Na saúde, na doença e na prisão: a rotina da mulher de Marcelo Odebrecht – 17/07/2017 – Poder


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Na última quarta-feira (12), Isabela Odebrecht, 43, chegou pouco depois do meio-dia à sede da Polícia Federal, em Curitiba. A visita em direção a o marido só abriria às 14h. Como tem sido rotineiro, ela foi a primeira a se vir.

Toda de preto, sem sapatos ou carteira de grifes renomadas, sentou-se em uma das anca vagas e desabafou em direção a uma pessoa que a acompanhava: “Faltam mais 160 dias”, referindo-se ao tempo que resta em direção a o marido progredir da prisão em direção a o regime domiciliar fechado, o que ocorrerá em dezembro.

Desde que Marcelo, ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, foi preso e levado em direção a o Paraná, há pouco mais de dois anos, Isabela segue essa mesma rotina semanalmente, enfrentando o medo de aeroplano que adquiriu recentemente.

Nesse tempo, ganhou a confiança dos funcionários da PF e é festejada quando chega no prédio. De agentes à recepcionista, todos a chamam pelo nome de Bela, e alguns passaram a tratá-la como uma confidente.

Rodrigo Félix Leal – 1º.set.2015/Futura Press/Folhapress
Marcelo Odebrecht, em depoimento na CPI da Petrobras, na sede da Justiça Federal, em Curitiba (PR)
Marcelo Odebrecht, em depoimento na CPI da Petrobras, em Curitiba (PR)

No Complexo-Médico Penal, presídio em que Marcelo ficou detido por meses dantes de negociar delação, não foi desigual. Em pouco tempo, Bela ficou concubina das mulheres de outros presos. Em uma sexta-feira próxima ao Dia das Crianças, providenciou lanches em direção a todas as famílias que estavam na fila de visitas. Comeu o seu no carro com as filhas e o motorista.

A unido, costuma dizer que quando fez os votos de casamento, aos 21 anos, pensava em passar dificuldades na prazer e na tristeza, na saúde e na doença, mas não na prisão.

A expectação de Marcelo ser preso nunca passou pela sua mente, nem mesmo quando donos de empreiteiras estavam indo em direção a anteriormente das grades com os avanços da Operação Lava Jato.

Na manhã de 19 de junho de 2015, mas, a realidade desabou sobre a mente de Bela. Policiais entraram na sua casa, em São Paulo, levaram seu marido, acordaram seus pais que lá estavam hospedados e uma das filhas. As outras duas foram mandadas em direção a a escola. A unido diz que, desde então, a sua “prisão” dessa forma como começou acolá.

FORA DOS HOLOFOTES

Discreta, Bela sempre evitou chegar e não dá entrevistas sobre a prisão de Marcelo. Quando ia a eventos com o marido, ficava anteriormente dele em direção a fugir das câmeras. Assediada por colunas sociais, negava convite e evitava ao máximo contato com jornalistas. Às filhas, aconselhava: “Há duas opções: viver de maneira discreta e normal ou se expor e contar que 2 rodeada por seguranças”.

já Marcelo ser preso, ela teve ocorrência na escolha, depois, foi impossível que seu nome permanecesse esquecido pela mídia.

Um dos episódios que virou notícia foi a troca de emails com o marido sobre um jantar com empresários realizado na residência do casal, em 2012.

Na conversa, que entrou no processo da Lava Jato e perdeu o sigilo, Bela foi informada da presença de um sindicalista no evento e respondeu ao marido: “Se sujar minha toalha de linho ou pedir Marmitex… vou pirar. Saudações Sindicais? Não mereço”, conforme publicou a coluna “Painel”, da Folha.

Quando relembra o episódio, diz a unido que se tratava de marmita de verdade. Relata que personalizou marmitex em direção a que os convidados levassem cocada que foi servida como lembrança. Conta que um dos presentes gostava muito da sobremesa e por isso costumava lhe legar um pedaço em direção a viagem.

A imagem de rompente que ganhou com a história é uma das mágoas que carrega privadamente. Nascida em uma família de classe média de Salvador, formou-se em pedagogia e trabalhou cerca de quatro anos como professora já se casar com o herdeiro da Odebrecht, seu namorado desde os 15 anos.

Extrovertida, na época tinha que ouvir dos unido que sairiam com o casal por causa dela, já que o namorado não esbanjava simpatia.

em seguida a união, largou o ocupação e se dedicou a cuidar da casa e à criação das três filhas. Mãe presente, realiza questão de levar as meninas na escola e só dorme quando sabe que elas estão na cama.

A prisão do marido não foi justificativa em direção a mudanças. Exige boas notas e não dá espaço em direção a desculpas: “quem está preso é seu pai”.

Diz a unido que só aguentou o tranco dos últimos anos devido ao esteio das filhas. “Foram elas quem me seguraram”, costuma dizer, segundo relato de unido.

Conta a pessoas próximas que, em seguida a detenção do marido, aprendeu a lidar “com o que tem em direção a hoje” e que esse se tornou um dos lemas em direção a tocar o dia a dia.

VÍTIMA

dessa forma como passou a ler processos, delações premiadas e a residir a audiências e depoimentos na internet que envolviam o marido e a empresa.

Quando é questionada sobre os crimes que ele cometeu, deixa claro que enxerga culpas, mas dessa forma como o vê como vítima.

“Ele cometeu erros, mas em direção a contar realizado todos esses crimes teria que contar começado a trabalhar na empresa com oito anos”, respondeu a um amante que a questionou como seu pai deixara ela se casar com Marcelo.

Quando ouve críticas em relação ao marido, reforça que é o melhor pai que poderia contar encontrado em direção a as filhas, lembra dos votos de casamento e diz que repetiria tudo, mesmo sabendo que a prisão colocaria o casal a prova.

Na saúde, na doença e na prisão: a rotina da mulher de Marcelo Odebrecht – 17/07/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/07/1901785-na-saude-na-doenca-e-na-prisao-a-rotina-da-mulher-de-marcelo-odebrecht.shtml