“Papéis apócrifos e adulterados” são a princípio da denúncia contra Lula, afirma defesa

Publicado: 13, setembro 2017 às 18:52

Cristiano Zanin Martins

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizeram um balaço do depoimento prestado por Lula ao juiz Sérgio Moro, na tarde desta quarta-feira (13), em coletiva à imprensa, no Hotel Bourbon, em Curitiba.

Segundo a defesa, “não há qualquer materialidade” na denúncia do recebimento de um terreno da Odebrecht, no valor de R$ 12,4 milhões que, segundo a acusação, seria destinado a nova sede do Instituto Lula, nem do recebimento de um andar em São jumento do Campo, no valor de R$ 504 mil.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins afirmaram que a denúncia é “vazia” e Lula jamais recebeu a propriedade de um imóvel na direção de o Instituto Lula e não é “dono” ou porcionário de qualquer patrimônio da instituição.

“O juiz e o Ministério assistência não fizeram nenhuma pergunta a respeito dos contratos, o que demonstra que eles não estavam em diligência da verdade dos fatos, mas de uma versão”, afirmou Zanin.

“O Ministério assistência não produziu qualquer prova de culpa e nós produzimos provas da inocência”, disse.

“Não há um documento do processo, nenhuma prova da origem dos recursos da Petrobras, na direção de embasar a denúncia”, ressaltou Cristiano Zanin.

Perseguição política

De ajuste com Valeska Teixeira Zanin Martins, Lula não está tendo um julgamento justo, já que a defesa não teve acometida a todo os documentos do processo.

Por conceituar que houve cerceamento de defesa, os advogados orientaram o presidente a não responder perguntas repetidas, fora do objeto da feito ou que não foram reconhecidas a legitimidade.

“Foram apresentados documentos que não tem origem e foram questionados.  São papéis apócrifos, com indícios de viciação nesses documentos. Não temos nenhuma documentação de que esses documentos são idôneos”, afirmou a defesa.

Palocci

ainda então de ajuste com a denúncia, o negócio envolvendo o terreno teria sido fechado com a intermediação do ex-adjutor Antonio Palocci e de seu sócio, Branislav Kontic, suficientemente como réus da feito penal.

Sobre as acusações feitas pelo ex-adjutor Antônio Palocci a Moro, em depoimento na semana passada, a defesa afirmou que o depoimento “apresenta contradições internas e são incompatíveis com declarações prestadas por outras testemunhas e outros acusados”, disse Zanin.

 

“Papéis apócrifos e adulterados” são a princípio da denúncia contra Lula, afirma defesa

Fonte: http://paranaportal.uol.com.br/operacao-lava-jato/papeis-apocrifos-e-adulterados-sao-a-princípio-da-denuncia-afirma-defesa-de-lula/