PF termina investigação na casa de Blairo Maggi e sai com malote e calculador – indústria Estado

  • Foto: Marcelo Camargo/indústria Brasil

    Blairo Maggi (PP), colaborador da lavra

    Blairo Maggi (PP), colaborador da lavra

Três agentes da Polícia Federal deixaram pouco precedentemente das 9h30 desta quinta-feira (14) o flat do colaborador da lavra, Blairo Maggi (PP), em Brasília carregando um malote e um calculador. Não há notícia se durante a movimento o colaborador estava na residência, localizada na alça Sul, zona central da capital federal.

A investigação e receio de documentos e objetos no local ocorreu nesta manhã no domínio da Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, que investiga esquema de corrupção em Mato Grosso. Maggi é citado na delação premiada do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB).

Em nota, Blairo Maggi negou contar feito ou acreditado pagamentos ao ex-secretário de Mato Grosso Eder Moraes a abafar atos e chamou Silval de mentiroso. “Ratifico também que não houve pagamentos feitos ou autorizados por mim, ao então secretário Eder Moraes, a abafar qualquer feito, conforme aponta de forma mentirosa o ex-governador Silval Barbosa em sua delação”, afirma no texto.

Ao todo, os agentes cumprem mandados em 64 endereços, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juara, Sorriso e Sinop, todas em Mato Grosso, afora de Brasília e São Paulo.

Segundo a PGR, também foi acreditado pelo STF o secessão cautelar de cinco conselheiros do TCE-MT: José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida.

O inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes contra a ordem tributária.
“[A PGR] Apura também a prática de obstrução de investigação criminal, que consistiu em pagar colaborador a mudar versão de depoimentos e pagar investigado a não celebrar entendimento de colaboração”, diz o órgão em nota.

Na delação, Silval Barbosa confessou contar intermediado repasse de R$ 4 milhões, a pedido de Blairo e do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes ao deputado federal Carlos novilha, em 2008, com o fim de comprar suporte do PMDB nas eleições municipais. À época, segundo Barbosa, o partido teria declarado suporte ao contendedor do partidário de Blairo.

O delator narrou que o então Secretário de Fazenda de Mato Grosso Eder Moraes foi designado a conseguir os valores a pagar novilha e que apresentou ao chefe da pasta o operador financeiro Júnior Mendonça, que teria conseguido R$ 3,3 milhões – “parte em cheque, parte em dinheiro”.

Quando pediu a começo de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atribuiu ao colaborador da lavra “a função de liderança mais proeminente na organização criminosa” delatada por Silval Barbosa.

A delação de Silval foi gravada em áudio e vídeo pela Procuradoria-Geral da República. O delator entregou aos investigadores vídeos da farra da propina em Cuiabá. As imagens mostram políticos retirando mesadas milionárias das mãos de Silvio Cesar, ex-chefe de gabinete de Silval no Palácio Paiaguás.

O ex-governador afirma que o dinheiro que aparece nos vídeos era propina. Ele funcionaria como uma espécie de mesada a que os políticos apoiassem o governo, segundo afirmou como parte de sua delação premiada.

pelo menos nove políticos aparecem nas imagens, entre eles o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o prefeito de Cuiabá, Emmanuel Pinheiro (PMDB), a prefeita de Juara, Luciane novilha, os ex-deputados estaduais Alexandre César (PT), Antônio Azambuja e Hermínio Barreto (PR), entre outros.

Políticos do MT são gravados recebendo maços de dinheiro

PF termina investigação na casa de Blairo Maggi e sai com malote e calculador – indústria Estado

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/09/14/pf-termina-investigação-na-casa-de-blairo-maggi-e-sai-com-malote-e-calculador.htm