PF realiza buscas na casa do ex-procurador Marcello Miller e na sede da JBS – 11/09/2017 – Poder


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A Polícia Federal cumpre um mandado de procura e cisma no Rio e quatro em São Paulo, manhã desta segunda (11).

No Rio, as buscas aconteceram na casa na casa do ex-procurador Marcello Miller, no Rio de Janeiro. Os agentes chegaram às 6h e deixaram o local por volta das 7h40, com dois malotes de documentos.

Ele está envolvido na polêmica que levou à suspensão do consenso de delação da JBS e à prisão do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud.

A PF identicamente realiza buscas na casa de Joesley e de Saud, acolá da sede da empresa e da casa do delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS —todos os endereços são em São Paulo.

As autoridades buscam documentos e áudios que já então não foram entregues aos investigadores.

Os pedidos foram feitos pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizados pelo assistente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin. A procuradora Janice Ascari, que trabalha com Janot, identicamente está acompanhando a obra.

Flávio Florido/Folhapress
SAO PAULO, SP, BRASIL, 11-09-2017: OPERACAO MP. Agentes do ministerio publico e da policia federal entran na casa de Joesley Batista em direção a realizar operacao, por volta das 05:50, na Rua Franca, no Jardim Europa, em Sao Paulo BRASIL (Foto: Flavio Florido/Folhapress)
Agentes da PF e do Ministério assistência cumprem mandado na casa de Joesley Batista, em SP

Segundo envolvidos no caso, ela identicamente estava presente na PF quando os dois executivos se entregaram no domingo (10).

O protector Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, afirmou que “as buscas eram esperadas” e que na manhã desta segunda Joesley e Saud serão transferidos em direção a Brasília.

Afirmou já então que se forem chamados a concatenar sobre q gravação que os levou a prisão irão se manifestar.

Joesley, contudo, tem um depoimento marcado no contorno da operação Bullish, que investiga fraudes do BNDES envolvendo a JBS. Caso a oitava se mantenha, o empresário deve ficar em silêncio.

retrocesso

A operação desta segunda era em direção a deter realizado junto com a prisão de Joesley e Saud.

Houve um contratempo, no entanto, com os endereços enviados das residências de ambos em direção a a procura e cisma.

A polícia devolveu o pedido em direção a a PGR em direção a que novas direções fossem dadas.

Com isso, deu tempo de a defesa dos dois delatores se profetizar e comunicar que eles se entregariam.

PRISÕES

Na última sexta-feira (8), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia enviado ao STF um pedido de prisão dos delatores da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud e identicamente do ex-procurador Miller.

O assistente Edson Fachin acatou o pedido de prisão dos delatores, mas não aprovou a detenção do ex-procurador.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam provável desempenho de Miller no consenso de delação quando já então era procurador –ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Em nota divulgada neste domingo, Miller repudia o que chama de “conteúdo fantasioso e ofensivo” das menções ao seu nome nas gravações divulgadas na imprensa e diz que “jamais fez jogo duplo ou agiu contra a lei”.

Diz já então que “nunca obstruiu investigações de qualquer espécie, nem alegou ou sugeriu poder influenciar qualquer membro do MPF”.

Ele afirma que ‘não tinha contato qualquer” com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem desempenho na Operação Lava Jato desde, pelo menos, outubro de 2016.

Diz que, enquanto foi procurador, “nunca atuou em investigações ou processos relativos ao Grupo J&F, nem buscou dados ou informações nos bancos de dados do Ministério assistência Federal sobre essas pessoas e empresas”.

Finaliza a nota dizendo que teve uma carreira de quase 20 anos “de total retidão e compromisso com o ganho assistência e as instituições nas quais trabalhou” e que “sempre acreditou na Justiça e nas instituições, e continua à disposição, como sempre esteve, em direção a prestar qualquer esclarecimento primordial e sócio a investigação no restabelecimento da verdade”.

GRAVAÇÃO

O pedido de prisão de Miller foi feito posteriormente a Procuradoria-Geral da República ouvi-los sobre a gravação.

No pedido de prisão, Janot diz que Miller foi usado pela JBS “em direção a manipular fatos e provas, filtrar informações e integrar depoimentos”. “A porte de Marcello Miller, tal como revelada no diálogo respectivo, configuraria, em tese, participação em organização criminosa, obstrução às investigações e exploração de prestígio”, diz o procurador.

O assistente Fachin justificou desse jeito sua decisão de não decretar a prisão de Miller: “já então que sejam consistentes os indícios de que pode deter praticado o delito de exploração de prestígio e já mesmo de obstrução às investigações, não há, por ora, elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária, de que tenha, tal qual sustentado pelo Procurador-Geral da República, sido cooptado pela organização criminosa”.

“O crime do art. 288 do Código Penal (federação criminosa que substituiu o delito de quadrilha ou quadrilha), em direção a sua configuração, exige estabilidade e permanência, elementos que, por ora, diante do que trouxe a este pedido o MPF, não se mostram presentes, em direção a o fim de qualificar o socorro prestado pelo então Procurador da República Marcello Miller aos colaboradores como pertinência a organização criminosa”, ressaltou.

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A DELAÇÃO DA JBS
Como foi fechado consenso com a empresa e a reviravolta da última semana

O consenso

Data do consenso
3.mai.2017

Período das irregularidades
2002 a 2017

Os delatores
Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e mais quatro pessoas

Os benefícios
Pelo consenso, ficava assegurado que os delatores, por terem contado o que sabiam, não seriam presos nem processados

Principais implicados
> Michel Temer
> Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
> Deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-sócio de Temer

Provas entregues
> Gravação de conversas telefônicas e presenciais
> Fotos e vídeos de investigados e de entregas de dinheiro (obra controlada)
> Planilhas com doações em direção a campanhas
> Registros de ligações telefônicas

A REVIRAVOLTA

Na segunda-feira (4), Rodrigo Janot anunciou que iria rever a delação da JBS por causa de um áudio “gravíssimo”, que já então não tinha sido divulgado. O procurador-geral cita possíveis omissões dos delatores e a “conduta em tese criminosa” do ex-procurador Marcello Miller
> A gravação mostra Saud e Joesley falando sobre a negociação e dizendo que Miller ajudou a empresa no consenso quando já então era procurador da República
> Os delatores e Miller foram ouvidos na última semana. Janot decidiu pedir a retirada dos benefícios e a prisão de Saud, Joesley e Miller

OS ARGUMENTOS

O que disse Janot ao pedir a prisão
> O áudio revela possíveis crimes não informados na delação e omissões
> Há indícios de má-fé por parte dos colaboradores
> Miller foi usado em direção a “manipular fatos e provas, filtrar informações e integrar depoimentos”

O que disse Fachin na ordem de prisão
> A prisão permite que se busque provas sobre a desempenho de Miller
> A crítica do áudio revela indícios suficientes de que os colaboradores omitiram informações sobre a favor de Miller
> Sobre Miller, já então que sejam consistentes os indícios contra ele, não há, por ora, necessidade de prisão temporária

PF realiza buscas na casa do ex-procurador Marcello Miller e na sede da JBS – 11/09/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1917372-policia-federal-realiza-buscas-na-casa-do-ex-procurador-marcello-miller.shtml