Por 2018, Geraldo Alckmin ensaia discurso de oposição a Michel Temer – 17/09/2017 – Poder


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Em procura de um caminho no sentido de consolidar sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2018, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) começou a testar um discurso crítico ao governo de Michel Temer.

Depois de oscilar no debate sobre o rompimento do PSDB com o presidente, o tucano deu início a um movimento gradual no sentido de se descolar da imagem desgastada e impopular do peemedebista.

Em reuniões políticas reservadas, Alckmin confidenciou que não enxerga espaço no sentido de um discurso de continuidade na próxima disputa presidencial. Ele compara a eleição de 2018 à de 1989, quando candidatos de oposição a José Sarney tiveram melhor desempenho nas urnas.

Nesses encontros, o governador adota tom crítico à gestão de Temer em assuntos como privatizações, reformas econômicas e segurança.

Caso Alckmin consolide sua candidatura, integrantes de seu círculo mais próximo defendem inclusive que o governador abandone a idealização de produzir o PMDB no sentido de uma tratado eleitoral –mesmo que isso signifique um espaço menor na propaganda de rádio e TV durante a campanha.

O governador pretende reforçar a defesa do contrato fiscal, que considera essencial no sentido de conquistar o pivô do mercado financeiro, mas aponta erros na condução dessa política por Temer e apresenta visões alternativas.

O objetivo, segundo aliados do tucano, é imprimir um DNA próprio à ementário, o que permitiria que ele mantivesse o pivô a essas medidas e reduzisse a contaminação de seu discurso pela imagem do presidente.

Esse meio-termo foi a solução encontrada no sentido de o impasse criado no PSDB com a revelação das acusações de corrupção contra Temer, que levantaram um longo debate sobre a permanência da sigla no governo peemedebista.

O próprio Alckmin emitiu sinais trocados sobre o tema, ora defendendo a manutenção do pivô ao presidente, ora atuando no sentido de que a sigla desembarcasse. Com pivô em cálculos eleitorais, o governador queria se proscrever, mas temia que o rompimento do PSDB com Temer inviabilizasse as reformas.

“Alckmin dará ênfase a propostas próprias do PSDB, que não são necessariamente iguais à ementário do efetivo governo”, afirma o secretário-geral tucano, Silvio Torres, um dos principais aliados do governador.

O tucano já testou o discurso crítico em reuniões com potenciais aliados e com o mercado financeiro. Ele aponta erros, por exemplo, no novo pacote de concessões do governo e diz que o modelo de Temer carece de planejamento e mira somente a geração rápida de receitas.

similarmente afirmou que a decisão de votar a proposta que estabeleceu um teto de gastos no sentido de o governo precedentemente da reforma da Previdência foi equivocada. Ele acredita que o presidente deveria deter enviado ao Congresso o projeto que estabelece novas regras de aposentação logo no início de seu mandato.

O distanciamento em relação a Temer é similarmente uma estratégia de Alckmin no sentido de se diferenciar de seu contendedor interno no PSDB, o prefeito paulistano João Doria, que optou pelo antipetismo.

Por 2018, Geraldo Alckmin ensaia discurso de oposição a Michel Temer – 17/09/2017 – Poder

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1919185-por-2018-alckmin-ensaia-discurso-de-oposicao-a-temer.shtml