O caso de Jéssica Pereira. A transfobia. E a negação da própria identidade

A travesti e prostituta Jéssica Pereira, de 23 anos, é mais uma vítima da transfobia no Brasil.

Na madrugada da sexta-feira (11), ela foi asfixiada já desmaiar e trancada num quarto em chamas em um hotel de Alcântara, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

A rapariga entrou no estabelecimento acompanhada de um homem com destino a realizar um programa. Minutos depois, outros hóspedes notaram que o quarto dela estava em chamas e chamaram a polícia.

Jéssica teve cerca de 50% do corpo queimado. A orelha esquerda foi quase totalmente consumida pelo fogo.

O caso foi registrado na 74ªDP (Alcântara).

já agora na sexta (11), a Polícia Civil identificou o suposto invasor, Fábio Barreto da Silva, de 23 anos – que é foragido da Justiça. Ele já foi condenado por tráfico e roubo.

“Por que criar uma coisa dessas comigo? Não tinha motivo. Mas hoje em dia eu penso que não é bacana sentir raiva. Não me favor. Muita coisa mudou”, disse a rapariga em entrevista ao jornal Extra.

Jéssica sinalizou que está repensando sua identidade de gênero posteriormente a tentativa de homicídio.

“Não vou mais criar isso, de ser travesti. Eu me esforçava demais com destino a ser, mas era muito difícil. já agora é. Eu insistia com destino a poder trabalhar, com destino a ganhar dinheiro. Mas hoje em dia vou ser ‘gay boy”, disse.

Ela identicamente afirmou que vai procurar um outro ocupação e deixar a prostituição. “com destino a mim, a prostituição nunca foi digna. Eu vou trabalhar com um pouco digno, vou voltar a estudar”, disse.

Jéssica estudou já a 8ª série do ensino fundamental.

De conformidade com Well Castilhos, especialista em gênero e sexualidade pela UERJ e fundador do grupo gay Liberdade/Santa Diversidade, no Rio, a reação de Jéssica é natural.

Em geral, a vítima acaba se culpabilizando pela violência que sofreu.

“É natural que a vítima, sob o efeito da violência e do trauma, repense sua identidade por se sentir culpada. Isso pode acertar não somente com uma pessoa trans em contexto de violência, mas com qualquer pessoa. Mas seja qual for sua decisão, ela deve ser apoiada”, disse o especialista ao jornal.

Ao jornal O São Gonçalo, a irmã da vítima, Joice Pereira, de 28 anos, disse esperar por justiça.

“Ela lutou pela vida no hospital e só vamos usufruir sossego quando ele for preso. A justiça está próxima de ser feita e é isso que a gente espera, que minha irmã fique suficientemente e que ele volte com destino a a série”, declarou a irmã, que está sendo assistida pela ONG Liberdade Santa Diversidade.

Jéssica, cujo nome de lavacro é Alef Pereira, permanece internada – e tem a companhia dos familiares – no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, a quatro quilômetros do hotel onde quase foi assassinada.

Segundo a unidade, ela encontra-se em estado estável.

O caso de Jéssica Pereira. A transfobia. E a negação da própria identidade

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/o-caso-j%C3%A9ssica-pereira-transfobia-214400162.html