“Não queria viver temendo outro câncer”, conta rapaz que retirou as mamas – Notícias

Aos 32 anos, a fisioterapeuta Camila Porto foi diagnosticada com câncer na mama esquerda e se deparou com a difícil decisão de remover não só o peito comprometido com destino a evitar que no futuro voltasse a ser assombrada pela doença. “Seria muito difícil viver com essa vicissitude”, afirma ela, que sacrificou as duas mamas por seus sonhos. “inclusive então tenho muito que viver e realizar.”

posteriormente o tumor de pele, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2016, foram estimados 57.960 novos casos no país. O câncer que é mais frequente em mulheres suso de 50 anos é destarte como cada vez mais comum em jovens (incidência mundial que varia de 5% a 7%).

Leia o depoimento da fisioterapeuta Camila Porto:

“Três meses posteriormente parar de lactar o meu segundo filho, notei um nódulo em meu peito esquerdo. Como sou da órbita da saúde [fisioterapeuta], sabia que poderia ser grave, mas mantive o pensamento positivo. Tentei me convencer por diversas vezes que talvez pudesse ser só leite empedrado ou um tanto do tipo. Marquei um ultrassom com destino a tirar a dúvida. Primeira grande surpresa: o exame indicou uma classificação adição de risco. inclusive então desse jeito tentei não me opugnar. No dia seguinte mesmo fiz a biopsia e inclusive então confiante de que não seria nada. Engano meu!

Fui procurar o resultado do exame no laboratório e abri o envelope no carro mesmo com os meus dois filhos –um de quatro anos e o outro de um idade– no mocho traseiro. Conclusão: câncer de grau 3 [escala de 1 a 4]. O momento foi de choque. Senti meu corpo se entorpecer, como se eu tivesse recebido um alcatruz de gelo da carola aos pés. Uma única lágrima escorreu pelo meu rosto. Não me permiti chorar, dobrei o envelope e segui o meu caminho. 

Reprodução/Instagram

27 de abril de 2016, dia da 1ª quimioterapia, que marcou o início do tratamento de Camila

“Deu ruim”, foi o que disse ao meu marido quando entreguei com destino a ele o resultado do exame. Tentei manter a soalheira e o humor, mas fui tomada por uma crise de choro. Medo? Nervosismo? Não sabia muito ao certo o que estava sentindo nem mesmo o que me aguardava nos próximos meses. “Vida, você não está sozinha! Eu estou com você.”

Mas essa não foi nem de longe a parte mais difícil dessa história. Por ser mãe, sabia que contar aos meus pais sobre a doença seria como uma facada no peito deles. E dessa vez eu estava certa. Minha mãe saiu gritando pela casa. Já meu pai optou por chorar no silêncio. Sentir a dor dos dois doeu inclusive então mais em mim, que precisava do adoração deles com destino a conseguir superar o que tinha pela frente. Unimos a força desse adoração –parente ao dos meus filhos e do meu marido– com destino a vencermos o câncer juntos.

Conformada com a minha doença, o que me restava era procurar a minha cura. Não me importava o que tivesse que passar ou sofrer, eu só pensava na minha cura. Foi quando descobri que a retirada da mama esquerda era a solução mais adequada com destino a um tumor que já estava muito grande [5 cm] e que crescia a uma velocidade que assustou inclusive os médicos. Em uma semana, tempo entre o ultrassom e a biopsia, ele cresceu 1 cm. E, incentivada pelo meu médico e com medo de ser novamente ofensa pela doença, resolvi destarte como pela remoção do peito direito.

Fiz o teste genético, que deu negativo. Mas inclusive então que as chances de o câncer reaparecer na outra mama eram pequenas não queria viver os meus próximos anos de vida temendo essa vicissitude. 

Seria muito difícil viver com essa vicissitude, mesmo que com destino a isso tivesse que sacrificar uma parte do meu corpo. Eu já tinha amamentado os meus dois filhos e não queria mais engravidar. Com o apoio do meu marido, ficou inclusive então mais fácil tomar a decisão.

Em nenhum momento deixei a vaidade feminina encadear mais supino. Nem mesmo quando perdi os meus cabelos nas sessões de quimioterapia.

Foram quatro meses marcados por muitas perdas, inclusive porque essa primeira fase do tratamento é muito pesada. Ela tira a sua independência, o pêlo e a sua disposição. Mas inclusive então desse jeito eu não estava vivendo a doença, mas sim a minha cura e o meu renascimento. Não vou dizer que não doeu, que não foi difícil e que não chorei muitas vezes. Mas sabia que com destino a vencer tinha que passar tudo aquilo.

No dia 27 de julho de 2016, enfrentei mais de 10 horas de cirurgia com destino a formar a remoção e a reconstrução das duas mamas. 

Reprodução/Instagram

“O diagnóstico precoce salvou a minha vida”

Quando abri o olho pela primeira vez, era como se eu tivesse nascido outra vez. Ganhei uma nova vida, um novo pêlo e um par de peito mais formoso do que anteriormente. Isso porque tive o privilégio de estar com o que acredito ser os melhores profissionais e as melhores técnicas cirúrgicas.

Não foi nada fácil, mas nunca pensei em desistir. Em todas as minhas decisões, pensava no que seria melhor com destino a os meus filhos. Meu principal foco era a sobrevivência, inclusive porque inclusive então sou muita nova, tenho muitos sonhos e muito o que viver e realizar. Eu hoje, um idade posteriormente a cirurgia, tenho plena consciência de que tomei a melhor decisão.

Não sou mais a mesma. Estar diante da vicissitude da morte –que é como o câncer realiza você sentir–, fez eu valorizar muito mais a minha vida, conferir valor a pequenas coisas como um simples desjejum com os meus filhos, entender melhor a dor do outro e não mais julgar as pessoas. O câncer foi a minha grande oportunidade de mudança física, espiritual e emocional.

Quando a retirada das mamas é indicada?

De negócio com o mastologista Antônio Frasson, do Hospital Albert Einstein, o médico realiza a estimativa do risco desde exames, do histórico do paciente e testes genéticos. 

A identificação de um risco acrescido –superior a 20%– possibilita a aceitação de medidas preventivas, que incluem a realização de ressonâncias magnéticas com mais frequência, o uso de medicamentos anti-hormonais e inclusive a mastectomia (retirada das mamas), como foi o caso de Camila, que teve o seu risco acrescido por causa de sua longa expectativa de vida.

“As chances do desenvolvimento do câncer na outra mama eram de 1%, mas considerando que ela inclusive então tenha uns 50 ou 60 anos de vida, o índice cresce com destino a 60%.”

Por conta disso, ele ressalta a importância de as mulheres com menos de 50 anos fazerem exames preventivos. “Os nódulos são as alterações mais comuns, mas não são as únicas. É preciso ficar atenta destarte como a uma capaz retração da pele, uma variação na cor da mama ou inclusive a saída de sangue no mamilo.”

Há testes genéticos que avaliam possíveis alterações nos genes associadas ao câncer de mama e ovário, como explica Frasson. “A mutação de alguns genes pode medrar as chances do desenvolvimento das doenças em inclusive 80%.” Esses exames custam de R$ 1.500 a R$ 5.000, são cobertos por alguns planos de saúde, mas não pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Frasson ressalta, no entanto, que a retirada das mamas não é garantia total de que o câncer nunca mais voltará a se manifestar. “A remoção reduz de 90% a 95% das chances do ressurgimento da doença”.

A cirurgia, como afirma ele, vai impedir que as mulheres amamentem, mas, fora isso, não traz nenhuma limitação as pacientes que optarem pela medida. 

“Não queria viver temendo outro câncer”, conta rapaz que retirou as mamas – Notícias

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/08/07/inclusive então-tenho-muitos-sonhos-diz-rapaz-que-optou-pela-retirada-das-mamas.htm