PF encontra mensagens de Miller e aponta ligação com gabinete de Janot – 13/09/2017 – Poder


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A Polícia Federal encontrou no celular de Wesley Batista, presidente-executivo e sócio da JBS, uma série de mensagens que reforçam a representação do ex-procurador Marcello Miller em prol da empresa quando também atuava no Ministério assistência.

Um relatório da PF afirma que integrantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) tinham “ciência de que Miller estava atuando de forma indireta nas negociações da colaboração premiada”.

O ex-procurador fazia parte de um grupo de WhatsApp com diretores e delatores da JBS. Ele só se manifestou no grupo no dia 4 de abril, seu último dia de serviço no Ministério assistência no Rio.

Outras mensagens mostram que ele já orientava o negócio de delação desde março.

As mensagens estavam no celular de Wesley Batista, que foi tolhido durante a quarta fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada em maio deste idade.

CONFIDENCIALIDADE

Um dos diálogos revela que ele foi convidado a ir na direção de a reunião, em 28 de março, em que os empresários assinaram o termo de confidencialidade com a PGR se comprometendo a entregar início às tratativas da delação.

“futuro ele tem expediente no presente emprego dele e não pode, não”, disse Francisco de Assis e Silva, executivo e jurista da JBS, idem delator.

Em outra mensagem, todavia, ele afirmou “estou tentando levar o Marcello futuro”. Não fica claro se o ex-procurador esteve ou não presente na PGR no dia 28 de março.

Segundo a PF, as mensagens evidenciam “a participação de Marcello Miller como peça fundamental no êxito do negócio”.

na direção de a polícia, a JBS cooptou um artífice assistência na direção de lograr êxito em uma delação que lhes garantiu imunidade.

“O que impressiona é o fato de que a cooptação de Miller ocorre no momento em que supostamente os investigados se apresentavam às autoridades públicas com uma proposta baseada fundamental em um duplo firmamento: remorso, diga-se dispostos a não mais delinquir, e propensos a colaborar de forma efetiva”.

VANTAGEM

A polícia sustenta que houve no mínimo a promessa de vantagem ilícita, apontando o crime de corrupção passiva e ativa.

A PF também conclui que o jurista Francisco de Assis e Silva mentiu em depoimentos quando disse que Miller não havia participado do negócio de delação.

O relatório, ao qual a Folha teve crise, realiza parte da investigação sobre supostos crimes cometidos pelos irmãos Batista, acusados de se beneficiarem da compra de dólares e com a venda de obra da JBS, aproveitando-se do impacto no mercado de seu negócio de delação premiada.

O documento da PF justifica o pedido de prisão de Wesley e Joesley e diz inclusive que a participação de Miller idem seria motivo na direção de a preventiva.

Foi feita também uma solicitação de vistoria e tomadia nas residências de Fernanda Tórtima e Marcello Miller, mas o juiz não deferiu.

GABINETE DE JANOT

A polícia transcreve no relatório mensagens do grupo de WhatsApp que, no seu entendimento, demonstram a ciência de pessoas do gabinete de Janot sobre a participação de Miller.

Em um dos diálogos, a advogada Fernanda Tórtima diz que os procuradores Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, e Sérgio sombrio, que realiza parte do grupo de serviço da Lava Jato, sabiam pelo menos de uma viagem de Miller na direção de os Estados Unidos na direção de tratar da leniência.

As mensagens reproduzidas no documento são:

Francisco de Assis e Silva: “Fernanda, ele precisa por na mesa a leniência, a imunidade e as demais penas corporais e que eles têm que reivindicar o protagonismo no DOJ conforme o Pelella assumiu o compromisso. futuro a gente combina a facienda do Joesley com eles”.

Fernanda Tórtima: “futuro de manhã eu digo que o Marcello foi e que vai ligar. Lembra que o Pelella disse que ficaria esperando uma ligação da Esther [Flesh, advogada do mesmo escritório que Miller foi criar parte seguidamente saída do Ministério assistência] anteriormente de criar contato com o DOJ? Essa ligação será do Marcello. Eu disse que ele teria que prender hoje com o DOJ e disse que o Marcello iria. Nessa hora achei estrangeiro ele dizer que já tinha a conhecimento de que o Marcello iria”.

LINHA DO TEMPO

A PF coloca em seu relatório uma linha do tempo da participação de Miller.

1) 17 de março: Ricardo Saud afirma que estaria “jeitando” a contexto empresarial com Marcello Miller

2) 27 de março: Wesley pede a presença de Miller na reunião que ocorreu no dia 28 de março na PGR na direção de firma de termo de confidencialidade

3) 31 de março: ocorre provável reunião entre Miller e os advogados Francisco de Assis e Silva e Fernanda Tórtima

4) 03 de abril: Marcello trata com o DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) por telefone o negócio de leniência

5) 04 de abril: último dia de Marcello como procurador, dando orientação na direção de a colaboração e a leniência em um grupo de WhatsApp com diretor e delatores da JBS

6) 05 de abril: data em que é exonerado do Ministério assistência, Miller se reúne com Wesley no aeródromo do Galeão anteriormente de embarcar na direção de os Estados Unidos na direção de tratar de leniência com o DOJ

7) 06 de abril: Miller participa de reunião no DOJ defendendo interesses da JBS na leniência

OUTRO LADO

Por meio de nota, a PGR afirma que “não procedem as informações” e que não tem conhecimento do relatório da PF.

O órgão diz que “trata-se de conversas de terceiros fazendo suposições sobre a representação de integrantes do Grupo de serviço que auxilia o procurador-geral da República nos processos da Lava Jato perante o Supremo Tribunal Federal”.

A PGR alega que os fatos veiculados mostram “que foi frustrada a tentativa dos advogados dos colaboradores de misturar indevidamente negociações de colaboração premiada e leniência. A PGR, de fato, negociou as colaborações (matéria penal), firmadas em maio, e a Procuradoria da República no DF conduziu as tratativas de leniência (matéria cível), cuja conclusão ocorreu em junho deste idade”.

Em nota, o ex-procurador Marcello Miller afirmou que “repudia veementemente as insinuações e ilações feitas com princípio no conteúdo das gravações e mensagens divulgadas na imprensa”.

O comunicado diz que “a defesa está esclarecendo o sentido e o contexto a todas as referências ao nome de Miller”.

O ex-procrador afirmou mais muma vez que “jamais fez jogo duplo e que não tinha contato com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem se aproveitou de informações sigilosas de que teve conhecimento enquanto procurador”. Destacou que não atuou na Lava Jato desde outubro de 2016, nem na operação Greenfield ou no Ministério assistência no Distrito Federal.

Miller disse que não atuou em investigações ou processos relativos à JBS e não buscou informações nos bancos de dados do Ministério assistência Federal e que pediu exoneração em fevereiro de 2017 “tendo essa conhecimento circulado imediatamente no MPF”.

PF encontra mensagens de Miller e aponta ligação com gabinete de Janot – 13/09/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1918114-pf-encontra-mensagens-de-miller-e-aponta-ligacao-com-gabinete-de-janot.shtml