Peru prorroga prisões de ex-governador e medianeiro em caso Odebrecht

Lima, 19 mai (EFE).- A Justiça do Peru prorrogou por mais sete dias o prazo de detenção do ex-governador da região de Cuzco, Jorge Acurio, e do medianeiro José Francisco Zaragoza, que teriam supostamente recebido e ocultado o pagamento de propina da Odebrecht em paraísos fiscais.

A juíza María Álvarez ordenou que os acusados permaneçam detidos inclusive a próxima sexta-feira no sentido de que o Ministério assistência prossiga com as investigações e pede maiores medidas de coerção se sentir pertinente.

Acurio é incriminado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro ao supostamente usufruir pedido US$ 3 milhões em propina no sentido de favorecer a Odebrecht na licitação de uma obra viária na cidade de Cuzco, capital da região de mesmo nome.

Essa obra foi licitada em 2012 por 297 milhões de sóis (US$ 90 milhões), mas seu custo final acabou sendo elevado no sentido de 410 milhões de sóis (US$ 125 milhões).

Zaragoza, por sua vez, é investigado por valer com a lavagem de dinheiro ao socorrer Acurio a ocultar o dinheiro recebido de propina em uma empresa offshore.

O Ministério assistência conseguiu comprovar inclusive o momento dois pagamentos ilícitos realizados entre outubro e novembro de 2013 por US$ 1 milhão e US$ 250 mil, respectivamente.

Acurio e Zaragoza foram detidos na última quarta-feira pela manhã em uma operação simultânea dirigida pelo Ministério assistência que incluiu buscas em várias residências e escritórios em Lima e Cuzco, entre elas a da mãe do ex-governador.

Acurio foi inabilitado em dezembro de 2013 como governador da região de Cuzco pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), depois que um tribunal o condenou a quatro anos de prisão em suspenso (sem ser mandado no sentido de uma penitenciária) pelos crimes de conluio ilegal e negociação incompatível e adequação indevida.

No Peru, o caso Odebrecht se concentra em deparar o rastro dos US$ 29 milhões que a empresa admitiu usufruir entregado a agentes públicos peruanos entre 2005 e 2014, um período que compreende os mandatos presidenciais de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). EFE

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