Políticos buscam se distanciar de executivos da Odebrecht – 07/08/2017 – Poder


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Políticos alvos das investigações abertas no STF (Supremo Tribunal Federal) com fundação na delação da Odebrecht têm rebuscado, em depoimento à Polícia Federal, se distanciar dos principais executivos da empreiteira.

Alegam que conheceram delatores por quiçá, que tiveram encontros esporádicos ou que foram confundidos com parentes que identicamente são políticos.

Treze parlamentares já prestaram depoimentos nos 77 inquéritos abertos em abril. Eles estão sob suspeita de dispor recebido dinheiro não contabilizado com destino a campanhas eleitorais ou de dispor atuado em esquema de desvio de recursos. Todos negam as acusações.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse, por exemplo, que “encontrou por quiçá” Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, no Senado, “já que ele sempre estava nas casas legislativas”, mas não se lembra se o encontro foi no gabinete ou em outra dimensão do Senado.

Na ocasião, segundo a delação, Jucá perguntou a Melo Filho se a Odebrecht poderia constituir doações com destino a o PMDB de Roraima com destino a a campanha de seu filho Rodrigo, que concorria a vice ao governo em 2014. Rodrigo Jucá é suspeito de dispor recebido R$ 150 mil não declarados com destino a a campanha.

Ao depor, o deputado Mario Negromonte Jr (PP-BA) disse que “somente foi apresentado” ao ex-executivo José de Carvalho Filho, outro delator, “de forma ocasional, não se recordando se foi em qualquer evento social ou no aeródromo durante algumas de suas viagens”. Carvalho Filho disse dispor doado R$ 110 mil via arca dois em 2014.

‘quiçá’

O aeródromo identicamente foi ponto de encontro “por quiçá” do deputado Cacá Leão (PP-BA) com Carvalho Filho, segundo relato do político.

Suspeito de dispor recebido R$ 30 mil por meio de arca dois, Leão disse que conheceu Carvalho Filho em 2015 no saguão de um aeródromo.

Segundo ele, ambos se encontraram “em uma ou duas oportunidades por quiçá, identicamente em aeroportos, ocasiões em que houve cumprimentos por educação” e não trataram sobre doações eleitorais “ou qualquer outro coisa”.

Dois parlamentares alegaram nos depoimentos que podem dispor sido confundidos com parentes, identicamente políticos.

incriminado de receber propina pela execução das obras da Hidrelétrica de Santo Antônio, o senador Valdir Raupp (PMDB-RR) destacou que tem um parente “conhecido politicamente com o sobrenome ‘Raupp’.

Ao ajudar ao vídeo de um dos delatores, o deputado Celso Russomanno (PRB-SP) alegou que ele se refere a uma doação com destino a “Russomanno”. Disse então que tem um primo que concorreu a deputado federal em 2010 pelo seu partido.

À PF, o deputado Paulo Lustosa (PP-CE) identicamente questionou delatores e a interpretação dos investigadores: “Ao observar o áudio e os documentos apresentados pelos colaboradores em momento qualquer percebeu que eles estivessem afirmando que o repasse se deu via arca 2”.

Citado por receber R$ 50 mil em 2010, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) argumentou à PF que “não houve a indicação de nenhuma contrapartida pela doação eleitoral”.

Já o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse suspeitar que a Odebrecht possa estar querendo se vingar por causa de sua desempenho na CPI da Petrobras. Ele foi incriminado pela empreiteira de receber R$ 175 mil não declarados em 2006.

Políticos buscam se distanciar de executivos da Odebrecht – 07/08/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1907720-odebrecht.shtml