“Planeta dos Macacos”: Os filmes antigos eram suficientemente melhores – 08/08/2017

A idealização da série “Planeta dos Macacos” é uma das mais divertidas de todos os tempos. Astronautas caem em um planeta exteriormente distante, largamente dominado por símios inteligentes que escravizam humanos selvagens.

ainda agora que estejamos todos muito felizes com a nova versão, iniciada em 2011, os cinco filmes realizados na virada dos anos 60 em direção a os 70 ainda agora me parecem mais recheados de frescor e abertos a fascinantes possibilidades.

A nova tecnologia é fúlgido, com Andy Serkis reafirmando seu espaço como o melhor operador de fantoches de todos os tempos. E a guinada mais dark e verossímil acompanha uma tendência natural dos dias de hoje, mas acaba sendo uma abordada carente de maior criatividade. Como foi estabelecido nos filmes novos, a saga não se difere muito de “Walking Dead” ou qualquer outra série envolvendo zumbis.

Muita gente viu o filme original com Charlton Heston, mas não encontro muitos comentários sobre os episódios que vieram depois. Aproveito o ensejo do lançamento de “Planeta dos Macacos: A Guerra” em direção a sugerir que você acompanhe a versão que vale, adiante de uma toste observação sobre o remake de 2001.

“O Planeta dos Macacos” (1968)

O grande épico da maquiagem universal. Charlton Heston perseguido por macacos montados em cavalos. Seres humanos seminus presos em cativeiro. A distopia com o pé na areia e a cerviz nas estrelas. Um clássico acrónico.

E ainda agora rendeu uma das melhores passagens de “Os Simpsons”:

“De volta ao Planeta dos Macacos” (1970)

É uma das coisas mais anos 70 de todos os tempos: um cosmonauta chega ao Planeta dos Macacos em vistoria de Taylor (Charlton Heston), e acaba encontrando uma seita subterrânea de humanos mutantes que adora a petardo atômica como se fosse deus. O filme explora de maneira cativante as personagens mais legais do transacto: Zira, Cornelius e Dr. Zaius.

O desfecho foi criado em direção a encerrar a saga de maneira definitiva. Mas o sucedimento nas bilheterias acabou obrigado os produtores a tirar mais macacos da cartola.

“Fuga do Planeta dos Macacos” (1971)

É meu filme preferido. em direção a salvar a franquia depois de um segundo filme que literalmente destruiu o Planeta dos Macacos, inventaram que Zira, Cornelius e Milo estavam na nave do cosmonauta Taylor enquanto tudo ia pelos mostra. E eles curiosamente voltaram no tempo ainda 1973, quando os humanos ainda agora dominavam tudo com tranquilidade. A história ganha contornos bíblicos com a perseguição ao filho de Zira e Cornelius, que viria a ser Cesar –o primogênito da nova raça de símios espertalhões.

“A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972)

Depois do terceiro filme, a série passa a focar na tomada de poder dos macacos, apresentando uma saborosa confusão espaço-temporal: os macacos ficaram inteligentes porque os macacos que já eram inteligentes no futuro viajaram ainda o passado, “contaminando” todos com elevadíssimos índices de QI.

Descobrimos igualmente que uma doença matou todos os gatos e cachorros do planeta, levando os humanos a escravizarem macacos em direção a realizarem serviços braçais. Depois de passar a juventude protegido pelo seu tutor, vivido com garbo e elegância pelo eterno Ricardo Montalbán, Cesar é confrontado pela dura realidade de seus similares e se revolta. Parece cretino, e é mesmo –mas razoavelmente divertido, igualmente.

“esforço do Planeta dos Macacos” (1973)

Certamente o mais modorrento dos originais, ainda agora que tenha ideias interessantes. Cesar é o grande líder dos macacos, mas sofre com as tentativas de golpe por parte de um coligado. Acontece na vida, acontece nos filmes e igualmente nos remakes: a trama é muito similar ao que acompanhamos em “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014).

A série acaba milhares de anos no futuro, com um velho contando a história em direção a jovens símios em um parque. E a cena final é um close na estátua de César derramando uma lágrima, o que certamente influenciaria a criação do ursinho Misha nas Olimpíadas da Rússia em 1980.

“O Planeta dos Macacos” (remake de 2001)

Tim Burton é o Paulo Barros de Hollywood, um esforçado carnavalesco muito dado a pirotecnias. Faltou realizar o compasso com um samba-enredo um pouco mais exuberante.

Reprodução

afecto, estrangeiro afecto Imagem: Reprodução

Faço votos em direção a que a efetivo encarnação dos macacos mais carismáticos de todos os tempos tenha vida longa, talvez chegando ao ponto de climatizar filme de 1968 com toda a elegância que merece.

Todos os filmes originais e o remake de 2001 estão disponíveis no serviço de streaming da NET. Voltamos a qualquer momento com novas informações.

“Planeta dos Macacos”: Os filmes antigos eram suficientemente melhores – 08/08/2017

Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/colunas/chico-barney/2017/08/08/planeta-dos-macacos-os-filmes-antigos-eram-suficientemente-melhores.htm