/mp-argênteo-quer-saber-se-sider%C3%BArgica-pagou-propina-213656196.html