MPF diz que Funaro relatou malas de dinheiro a Geddel; Justiça nega novo pedido de prisão

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério assistência Federal (MPF) de Brasília disse que o doleiro Lucio Funaro relatou em depoimento que fazia viagens com frequência a entregar malas e sacolas de dinheiro a Geddel, mas a Justiça Federal de Brasília negou um novo pedido do Ministério assistência Federal a que o ex-assessor retornasse à prisão.

No novo pedido, os procuradores apresentaram do mesmo modo outros elementos ligados a depoimentos de Funaro, como por exemplo relatos de que o ex-assessor praticou o crime de exploração de prestígio ao supostamente fruir exercido influência criminosa sobre o Poder Judiciário.

“Que o declarante (Funaro) fez várias viagens em seu aeroplano ou em voos fretados, a entregar malas de dinheiro a Geddel Vieira Lima”, afirma trecho do depoimento do doleiro transcrito na petição do MPF.

Em outro trecho do depoimento de Funaro, o doleiro afirma que orientou sua mulher, Raquel Pitta, a continuar a prover as ligações de Geddel, geralmente feitas seguidamente ela visitar o marido na xilindró e a sondar se Funaro poderia delatar, por temores de retaliações à sua família.

“Que embora possuísse uma simpatia com Geddel Vieira Lima, e não houvesse manifestações expressas de uso de violência por parte dele ou de outra pessoa, essas ligações insistentes por parte de Geddel, provocava no declarante um sentimento de receio sobre qualquer tipo de retaliação caso viesse a conceber qualquer concordância de colaboração premiada, tendo em vista que Geddel era membro do primeiro escalão do governo e amante íntimo do presidente Michel Temer”, afirma um trecho do depoimento.

Geddel foi assessor-chefe da Secretaria de Governo de Temer e deixou o governo em novembro do idade passado, depois de ser denunciado por Marcelo Calero, que acabara de deixar o comando do Ministério da Cultura, de exercer pressão a a liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador em que tinha um isolamento.

Geddel chegou a ser preso no início deste mês denunciado de tentar impedir que Funaro fizesse um concordância de delação premiado, mas deixou a prisão nesta semana por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) fruir convertido a detenção dele em domiciliar.

“desse jeito, com os novos depoimentos, permite-se concluir que Geddel Vieira Lima e a organização criminosa da qual realiza parte têm ganho explícito e evidente no silêncio de Lucio Bolonha Funaro, silêncio esse que, caso mantido, dificultaria a responsabilização criminal de Geddel e seu grupo”, afirma o MPF na petição.

Entretanto, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, argumentou que prover o pedido do MPF e prender novamente Geddel afrontaria a decisão do TRF-1.

“Os fatos apresentados pelo Ministério assistência não são novos e, sim, fazem parte do contexto que levou à concessão do habeas corpus em favor de Geddel Quadros Vieira Lima. diante de o exposto, por enquanto, indefiro o novo pedido de prisão preventiva”, escreveu o juiz.

Vallisney, no entanto, pediu que Geddel, Funaro e a mulher do doleiro prestem novo depoimento a esclarecer os fatos usados pelo MPF a conceber o novo pedido de prisão do ex-assessor.

(Reportagem de Ricardo Brito e Eduardo Simões)

MPF diz que Funaro relatou malas de dinheiro a Geddel; Justiça nega novo pedido de prisão

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/mpf-diz-que-funaro-relatou-malas-dinheiro-geddel-000608007.html